o porco

O porco

Aos amigos que sempre "carregaram o piano".

Quando estiverem desanimados lembrem-se do PORCO!
Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário que disse:
– Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias. No 3º dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava a conversa.
No dia seguinte, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:
-Força amigo, levanta daí senão será sacrificado!!!.
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou novamente e disse:
– Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar. Upa! Um, dois, três….
No terceiro dia, deram o medicamento e o veterinário disse:
– Infelizmente vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:
– Cara, é agora ou nunca! Levanta logo, upa! Coragem! Vamos, vamos! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa, vai….fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa! Você venceu campeão!!!.
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
– Milagre!!! O cavalo melhorou, isso merece uma festa!Vamos matar o porco!.
Pontos de Reflexão: Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe qual é o funcionário que realmente tem mérito pelo sucesso, ou que está dando o suporte para que as coisas  aconteçam.
SABER VIVER SEM SER RECONHECIDO É UMA ARTE!

Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais o Titanic.
PROCURE SER UMA PESSOA DE VALOR, AO INVÉS DE UMA PESSOA DE SUCESSO!

 

 

 

 

 

 

Repassando,para conhecimento dos irmãos.

LINGUAGEM SIMBÓLICA DAS JÓIAS

Proposição para trabalho de análise sobre a 2ª Instrução do Grau I

Trabalho louvado no resultado da Tese aprovada em julho de 1992, pela Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo à XXI Assembléia Geral da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) realizada em Salvador, Bahia e transformada em manual (Manual de Paramentos e Jóias – GLESP).

Uma jóia maçônica é no seu caráter estrito, um pequeno adorno de metal destinado para uso dos iniciados, porém de valor figurado, que se tem como distintivo de um grau ou cargo.

Na Grande Loja, as jóias dos cargos são presas aos colares. Os bastões do Mestre de Cerimônias e dos Diáconos estarão encimados com as jóias dos respectivos cargos.

As cores das jóias devem ser as seguintes: metal branco, para as Lojas e metal amarelo-ouro para as Grandes Lojas e os Altos Corpos e Alta Administração.

Na análise das jóias aprovadas e adotadas pela Ordem,  correspondentes aos cargos administrativos da Oficina, visa-se apresentar o que elas traduzem para os maçons.

AS JÓIAS DOS CARGOS EM LOJA

Venerável

Vigilante

Vigilante

Orador

Secretário

Mestre

Cerimônia

Tesoureiro

Diácono

Diácono

Arquiteto

Bibliotecário

Chanceler

Cobridor

Experto

Guarda do Templo

Hospitaleiro

Mestre de Banquetes

Mestre de Harmonia

Porta

Bandeira

Porta

Espada

Porta estandarte

Venerável Mestre – uma esquadria, como emblema da eqüidade e regularidade rigorosas, suspenso no Colar do V.’.M.’., significa que um chefe deve ter, unicamente, um sentimento – o dos Estatutos da Ordem -, e que deve agir de uma única forma: com retidão. Não se admite qualquer outra jóia para o cargo.

1º Vigilante – Um nível simboliza a presteza e a igualdade social, base do Direito Natural. O NÍVEL sem o PRUMO nada vale, do mesmo modo que este sem aquele, em qualquer construção. Por isso, os dois se completam, para mostrar que o Maçom tem o Culto da Igualdade: nivelando todos os homens, e cultuando a retidão, não se deixará pender, ou pela amizade ou pelo interesse, para qualquer dos lados.

2º Vigilante – Um prumo, alegorizando a vertical diretora do espírito nas coisas profundas. Significa que o Maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar dominar pelo interesse nem pela afeição.

Orador – Um livro aberto ou um sol, significando o esclarecimento da lógica pura. Na Loja, ele é o representante do Ministério Público Maçônico, cabendo-lhe defender e aplicar a Legislação Maçônica em todas as oportunidades, sendo, denominado “Guarda da Lei”.

Secretário – Duas  penas cruzadas (essas penas são imitação de penas de aves, usadas para escrita, na antiguidade),como emblema do ardor e zelo pela fidelidade. Uma das cinco Dignidades da Loja. Tem a seu cargo a redação das atas e da correspondência da Oficina. Pede diretamente a palavra ao Venerável que lhe pode conceder com preferência sobre outro. É um dos cargos que requer mais atividade.

Tesoureiro Uma chave, que simboliza ter ele o controle do cofre da Loja, sendo assim, símbolo de segurança e confiança tácitas. Tem a seu cargo a cobrança e a guarda dos fundos da Loja, efetuando ou verificando os pagamentos. O Tesoureiro deve cumprir fielmente os deveres indicados nos Regulamentos Gerais da Potência a que sua Loja pertence e no Regulamento Interno da Oficina.

Expertos – Um punhal, representando a prudência e a vigilância, para cada um dos Expertos. O segundo experto pode usar também uma clepsidra (relógio antigo  d’água), indicando a preciosidade do tempo. A clepsidra,  posteriormente transformado na ampulheta, classifica o irmão que encaminha os postulantes para a Câmara de Reflexão. Como instrumento marcador do tempo, ela limita o prazo que é dado ao profano para responder o questionário filosófico.  Colocada sobre o Altar do Venerável, deixa transparecer a idéia da necessidade de pronta ação no desempenho de todas as missões confiadas pela Ordem ou pela Loja;

Diáconos – Uma pombinha com as asas abertas, inscrita em um triângulo, destinada ao Primeiro Diácono e livre (sem o triângulo) destinado ao 2º Diácono, emitindo a idéia da comunicação como base para os bons entendimentos. As pombinhas dão um encanto às jóias dos Diáconos, Indicam a natureza litúrgica da função desses oficiais da Loja. Na antiguidade, os pombos eram usados como mensageiros para longas distâncias, dada a inexistência de outros meios de comunicação. A alfaia do cargo, além de estar pendente da faixa, deverá estar presente, também, no topo dos bastões dos Diáconos. Na abertura e no encerramento dos trabalhos em Loja, os Diáconos têm a função de receber e transmitir a Palavra Sagrada. No REAA, cabe ao 1º Diácono: ”Transmitir as ordens do Venerável Mestre ao 1º Vigilante e a todas as Dignidades e Oficiais, de modo que os trabalhos se executem com ordem e perfeição”. Ao 2º Diácono cabe também: ”ser o executor e transmissor das ordens do 1º Vigilante e velar para que todos os Irmãos se conservem nas Colunas com o devido respeito, disciplina e ordem;

Hospitaleiro –  Uma bolsa fechada, simbolizando a benesse da caridade, para o Hospitaleiro. A caridade é mão que se abre para a esmola que arranca da miséria; é a mão que protege e se desfaz numa constelação de benefícios. Mas segundo a preceituação  maçônica deve ser sempre oculta para não exaltar a quem dá nem humilhar a quem recebe. por isso, a bolsa do Hospitaleiro apresenta-se sempre fechada  para os olhares perscrutadores;  

Chanceler (ou Guarda dos Selos da Oficina). Um sinete cilíndrico. Sinete é um utensílio que serve para gravar em lacre, papel etc.; com ele, o Chanceler grava o timbre da Oficina na documentação dela, sintetizando garantia e autenticidade, para o Chanceler. Tem a seu cargo a guarda dos selos e timbres e os apõe nos documentos principais, registrando-os em livro especial, por ordem cronológica em índice de assunto. A ordem, a exatidão, zelo, critério e assiduidade aos trabalhos são requisitos indispensáveis para chegar-se a este honroso cargo confiado ao Mestre mais antigo ou ao decano em idade.

Mestre de CerimôniasUma régua, demonstrando o gênio do conhecimento perfeito e completo do formalismo, para o Mestre de Cerimônias.  Jóia desse Oficial. Além de estar pendente da faixa, deve estar no topo do seu bastão. No REAA, é o Oficial que tem a prerrogativa, sem necessariamente ser determinada ou ordenada, de se locomover livremente no interior do Templo durante os trabalhos em Loja. Por este motivo fica sob sua responsabilidade tudo o que está previsto no Ritual do REAA em vigor na GLESP;.

Mestre de Banquetes – Uma cornucópia com dois bastões cruzados, significando a moderação diante da fartura, para o Mestre de Banquetes. A cornucópia, na sua forma de chavelho cheio de frutos e de flores, nos tempos de antanho era o símbolo mitológico da abundância, elemento da felicidade. A Maçonaria apanhou-a como símbolo da fartura adquirida pelo trabalho honesto, indicando aos Mestres de Banquetes os irmãos que dirigem a mesa para supri-los convenientemente.

Porta-Estandarte – Um estandarte de metal, insígnia que engrandece, enobrece e honra a Loja. Os Estandartes aparecem desde os primeiros tempos da Maçonaria especulativa, como uma continuação da tradição das antigas confrarias e corporações profissionais medievais, que tinham por seu estandarte a maior veneração e respeito.

Porta-Espada – Uma Espada Militar, emblemando a força e o direito conjugados, para o Porta-Espada.  Símbolo do poder, em todas as solenidades e Cerimônias da Ordem. Com um simbolismo vastíssimo, a Espada é um dos acessórios mais usados nas cerimônias maçônicas. No seu aspecto mais vulgar mais vulgar, é a arma da vigilância por meio da qual o iniciado procura defender os nossos augustos mistérios de toda intromissão violenta do mundo profano.

Porta-Bandeira – Uma bandeira em metal. A Bandeira é a última a entrar no Templo, como a mais alta autoridade presente. Será conduzida pelo Porta Bandeira, verticalmente. Ao entrar, a Bandeira ficará entre CCol.’., enquanto é feita a execução do Hino Nacional.

Cobridor Externo – Um alfanje, caracterizando a constância e o cuidado, reforçando o conceito de segurança, que, no caso do Cobridor Externo, tem que ser mais rígida e mais abrangente. O alfanje do Cobridor simboliza a pronta vigilância posta ao serviço de defesa do Templo.

Arquiteto – Um Maço e um Cinzel, alegorizando a arte estrutural, para o Arquiteto. A trolha de pedreiro  como jóia do Arquiteto, distingue o obreiro encarregado da conservação do edifício, da decoração do Templo propriamente dito, da limpeza dos móveis, das alfaias e demais utensílios da Loja. Não tem interpretação esotérica, mas emblemiza, contudo a tolerância e a indulgência que os iniciados devem abraçar para enobrecerem seus sentimentos.

Mestre de Harmonia –  Uma lira, símbolo dos sentimentos apurados, para o Mestre de Harmonia. A lira , símbolo da música, é jóia do encarregado da coluna de harmonia. A arte de Orfeu leva efetivamente aos maçons, a convicção tranqüila de que a contemplação, o arrebatamento e a emoção causados pelos acordes musicais, provocam as melhores disposições de espírito, prodigalizando aos iniciados os mais puros pensamentos de fraternidade e de elevação da alma.

Guarda do Templo – Duas Espadas cruzadas mostram que o titular do cargo zela pela segurança interna dos trabalhos alegorizando a inviolabilidade e o respeito para o Guarda do Templo, já que a ele compete velar para que o Templo fique coberto a olhares profanos.  

Bibliotecário – Uma pena sobre um livro aberto relativo ao oficial que superintende e é o responsável pelos livros e documentos, organizados, ordenados e guardados em estantes, para estudo, leitura, fontes de consulta para trabalhos dos Obreiros da Loja.

Valdemar Sansão – M.’.M.’

.vsansao@uol.com.br


21/10/2009
Economia
Intenção de compras no varejo é a maior desde 1999

Rodrigo Petry

 

O índice de consumidores que pretende adquirir bens duráveis ou semiduráveis no quarto trimestre deste ano atingiu o maior patamar desde 1999, quando o levantamento do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), passou a ser realizado. Segundo pesquisa divulgada hoje pela instituição, 77% dos consumidores na cidade de São Paulo devem ir às compras neste fim de ano. Foram consultadas 500 pessoas.
Na comparação com o mesmo período de 2008, o índice apresentou um crescimento de 3,2 pontos porcentuais. Em relação ao terceiro trimestre deste ano, a alta foi de 2,8 pontos porcentuais. As maiores altas na intenção de compra em relação ao quarto trimestre de 2008 foram indetificadas nas categorias cine e foto (12,5%), linha branca (6,5%) e materiais de construção (5,3%). As maiores quedas ocorreram em automóveis (-3,2%) e informática (-3%).
O levantamento apontou ainda alta de 25,2% na intenção de gastos com eletroeletrônicos, ante o registrado no quarto trimestre de 2008. Os consumidores pretendem gastar neste fim de ano R$ 1,505 mil com produtos da categoria. Em seguida, aparecem a linha branca (fogões, geladeiras e lavadoras), com aumento de 14,9%, para R$ 1,290 mil, e eletroportáteis, com crescimento de 3,3%, para R$ 334. A intenção de gastos com produtos de informática subiu 3%, para R$ 1,443 mil.
Em contrapartida, a pesquisa constatou queda de 32,1% na intenção de gastos com móveis. Este ano, os consumidores estimam gastar em média R$ 1,142 mil com os produtos. Outras quedas foram constatadas em telefonia e celulares, com baixa de 22,5%, para R$ 325, e automóveis, com redução de 14,4% na intenção de compra, para R$ 16,667 mil.
Na avaliação do Provar, a queda dos juros, a ampliação dos prazos médios de pagamento e a redução da inadimplência contribuíram para o índice recorde de intenção de compras no varejo neste trimestre.
Crédito
A intenção na utilização do crediário para a aquisição de bens duráveis ou semiduráveis subiu em todas as categorias pesquisadas pelo Provar. Na linha branca, a participação do crediário na intenção das compras ficou em 77,6% no quarto trimestre, uma alta de 0,6 ponto porcentual em relação ao terceiro trimestre e de 1,5 ponto porcentual ante igual período do ano passado. Em materiais de construção, o uso do crédito deverá atingir 60%, o que representou um aumento de 0,5 ponto porcentual sobre o terceiro trimestre e de 2,1 pontos porcentuais na comparação com o mesmo período de 2008.
A única exceção na intenção de maior uso do crédito ocorreu com a compra de automóveis e motos, que ficou em 73,3% no quarto trimestre, ante 91,2% do terceiro trimestre e 87,1% do mesmo período do ano passado. (AE)

21/10/2009
Economia
Net lançará banda larga popular por R$ 29,80 em SP

Luana Pavani

 

A Net Serviços anunciou nesta quarta-feira (21/10) o lançamento de um pacote de banda larga popular com mensalidade de R$ 29,80 para acesso à internet. A data do lançamento comercial, no entanto, não está definida. Em teleconferência com jornalistas, o presidente da Net, José Antonio Félix, explicou que o produto está em estudos e, provavelmente, terá velocidade de transmissão de dados na faixa de 200 kilobits por segundo (kbps).
Segundo ele, ainda falta treinar o pessoal de atendimento para o novo produto e fazer ajustes técnicos na rede e no call center, para que o produto seja oferecido. "Rapidamente vamos lançar um produto conforme a iniciativa do governo paulista para as camadas menos favorecidas", disse Felix. "A vontade é lançar este ano."
No último dia 15, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), assinou decreto que isenta pacotes populares de internet banda larga da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A isenção vale para pacotes de até R$ 29,80 mensais, para velocidades de 200 Kbps a 1 megabit por segundo (Mbps). A alíquota de 25% continua a ser cobrada dos pacotes comercializados atualmente.
Hoje, a Net já oferece um produto para a classe C, o combo NetFone.com, por R$ 39,90, que inclui acesso à internet à velocidade de 256 Kbps, à telefonia fixa e a canais de TV aberta. Félix não acredita que a banda larga popular possa canibalizar o pacote existente. "O governo quer endereçar o programa claramente a quem ainda não tem conexão à internet. Se quem já tem resolver migrar para o pacote popular, isso desvirtuaria o objetivo do programa. A migração não faria sentido pela pequena diferença de preço", afirmou o presidente da Net. A migração não é proibida, mas supõe multa de acordo com o decreto do governo.
Em princípio, o novo pacote será oferecido em São Paulo, e a Net pretende estender a cobertura assim que o programa de banda larga popular for regulamentado em outros Estados. Ainda segundo Félix, motivos técnicos não impediriam o serviço de chegar a outras cidades, considerando a experiência com o combo NetFone.com. "Já temos esse produto na prateleira. Então, para oferecer o outro, é mais um processo de desmonte e re-empacotamento do que de inovação".
O impacto do novo produto sobre a receita anual da Net dependerá da adesão, mas Félix prevê que, se a companhia conquistar 10% da base potencial da população que acessará banda larga pela primeira vez, poderá adicionar cerca de R$ 100 milhões ao faturamento. (AE)

O que aconteceria em caso de um colapso do dólar?

Peter Coy, BusinessWeek
21/10/2009

Texto: A- A+

A crise financeira nos ensinou que os mercados podem cair mais e mais rápido do que as pessoas esperam. O preço das moradias nos EUA, por exemplo, caiu por três anos seguidos a começar de 2006, embora a sabedoria convencional dissesse até então que os preços não iriam cair nem um pouco.

Vamos aplicar isso ao dólar, que também deveria resistir a uma crise. Após se enfraquecer gradualmente desde 2002, a moeda americana subiu com a crise financeira do ano passado. Mas acumula uma desvalorização de cerca de 15% desde março, quando os investidores passaram a mudar para moedas de maior rendimento. A sabedoria convencional diz que a esses níveis, o dólar está barato, prestes a iniciar uma recuperação. "As moedas não avançam muito mais que 20% em relação às suas médias de longo prazo em termos reais [ajustado à inflação]. Já estamos lá", afirma Michael Dooley, economista, fundador e analista-chefe da Cabezon Capital Management, firma de investimentos de São Francisco.

 

 

Assim, vale ao menos cogitar a possibilidade de um "colapso" do dólar. A razão de o estouro da bolha imobiliária ter tido efeitos tão devastadores foi a falta de imaginação: bancos, autoridades reguladoras, agências de avaliação de crédito e outros simplesmente não conseguiam acreditar que os preços das casas cairiam do jeito que caíram, de modo que todos foram pegos de surpresa.

Imaginemos que o dólar caia rapidamente mais 25% contra cada uma das grandes moedas mundiais, algo mais ou menos parecido com o declínio sem precedentes de 30% nos preços das casas. Isso significaria que seria preciso US$ 2 para comprar € 1. O lado bom é que as empresas americanas teriam mais facilidade para competir nos mercados internacionais, e o turismo teria uma explosão nos EUA. O lado ruim é que a inflação subiria nos EUA devido ao custo maior dos produtos importados. Os americanos teriam ainda mais problemas para obter empréstimos à medida que os compradores estrangeiros fossem saindo do mercado de dívida.

Fora, o dólar barato tornaria mais difícil exportar para os EUA, o que afetaria o crescimento do resto do mundo. A China poderia enfrentar distúrbios sociais. Guerras comerciais poderiam irromper. E haveria problemas em bancos expostos demais, aqueles que tinham certeza de que um estouro do dólar não ocorreria. Como diz o investidor Warren Buffett: "Você só descobre quem está nadando pelado quando a maré baixa".

As autoridades reguladoras dos EUA estão monitorando os bancos em uma ampla variedade de riscos, incluindo a ameaça de uma quebra do dólar: "Não estamos acompanhando os riscos trimestre a trimestre, e sim minuto a minuto", diz uma autoridade que pediu para não ser identificada.

Após o pico atingido no segundo trimestre, o dólar acumula queda de 11% contra o iene japonês, 16% contra o euro, 21% contra o dólar canadense e cerca de 30% contra o real e o dólar australiano, que estão se beneficiando do repique no preço das commodities. Em relação a uma cesta ampla de moedas de todos os parceiros comerciais dos EUA, ajustada à inflação, o dólar já caiu 15% desde o pico atingido no segundo trimestre.

Por trás da fraqueza do dólar está a taxa de juro de curto prazo dos EUA, perto de zero. Assim como fizeram antes com o iene, investidores estão tomando dólar barato emprestado para vendê-los e comprar moedas de países cujas ações e bônus prometem retornos melhores. O Federal Reserve (Fed) está mantendo o juro básico a 0,25% para estimular a economia americana e ajudar os bancos, mas um efeito colateral é que o dólar tornou-se o combustível preferido da aposta especulativa internacional, que o está sobrecarregando.

Uma outra força ajuda a derrubar o dólar: os contínuos déficits comerciais dos EUA, um custo que os EUA estão pagando por tomar emprestado do resto do mundo. Alguns economistas acreditam que, em algum momento, os EUA serão forçados a desvalorizar sua própria moeda para tornar seu endividamento mundial mais suportável. Embora o rombo comercial tenha caído para menos de 3% do PIB no segundo trimestre, contra o pico de 6% em 2006, ele ainda é alto pelos padrões históricos.

Alguns dos bancos centrais que sustentaram o dólar parecem estar com medo. Em vez de comprar só dólares para suas reservas internacionais, estão diversificando para outras moedas. Os países que revelam a composição de suas reservas colocaram 63% delas em euros e iene no segundo trimestre, segundo análise do Barclays Capital. Steven Englander, principal estrategista de câmbio do Barclays, diz: "O incentivo desses países é tentar uma diversificação discreta, e não ‘sair fora a todo preço’". A China não revela a composição de suas reservas, que superam US$ 2 trilhões.

Membros do governo Obama não parecem perturbados pela queda do dólar até agora. O dólar mais fraco ajuda a diminuir o déficit comercial ao tornar os produtos americanos mais competitivos.

Mas essa calmaria pode desaparecer da noite para o dia se os mercados financeiros sentirem que a queda do dólar vai se tornar uma bola de neve sem controle. Nesse ponto, o "campo de força" invisível que protege o dólar vai sumir, afirma Martin Weiss, presidente do Weiss Group, firma de análises de dados financeiros de Júpiter, Flórida. Weiss diz: "Nos tornaríamos mortais comuns, mais vulneráveis a ataques contra a nossa moeda".

Nesse cenário pessimista, o declínio ganha vida própria. As vendas geram mais vendas. Bancos centrais mundiais interviriam para estimular o câmbio, mas os especuladores, tendo já experimentado o gosto da vitória, não recuariam. Paul Krugman, economista da Universidade Princeton, certa vez chamou isso de cenário coiote, numa referência ao personagem do desenho animado Papa-Léguas, que perde o chão no alto de um despenhadeiro, mas só começa a cair quando olha para baixo e vê que não há nada sob seus pés.

As especulações de que o dólar poderá sofrer um colapso podem se tornar autorrealizáveis se os operadores se apressarem a deixar a moeda. Ashraf Laidi, principal estrategista de câmbio da CMC Markets, uma corretora de Londres, diz que "agora há cerca de 30% a 40% de chances de vermos o dólar cair ao ponto de configurar uma crise".

Os otimistas com o dólar apontam que a moeda recuperou-se ultimamente. Mas Laidi não vê nisso uma demonstração de apoio ao dólar ou à economia dos EUA. Ele diz que os investidores apenas recuaram de todos os tipos de risco e colocaram seu dinheiro no instrumento de curto prazo de maior liquidez – justamente os títulos do Tesouro americano. Englander, do Barclays, concorda: "Não se trata de uma aposta de longo prazo na economia dos EUA".

Os operadores de câmbio não dão muito crédito às declarações de apoio ao dólar forte feitas por autoridades americanas. Observam que secretários do Tesouro desde o governo Clinton vêm dizendo que apoiam o dólar forte. Mas os EUA não vêm dando apoio à sua moeda através de compras no mercado desde 1995.

Se o dólar despencar, o preço das importações pode subir mais rápido que o esperado pelos economistas. Seria um desastre para a economia se o Fed tivesse que subir a taxa de juros para conter a inflação ou defender a moeda, enquanto o crescimento segue fraco.

O dólar mais fraco deixaria os americanos mais pobres, ao reduzir o poder de compra da moeda. E não há garantias de que isso vai estimular o setor industrial americano, diz David Mallpass, presidente da consultoria Encima Global. Para ele, a queda do dólar no fim dos anos 80 mais atrapalhou que ajudou Detroit, ao dar ao Japão poder de compra para fortalecer suas montadoras. "Podemos ficar pobres a ponto de não podermos importar muita coisa e equilibraremos a balança comercial. Mas isso seria bom para os EUA?"

No curto prazo, o maior risco seria a falência de quem fez apostas altamente alavancadas e que está vulnerável a uma queda do dólar. Isso afetaria não só os negócios de câmbio, mas também os de derivativos de juros e os swaps de defaults de crédito. Cinco grandes bancos responderam por 88% da exposição de risco de crédito a derivativos em todo o sistema bancário dos EUA no segundo trimestre.

Ninguém sabe se o dólar caminha para um desastre. Mas acreditar no melhor é arriscado.

(Copyright © 2009 The McGraw-Hill Companies Inc.)

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