poder

“O poder revela quem somos”

Um pesquisador americano diz como o poder nos torna mais corruptos, mesquinhos e hipócritas

ISABEL CLEMENTE

Dizer que o poder corrompe é um antigo chavão. A novidade é que esse velho axioma acaba de ser comprovado cientificamente em um trabalho de pesquisadores da Kellogg School of Management, nos Estados Unidos. Após uma série de testes comportamentais com voluntários, eles demonstraram como o poder costuma, em geral, mudar as pessoas para pior. Em testes, os poderosos não só trapaceavam mais, como se mostravam mais hipócritas ao se desculpar por atitudes que condenavam nos outros. “Os poderosos acreditam que devem ser excluídos de certas regras”, afirma o psicólogo social Adam Galinsky, professor de ética e decisões em gerência da Kellogg School of Management e um dos autores do estudo.

QUEM É
Americano de 41 anos, é Ph.D. em psicologia social pela Universidade Princeton
O QUE FAZ
Professor de ética e decisões em gerência da Kellogg School of Management, nos Estados Unidos
O QUE PUBLICOU
Mais de 75 artigos científicos. É coautor do estudo Power increases hypocrisy (O poder aumenta a hipocrisia)

ÉPOCA – O poder corrompe?

Adam Galinsky – Sim, corrompe. Basicamente, apesar de o poder deixar as pessoas no centro das atenções, de estarmos todos olhando para as autoridades, os poderosos se sentem psicologicamente invisíveis. E, por causa dessa sensação de invisibilidade, eles se permitem agir de maneiras imorais, ao passo que outras pessoas não agiriam assim por medo de punição. É como se ficassem à vontade para preencher suas mais íntimas necessidades. Uma das comparações de que gosto de fazer é a história do Senhor dos Anéis. No momento que ele põe o anel, fica invisível e age mal. O poder é esse anel.

ÉPOCA – Como o senhor constatou isso?

Galinsky – Fizemos vários experimentos. Um deles foi com um jogo de dados. Dividimos os voluntários para a experiência em dois grupos: os muito poderosos e os pouco poderosos. Isolamos os grupos em um cubículo. Dissemos a cada um que eles ganhariam bilhetes para uma loteria conforme os pontos obtidos ao jogar os dados, que poderiam variar de 0 a 100. A média esperada era de 50 pontos. O grupo pouco poderoso anunciou ter obtido um resultado de 59 pontos, enquanto o grupo muito poderoso disse ter obtido 70 pontos. A conclusão é que o grupo pouco poderoso pode ter trapaceado com os dados, mas o muito poderoso trapeceou muito mais para conseguir mais bilhetes de loteria.

ÉPOCA – O senhor diria que a melhor s maneira de testar a identidade moral de um indivíduo é dar poder a ele?

Galinsky – Sim, porque o poder não apenas muda a pessoa, mas revela quem ela é de verdade. Podemos afirmar, a partir dessa pesquisa, que a experiência do poder provoca certas mudanças no ser humano – e a maior é torná-lo hipócrita.

ÉPOCA – A pesquisa chega a essa conclusão a partir de questões que envolvem superfaturar despesas de viagem ou ultrapassar o limite de velocidade. Quem faz isso está mais propenso a se tornar corrupto se chegar ao poder?

Galinsky – Em média, muitas pessoas, quando investidas de poder, tornam-se mais mesquinhas, afrouxam seus padrões éticos. Você está me fazendo uma pergunta diferente: se as pessoas que agem sem ética provavelmente se corromperiam no poder. “Provavelmente”, é a minha resposta.

"Quando estão fora do poder, as pessoas dizem: ‘Eu nunca agiria
dessa forma’. Mas a verdade é que, no poder, muitos mudam"

ÉPOCA – Por que o senhor afirma que os poderosos, quando flagrados, mostram-se pouco arrependidos?

Galinsky – Por causa de um processo psicológico mostrado na pesquisa: os poderosos acreditam, de fato, que eles devem ser excluídos de certas regras e padrões aplicados aos demais. Ou então eles apresentam justificativas psicológicas para ter agido como agiram.

ÉPOCA – Executivos e políticos mostram-se incomodados quando o senhor comenta com eles esse tipo de comportamento?

Galinsky – Quando estão fora do poder, as pessoas dizem: “Eu nunca agiria dessa forma”. Temos a tendência de acreditar que não temos a mesma vulnerabilidade e que não corremos os mesmos riscos dos outros. Mas a verdade é que, investidos de poder, muitos mudam. Somos suscetíveis. A pesquisa mostra, sistemática e cientificamente, que não só as pessoas

agem imoralmente quando podem, como elas se tornam hipócritas. Defendem padrões comportamentais mais rígidos para os outros do que para si mesmas. Foi o caso do governador de Nova York, Eliot Spitzer, que traiu a mulher com uma prostituta. Veio à tona depois que ele, como procurador-geral do Estado, combatia a prostituição. É nesse ponto que os poderosos caem do pedestal e a sociedade se revolta. Se eles apenas agissem mal, seria ruim, mas ainda por cima pregar o contrário do que fazem… A hipocrisia revolta. Vocês, por exemplo, têm um governador preso por obstruir a Justiça (José Roberto Arruda, governador afastado do Distrito Federal). Um governador é alguém que defende leis e comportamentos para a sociedade. Quando um político age assim, é mais revoltante do que executivos de empresas – porque executivos não necessariamente posam de modelo comportamental para os outros.

ÉPOCA – Nessa era de Big Brothers, em que câmeras revelam até gestos das autoridades em lugares onde elas pensam estar protegidas, não é mais difícil agir de forma hipócrita?

Galinsky – Não é uma questão de ser vigiado, mas de se sentir conectado à coletividade e obrigado a prestar contas aos outros. Mera vigilância nem sempre é eficaz e tende a dissipar seu efeito com o tempo, porque não é um processo que internaliza no indivíduo essa noção de que ele deve se explicar.

ÉPOCA – No Brasil existem cortes judiciais e celas especiais nos presídios para políticos, pessoas com nível universitário e autoridades. Isso reforça a crença de que os poderosos são pessoas diferentes?

Galinsky – Essa é uma questão mais complicada. Se as cortes especiais forem mais lenientes, daí você reforça o problema do tratamento especial. Se esses julgamentos forem mais rápidos e defender altos padrões éticos e legais para os poderosos, podem servir para reforçar que ninguém está acima da lei. É muito fácil para as pessoas que conquistaram certos postos atuar pelo bem delas mesmas, em vez de trabalhar pela coletividade, que as colocou lá. Costumo dizer em minhas aulas que é preciso criar algemas para os honestos: como podemos garantir que ninguém se sinta tentado a trapacear? Por isso eu nunca dou provas para fazer em casa. A tentação para fazer consultas é enorme.

ÉPOCA – A punição é capaz de conter essa tendência humana de agir mal?

Galinsky – O melhor caminho é fazer com que os poderosos tenham de prestar contas. O Congresso tem de fiscalizar seus políticos, o governo e dividir o poder com eles. Os processos decisórios têm de ser transparentes. Os políticos têm de estar na vitrine da sociedade, bem visíveis. No mundo dos negócios, os altos executivos também têm de ser monitorados pela diretoria, pelos conselhos. Se a diretoria for uma rede formada por “mais dos mesmos”, ou seja, por indivíduos poderosos com o mesmo padrão comportamental, aí ela não exerce sua função de controlar o presidente, que se sente, por isso, invisível para os demais. Isso resulta em histórias parecidas com as da Enron e da World Com (empresas que faliram em 2001 em meio a graves escândalos de corrupção). O combate à falta de ética e à imoralidade passa pela divisão de poder. O Executivo tem de precisar do Legislativo, porque aí há um equilíbrio quase natural de forças.

ÉPOCA – O senhor ficou surpreso com algum resultado de suas experiências?

Galinsky – Não, mas, se num experimento comportamental em que o poder não é uma força real acontece isso, imagine no mundo real, onde as pessoas lidam com o poder de verdade?


Casar-se de novo.

*Por Arnaldo Jabor*

Meus Amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher.
As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.
Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário.
Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar.
Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade.
Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher.
Minha esposa, se não me engano está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu.
O segredo do casamento não é a harmonia eterna.
Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher.
O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo.
Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal.
De tempos em tempos, é preciso renovar a relação.
De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido.
Há quanto tempo vocês não saem para dançar?
Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial?
Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento.
Mulher e marido que se separam perdem 10 kg em um único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo?
Faça de conta que você está de caso novo.
Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem.

Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas.
Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração.
Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação.
Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos.
Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso.
Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar.

Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento.

Mas se você se separar sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.
Não existe essa tal ‘estabilidade do casamento’ nem ela deveria ser almejada.
O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos.
A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma ‘relação estável’, mas saber mudar junto.
Todo cônjuge precisa evoluir estudar, aprimorar-se, interessarsse por coisas que jamais teria pensado em fazer no início do casamento.

Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família? É o que seus
filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto descubra a nova mulher ou o novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo interessante par.
Tenho certeza que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças.
Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.
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LULLA:
(Quem escreveu é um Gênio!!!)

1. LULA ANTES DA POSSE

Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

2. DEPOIS DA POSSE:

Basta ler o texto acima, DE BAIXO PARA CIMA….FRASE A FRASE

 

 

 

 

TESE DE DOUTORADO SOBRE MÉDIUNS ESPÍRITAS

DOUTOR E MÉDICO EM PSIQUIATRIA DEFENDE
"TESE DE DOUTORADO" SOBRE "MÉDIUNS ESPÍRITAS"
Alexander Moreira de Almeida é médico e doutor em psiquiatria pela USP – Universidade de São Paulo, coordenador do NEPER – Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e director técnico e clínico do HOJE – Hospital João Evangelista. O facto de registo, é que o doutor Alexander de Almeida defendeu sua Tese de Doutorado sobre “Fenomenologia das experiências mediúnicas, perfil e psicopatologia de médiuns espíritas" recorrendo a dezenas de médiuns espíritas e a varias associações espíritas de São Paulo, onde concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal de Espiritismo.
Como médico psiquiatra, o que o levou a escolher tal Tese de trabalho, para o seu doutoramento: “Fenomenologia das experiências mediúnicas, perfil e psicopatologia de médiuns espíritas"?
A.M.A – A importância que as vivências mediúnicas tiveram e ainda têm nas diversas civilizações e, mesmo assim, serem praticamente inexploradas no meio académico.
Como os seus examinadores e a própria Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, viram a sua Tese de Doutorado?
AMA – Muito bem. Sempre recebi todo o apoio do Departamento de Psiquiatria da USP, da FAPESP (Fundação de Amparo Á Pesquisa do Estado de São Paulo), bem como a banca teve uma postura muito científica: rigorosa, mas aberta.
E o orientador da Tese de Doutorado? Quem foi?
AMA – Francisco Lotufo Neto, professor livre-docente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo..

Quem foram seus examinadores?
AMA – Prof. Dr.. Paulo Dalgalarrondo, Doutor pela Universidade de Heildelberg (Alemanha), livre-docente em Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); Prof. Dr. Leonardo Caixeta, psiquiatra, doutor em Neurologia pela Universidade de São Paulo, professor da UFG (Universidade Federal de Goiás); Prof. Homero Vallada, livre-docente, Professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e da Universidade de Londres, maior especialista em genética psiquiátrica no Brasil e pelo Prof. Dr. Paulo Rossi Menezes, psiquiatra e epidemiologista, doutor pela London Universisty, livre-docente da faculdade de Medicina da USP.
Existiu algum critério específico para a composição da Banca Examinadora?
AMA – Que fossem pesquisadores destacados e que estudassem áreas relacionadas ao tema da tese.
Durante seu estudo, verificou por certo o grau de escolaridade dos médiuns espíritas. São eles incultos e ignorantes como se diz?
AMA – 46,5% dos médiuns tinham escolaridade superior ou superior com pós-graduação. O Censo Brasileiro de 2000 mostrou que o Espiritismo é a única religião em que a proporção de adeptos aumenta quanto maior o nível educacional do segmento estudado.
Os médiuns espíritas sofrem de transtornos dissociativos, psicóticos ou transtornos de personalidade múltipla?
AMA – Eles também podem apresentar estes e outros transtornos mentais, como qualquer indivíduo, no entanto, a prevalência de problemas psiquiátricos entre os médiuns estudados foi menor que o encontrado na população geral.
Então os médiuns espíritas não são esquizofrénicos?
AMA – Não, eles são até mais saudáveis que a população geral. Isto, apesar de terem muitas vivências alucinatórias e de influência que normalmente são consideradas como sintomas clássicos de esquizofrenia.

Como a mediunidade é vista pela medicina?
A.M.A – Como a expressão de uma manifestação cultural, religiosa, que não necessariamente é patológica. Sobre a explicação de sua origem, habitualmente é considerada como um fenómeno dissociativo em que se manifestam conteúdos do inconsciente do indivíduo. No entanto, estas ideias são baseadas em muitas opiniões e poucas pesquisas.
A mediunidade é causa de doenças mentais?
AMA – Apesar de, historicamente, nos últimos 150 anos ter se acreditado nisto, não há evidências a este respeito.
Quais os possíveis mecanismos neurofisiológicos da mediunidade?
AMA – Desconheço estudos a este respeito, tudo que eu dissesse seria meramente especulativo.
Alguns colegas defendem que a glândula pineal é o órgão sensorial da mediunidade. Sabemos que essa hipótese não é nova. O espírito de André Luiz através do respeitado médium Francisco Cândido Xavier trouxe de novo a “lume”. Qual a sua opinião?
AMA – Há uma longa história de associação da pineal com o Espírito, isto vem desde Descartes. Do ponto de vista científico, desconheço qualquer estudo trazendo evidências da pineal se relacionar com mediunidade. Entretanto, sem dúvida é uma interessante hipótese a ser testada.
Sendo médico e doutor em psiquiatria, o que é a mediunidade?
AMA – Penso que a mediunidade é uma manifestação de uma habilidade humana que tem estado presente na maioria das civilizações ao longo da história. A origem destas vivências em muitos casos, acredito, podem estar realmente no inconsciente dos médiuns. Entretanto, há um considerável número de casos em que esta explicação é insuficiente, apontando para alguma fonte externa ao médium.

Como relaciona psiquiatria, espiritualidade e mediunidade?
AMA – A psiquiatria deve estar interessada numa visão abrangente e multifacetada do ser humana, assim a espiritualidade deve ser levada em conta, como todas as demais dimensões da existência humana. Por fim, a mediunidade é uma vivência que pode nos revelar muito sobre o funcionamento da mente e sua relação com o corpo. Muitos de nossos trabalhos na área podem ser acessados na página
www.hojenet.org no item “teses & artigos”.

Como distingue em seus pacientes “mediunidade” com distúrbios meramente neuropsicológicos?
AMA – Esta pergunta não admite uma resposta simples. Faz-se necessária uma avaliação cuidadosa e ampla da pessoa, o que ela tem vivenciado, suas crenças e seu contexto social e cultural. Em linhas gerais, para uma certa vivência ser considerada indicativa de um transtorno mental, deve estar associada a sofrimento, falta de controle sobre sua ocorrência, gerar incapacitação, coexistir com outros sintomas de transtornos mentais e não ser aceita pelo grupo cultural ao qual pertence o indivíduo.
Ao receber um paciente portador de faculdade mediúnica, como conduz o caso?
AMA – Trato o transtorno mental existente além de recomendar que o paciente continue com suas práticas religiosas. No entanto, se ele estiver com desequilíbrios mais graves, inicio o tratamento farmacológico e psicoterápico e solicito o afastamento das actividades mediúnicas. No entanto, recomendo que continue participando das demais actividades religiosas (palestras, orações, cultos, passes…)
O seu estudo reuniu a maior amostra de médiuns espíritas alguma vez investigada na área médica no mundo. A sua tese já teve repercussões no meio médico ou em algum centro de investigação universitário? Quais?
AMA – Tenho apresentado os resultados da tese em congressos científicos no Brasil e nos EUA, como por exemplo o Congresso Brasileiro de Psiquiatria e International Conference on Mediumship promovido pela Parapsychology Foundation
Nesses congressos científicos, como os investigadores brasileiros e norte-americanos reagiram à sua investigação?
AMA – Muito bem, demonstrando bastante interesse.

Como vê a doutrina espírita, codificada por Allan Kardec?
AMA – Como uma proposta bem fundamentada de se fazer uma investigação científica e com bases empíricas de fenómenos antes considerados metafísicos e fora do alcance da ciência.
O que é o NEPER – Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo?
AMA – É um grupo de estudos interdisciplinar das relações entre religiosidade saúde. É composto por psiquiatras, neurologistas, historiadores, psicólogos, antropólogos, filósofos. Não está vinculado a nenhuma religião, se prende apenas à rigorosa investigação científica nesta área.
Que mensagem gostaria de deixar aos médicos europeus?
AMA – Na Europa já existem iniciativas muito interessantes na área da espiritualidade, como a Fundação BIAL em Portugal, a Society for Psychical Research e muitos médicos britânicos que investigam o tema, bem como a disciplina de parapsicologia da Universidade de Edimburgo, além de iniciativas das Associações Médico-Espíritas. Que continuem se interessando e investigando cada vez mais as desafiadoras e fascinantes relações entre espiritualidade e ciência.
DADOS DA INVESTIGAÇÃO
Total: 115 médiuns espíritas
Mulheres: 76,5%
Média de Idade: 48 anos
Desemprego: 2,7%
Curso superior: 46,5%
Média de anos no espiritismo: 16 anos
Possuíam mais de 3 tipos de mediunidade;
Incorporação: 72%
Psicofonia: 66%
Vidência: 63%
Audiência: 32%
Psicografia: 23%
Exerciam a mediunidade por semana: 7 a 14 vezes

PRINCIPAIS CONCLUSÕES
1- Os médiuns espíritas diferiam das características de portadores de transtornos de personalidade múltipla e possuíam uma alta média de sintomas de primeira ordem para esquizofrenia, mas estes não se relacionavam aos escores de outros sintomas psiquiátricos e não se relacionavam a problemas no trabalho, família ou estudos.
2- A maioria teve o início de suas manifestações mediúnicas na infância e estas, actualmente, se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias que não necessariamente implicam num diagnóstico de esquizofrenia.
3- A mediunidade provavelmente se constitui numa vivência diferente do transtorno de personalidade múltipla.
Texto: Luís de Almeida

 

 

 

 

Amigos,  ESTOU
INDO EMBORA desta Cidade!!!!!!!

Meus queridos amigos……

Lamento me afastar de vocês, mas estou indo embora!
Oportunidade como essa eu não posso desperdiçar. Preciso priorizar minha estabilidade financeira, para o meu próprio bem e em prol do bem-estar da minha família. Assim, estou escrevendo para me despedir, pois em breve estarei de mudança para Brasília.
A razão da mudança é que passei em um concurso público para uma Diretoria do Senado, onde vou assumir o cargo de "Diretor de Fax com ênfase em E-mail".
Não vou revelar o vultoso salário que vou receber, mas posso adiantar que é infinitamente maior do que o de vocês (), sem falar nos benefícios, como plano de saúde, plano odontológico, plano psicológico, horas extras e mais extras, 13º, 14º, 15º, 16º, 17º e 18º salários, auxílio moradia, auxílio alimentação, auxílio vestimenta, auxílio academia de ginástica, auxílio hotel, auxílio passagem aérea, auxílio correios, auxílio combustível,  auxílio carros, auxílio celulares, auxílio viagens, auxílio turismo, auxílio lipoaspiração, auxílio implante, etc.
Como eu sou uma pessoa muito bacana e gosto muito dos meus amigos, vou dar uma dica: caso tenham interesse em concorrer no próximo concurso, estou encaminhando a prova que fiz, para que vocês possam estudar e ir se preparando. Assim que houver um novo concurso, eu os avisarei.
Segue a prova:
CONCURSO PÚBLICO INTERNO DO SENADO
As questões foram elaboradas a pedido do Exmo. Sr. José Sarney, Presidente do Senado, para provar que não existe essa história de nepotismo e favorecimento pessoal, e que é preciso estudar muito para ter seu cargo garantido após passar pelo funil de um concurso consistente e um processo seletivo muito rígido.
VAMOS ÀS 20 QUESTÕES:

1) Um ex-presidente brasileiro, na época da cruel ditadura, foi Castelo _________
( ) Roxo
( ) Preto
( ) Branco
( ) Rosa choque
( ) Amarelo
2) Um grande líder chinês muito conhecido chamava-se Mao-Tsé  ________
( ) Tang
( ) Teng
( ) Ting
( ) Tong
( ) Tung
3) A principal avenida de Belo Horizonte chama-se
Afonso  __________
( ) Pelo
( ) Pentelho
( ) Penugem
( ) Pena
( ) Cabelo
4) O maior rio do Brasil chama-se Ama_______
( ) boates
( ) zonas
( ) cabarés
( ) bordéis
( ) puteiros
5) Quem descobriu o caminho marítimo para as Índias foi ____________________
( ) Corinthians
( ) Palmeiras
( ) Flamengo
( ) Atlético Paranaense
( ) Vasco da Gama
6) A América foi descoberta por Cristóvão Co_____
( ) maminha
( ) picanha
( ) alcatra
( ) lombo
( ) carne-de-sol
7) O grande bandeirante foi Borba _______
( ) Lebre
( ) Zebra
( ) Gato
( ) Veado
( ) Vaca
8) Quem escreveu ao Rei de Portugal sobre o descobrimento do Brasil foi Pero Vaz de _________
( ) Anda
( ) Para
( ) Corre
( ) Rasteja
( ) Caminha
9) Um famoso ministro de Portugal foi o Marquês de ____
( ) Galinheiro
( ) Puteiro
( ) Curral
( ) Pombal
( ) Chiqueiro
10) O nosso presidente e maior líder da história desse país é Luís Inácio _____ da Silva.
( ) Camarão
( ) Polvo
( ) Ostra
( ) Lula
( ) Caranguejo
11) A capital do estado do Rio Grande do Norte é _______
( ) Carnaval
( ) Páscoa
( ) Dia das Mães
( ) Natal
( ) Sexta-feira Santa
12) A cidade que vai sediar as olimpíadas de 2016 é o Rio de  _____________
( ) Janeiro
( ) Fevereiro
( ) Agosto
( ) Setembro
( ) Outubro
13) A mais famosa praia do Rio é Copa________
( ) barraca
( ) quiosque
( ) cabana
( ) oca
( ) tenda
14) D. Pedro I popularizou-se quando ______________
( ) eliminou a concorrência
( ) decretou sua falência
( ) saturou a paciência
( ) proclamou a independência
( ) liberou a flatulência
15) Pedro Álvares Cabral  _____________
( ) inventou o fuzil
( ) engoliu o cantil
( ) descobriu o Brasil
( ) foi pra puta que pariu
( ) tropeçou, mas não caiu
16) Foi no dia 13 de maio que a Princesa Isabel ________
( ) aumentou a tanajura
( ) botou água na fervura
( ) engoliu a dentadura
( ) segurou a coisa dura
( ) aboliu a escravatura
17) Um grande ator brasileiro é Francisco Cu______
( ) sujo
( ) de ferro
( ) oco
( ) largo
( ) apertado
18) O autor de Menino do Engenho foi José Lins do _____
( ) Fiofó
( ) Cu
( ) Rego
( ) Furico
( ) Forevis
19) O mártir da independência foi Tira___________
( ) gosto
( ) cabaço
( ) que está doendo
( ) dentes
( ) e põe de novo
20) D. Pedro I às margens do Rio Ipiranga, gritou: _____
( ) Hortência volte!
( ) Eu dou por esporte!
( ) Como dói, prefiro a morte!
( ) Independência ou morte!
( ) Maria, endureceu! Que sorte!
OBS: SEI QUE É DIFICIL, MAS ESTUDEM!!!!

(o filho do  Sarney)

 

 

 

 

      Os 12 mandamentos

do médico do S.U.S .

.> Os 12 mandamentos do médico do S.U.S.:
>
> 1. Se você não sabe o que o paciente tem, dê Voltaren;

> 2. Se você não entende o que viu, dê Benzetacil;

> 3. Apertou a barriga e fez "ahhnnn", dê Buscopan;
>
> 4. Caiu e passou mal, dê Gardenal;
>
> 5. Tá com uma dor bem grandona, dê Dipirona;

> 6. Se você não sabe o que é bom, dê Decadron;
>
> 7. Vomitou tudo que ingeriu, dê Plasil;
>
> 8. A pressão subiu? Dê Captopril;
>
> 9. Se a pressão deu mais uma grande subida, dê Furosemida;
>
> 10. Chegou morrendo de choro, ponha no soro;
>
> 11. Arritmia doidona, dê Amiodarona;
>
> 12. Pelo não, pelo sim, dê Rocefin..

>
> P.S.: Se nada der certo, não tem neurose: diga que é só uma virose!!!
>
> O PIOR É QUE É VERDADE!!!!

 

 

 

Dicas da Glorinha Kalil
Etiqueta na Hora do Sexo
(NÃO RIA, O NEGÓCIO É SÉRIO!!)
Para as Mulheres:
© Nunca, em hipótese nenhuma, use calcinha furada.
© No dia em que você sair com aquela calcinha mais fuleira, pode ter certeza que vai ser o dia que você vai tirar o pé-da-lama!
© Não faça performances que você não sabe. Tentar coisas novas é bom, mas transar em cima do lustre não fica legal.
© Depile-se. Se vira… Ande com gilete na bolsa… Fique a melhor amiga da depiladora… e mantenha as partes em ordem.
© Não fale : ‘- Tira a mão daí!!’  Se você está na chuva, se molhe.
© Homem não gosta de transar de luz apagada.
© O cara quer virar e dormir? Qual o problema? Vire e durma primeiro que você vai ver só a repercussão que isso causa na mente alheia.
© Cuidado. Gemer é uma coisa. Mugir, latir  é outra.
Para os Homens:
© Se já inventaram o gel lubrificante , use-o. Nada de tentar comer a bundinha da sua namorada à seco ou com os derivados do leite… Como por exemplo: requeijão, yogurt, sorvete, Leite de Aveia Davene, ou qualquer outra coisa. Tem KY pra vender na farmácia do lado da tua casa.
© Porque os homens sempre coçam o saco? Parem de coçar e lavem ele. Saco fedido é o ‘ó’.
© Não transe de relógio. Não é nada legal tomar uma relojada na cabeça.
© Os psicólogos sempre dizem que nós somos aquilo que nós acreditamos ser. Se você tem um pinto pequeno… Você pode achar que ele é grande… Se você acredita nisso, problema é seu. Não tente me convencer disso, porque é inútil.
© Uma palmadinha é sempre bom. Porém, tenha noção das paradas. Um tapinha é diferente de uma pancadaria.
© Acúmulo de ar na perereca é normal. Sem critério é dizer: ‘Amor, sua pepeca está peidando!’.
© Tome cuidado com o que vai falar e a hora que isso é dito. Um clima de amor, remember …. Eu te amo pra lá… Eu te amo pra cá… E de repente, do nada: ‘Chupa meu pau!’ Isso não é legal.
© Peidou? Ria… Porque vai feder de qualquer jeito!

 

Um Experimento Socialista
Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e ‘justo. ‘
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas. ‘ Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"…
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".
Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". 
As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano… Para sua total surpresa.
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. 
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
"É  impossível levar o pobre à prosperidade através  de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.  O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro  alguém.   Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e  quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao  começo do fim de uma nação. 
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
                                                                                                  Adrian Rogers, 1931
======================== ======================== =========

 

Virtudes

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas duas virtudes.
Assim:
– Aos Suíços os fez estudiosos e respeitadores da lei.
– Aos Ingleses, organizados e pontuais..
– Aos argentinos, chatos e arrogantes.
– Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.
– Aos Italianos, alegres e românticos.

– Aos Franceses, cultos e finos.
– Aos Brasileiros, inteligentes, honestos e petistas.
O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:
– Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos brasileiros foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da terra?
– Muito bem observado, bom anjo! exclamou o Senhor.
– Isto é verdade!
– Façamos então uma correção! De agora em diante, os brasileiros, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultaneamente, como os demais povos!
– Assim, o que for petista e honesto, não pode ser inteligente.
– O que for petista e inteligente , não pode ser honesto.
– E o que for inteligente e honesto, não pode ser petista.!!!!!!
Palavras do Senhor !!!.

Nota de esclarecimento

Fico triste quando usam a Internet para espalhar informações que não procedem! Enviaram-me hoje um e-mail dizendo que o sangue do nosso presidente é do tipo A-peritivo, e o dos que votaram nele dele é do tipo O-tário.
É muita sacanagem e falta de ética passar esse tipo de coisa… Temos que divulgar informações corretas! O sangue do presidente é do tipo B-bum e o dos eleitores AB-estalhados.
Não esqueça:
A mentira tem perna curta, língua presa, barba branca e um dedo a menos…

=============== ======================== ======================== ========================

Desafio para os inteligentes –

Estou enviando só para os inteligentes….

Quero ver quem consegue!!!!

Olá matemáticos! Engenheiros! Contabilistas!

Economistas! Inteligentes em geral !!!

Tentem resolver esta questão e depois vejam a resposta

mais abaixo.

Dizem que foi uma das questões do vestibular da Fuvest

e que provocou muita polêmica.

Qual o próximo número da sequência abaixo?

2, 10, 12, 16, 17, 18, 19,…

.

.

.

.

A RESPOSTA ESTÁ ABAIXO

(Mas antes tente resolver!)

.

.

pense……

pense mais…….

continue … pensando……

pennnnnnnnnnnnnnnnnnnse !!!!!!

desistiu ?????????

.

.

.

Última chance…………….

.

.

.

Resposta:

O próximo número da

sequência é 200 .

Todos os números começam com a letra D .

Essa é cruel!!!

E não venha me dizer que acertou a resposta, porque é

mentira!

se acertou é porque ja sabia a resposta.

 

 

 

 

O Poder dos Médiuns – A ciência comprova que o cérebro deles é diferente

A edição da Revista ISTOÉ trás uma reportagem sobre Médiuns / Mediunidade.

A reportagem de ISTOÉ presenciou uma manifestação mediúnica em Indaiatuba,

interior de São Paulo.

O tom de voz baixo e os gestos delicados de Solange Giro, 46 anos,

sugeriam que ela carrega certa timidez ao expor a própria vida numa conversa com um estranho.

Cerca de duas horas depois, porém, é difícil acreditar no que os olhos vêem.

Diante de uma tela em branco, sobre uma mesa improvisada com dezenas de tubos de tinta,

a mulher começa a pintar um quadro na seqüência de outro.

O tempo gasto em cada um não passa de nove minutos. As obras são coloridas e harmoniosas.

"Nunca fiz aula de artes. Mal conseguia ajudar meus filhos com os desenhos da escola",

diz, minutos antes da apresentação.

A discreta Solange dá lugar a uma pessoa que fala alto, canta e encara os interlocutores nos olhos,

com ar desafiador. A assinatura nas telas não leva seu nome, mas de artistas famosos,

e já mortos, como Monet, Mondrian e Tarsila do Amaral.

Seria uma interpretação digna de uma atriz?

Talvez. O que difere o momento de uma encenação é subjetivo

e dá margem a dezenas de explicações, convincentes ou não.

Talvez seja possível encontrar respostas no que a artista diz a cada uma das pessoas da platéia presenteadas com um dos dez quadros produzidos na noite.

Enquanto entregava a obra, ela desferia características e situações de vida de cada um

absolutamente desconhecidas dela.

O mentor que a guia é o médico holandês Ernst, que viveu no século XVII.

A sensitiva garante que era ele, não ela, quem estava presente na pintura dos quadros.
Nem sempre é fácil aceitar a mediunidade,

que pode causar medo quando começa a se manifestar…

"Ainda hoje não gosto quando vejo o possível desencarne de alguém.

Nestas horas, preferia não saber", conta a psicóloga Marilusa Moreira Vasconcelos,

65 anos, de São Paulo, que psicografa.

O médium de cura Wagner Fiengo, analista fiscal paulistano, 37 anos,

chegou a se afastar da doutrina. "Aos 13 anos não entendia por que presenciava aquilo.

" Para manter a sanidade e o equilíbrio, as pessoas que possuem dons

e querem fazer parte da religião espírita precisam se dedicar à educação mediúnica.

O curso leva cinco anos. Inclui os ensinamentos que Allan Kardec compilou no Livro dos Espíritos.

A obra que deu base ao entendimento da doutrina – e no Livro dos Médiuns – que explica

quais são os tipos de mediunidade, como eles se manifestam e os cuidados a serem tomados.

Entre eles, o combate a falhas de comportamento, como vaidade, orgulho e egoísmo.

O Espiritismo prega que as imperfeições da personalidade atraem espíritos com a mesma vibração. 

"O pensamento é tudo. Aqueles que pensam positivo atrairão o que é semelhante

O mesmo acontece com o pensamento negativo e os vícios.

Quem gosta de beber, por exemplo, chama a companhia de espíritos alcoólatras",

afirma o professor de educação mediúnica Ivanildo Protázio, 49 anos, de São Paulo,

que tem o dom da vidência.

Os espíritas dizem que todas as pessoas têm algum grau de mediunidade.

Qualquer um seria capaz de emitir pensamentos em forma de ondas eletromagnéticas

que chegariam a outros planos. O que torna algumas pessoas especiais, segundo os praticantes,

a ponto de se transformarem em canais de comunicação com os mortos, é uma missão,

designada antes mesmo de nascerem, determinada por ações em vidas anteriores

e que tem na caridade o objetivo final.

"É uma tarefa em favor da evolução de si mesmo e da ajuda ao próximo", diz Julia Nesu,

diretora do departamento de doutrina da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo.

Fenômenos relacionados a pessoas que falavam com mortos e envolvendo objetos que se mexiam

são relatados desde o século XVII, tanto na Europa quanto nas Américas,

mas hoje cientistas tentam compreender o fenômeno.

Algumas linhas de pesquisa mostram que o cérebro dos médiuns é diferente dos demais.

O poder dos médiuns
Como a ciência justifica as manifestações de contato com espíritos

e por que algumas pessoas desenvolvem o dom
por Suzane Frutuoso fotos Murillo Constantino
O espiritismo é seguido por 30 milhões de pessoas no mundo.

O Brasil é a maior nação espírita do planeta.

São 20 milhões de adeptos e simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira.

No último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2,3 milhões

declararam seguir os preceitos do francês Allan Kardec, o fundador da doutrina.

A mediunidade, popularizada pelas psicografias de Chico Xavier, em Uberaba (MG),

ganhou visibilidade nos últimos anos na mesma proporção em que cresceu o espiritismo.

Mas nada se compara ao poder da mídia atual, que permite debater os ensinamentos da religião

por meio de livros, programas de tevê e rádio.

Os romances com temática espiritualista de Zíbia Gasparetto, por exemplo,

são presença constante nas listas de mais vendidos.
Embora não haja estatísticas de quantos entre os praticantes são médiuns, 

o que se observa é uma quantidade maior de pessoas que afirmam possuir o dom.

O interesse pela religião codificada por Kardec é confirmado pelo recorde de público

do filme Bezerra de Menezes – o diário de um espírito, do cineasta Glauber Filho:

250 mil espectadores, desde o lançamento nos cinemas, em 29 de agosto.

Um número alto para uma produção nacional.

O longa, com o ator Carlos Vereza (também praticante do espiritismo) no papel-título,

conta a história do cearense que ficou conhecido como "médico dos pobres", se tornou ícone

da doutrina e orienta médiuns em centenas de centros a se dedicar ao bem e à caridade.

São cinco os meios de expressão da mediunidade.

A psicografia, que consagrou Chico Xavier, é a mais conhecida.

Nela, o médium escreve mensagens e histórias que recebe de espíritos.

Estaria sob o controle deles o que as mãos transcrevem. 

A vidência permite enxergar os mortos que não conseguiram se desvencilhar da Terra

ao não aceitarem a morte ou que aparecem para enviar recados a entes queridos. 

Na psicofonia, o sensitivo é capaz de ouvir e reproduzir o que os espíritos dizem e pedem. 

A psicopictografia, ou pintura mediúnica, permite ao médium ser instrumento de artistas desencarnados

(termo usado pela doutrina para designar mortos). 

A mediunidade da cura é responsável pelas chamadas cirurgias espirituais.

Não é incomum um mesmo indivíduo reunir mais de um tipo de dom.

VIDÊNCIA
Ver e auxiliar aqueles que estão em outro plano

Aos cinco anos, o chefe de faturamento hospitalar Ivanildo Protázio, de São Paulo, 49 anos,

pegava no sono com o carinho nos cabelos que uma senhora lhe fazia todas as noites.

Descobriu tempos depois que era a avó, morta anos antes.

Aos 19 anos, os espíritos já se materializavam para ele.

"Nunca tive medo. Sempre me pareceu natural."

A mãe, que trabalhava na Federação Espírita, 

o encaminhou para as aulas em que aprenderia a lidar com o dom.

Hoje, Protázio é professor de educação mediúnica. Essa é uma parte da sua missão.

A outra é orientar os espíritos que lhe pedem auxílio para entender o que aconteceu com eles.

A oração é o remédio.

"Os espíritos superiores me ensinaram a importância da caridade para nossa própria evolução."

PSICOFONIA
Falar o que os espíritos querem dizer

A intuição do servidor público Geraldo Campetti, 42 anos, de Brasília, começou na infância.

Ele tinha percepções inexplicáveis, das quais mais ninguém se dava conta.

Era como se absorvesse sentimentos que não eram seus.

Apenas identificava que existia algo além do que seus olhos enxergavam.

Até que as sensações começaram a tomar forma. Campetti passou a ouvir súplicas de ajuda.

De espíritos, inconformados com a morte. Aos 29 anos, não se assustou.

De família espírita, conhecia a mediunidade.

"Mas sabia que precisava estudar para manter o equilíbrio",

diz. Hoje diretor da Federação Espírita Brasileira. 

Afirma ter controle sobre o dom de ouvir e transmitir recados dos mortos.

Eventualmente, um espírito pede uma mensagem à pessoa com quem ele conversa.

"Isso é espontâneo, não da minha vontade."

Imaginar que convivemos no cotidiano com pessoas que estão mortas vai além da compreensão

sobre a vida, pelo menos para quem não acredita em reencarnação.

Mas até na ciência já existem aqueles que conseguem casar racionalidade com dons espirituais. 

Esses especialistas afirmam que a mediunidade é um fenômeno natural, não sobrenatural.

E que o mérito de Allan Kardec foi explicar de maneira didática o que sempre esteve presente,

e registrado, desde a criação do mundo em todas as religiões.

O que seria, dizem os defensores da doutrina, a anunciação do Anjo Gabriel a Maria, mãe de Jesus,

se não um espírito se comunicando com uma sensitiva?
Apesar desse contato constante, os mortos, ou desencarnados, como preferem os espíritas,

não aparecem em "carne e osso". A ligação com o mundo dos vivos seria possível graças ao perispírito,

explica Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira.

"Ele é o intermediário entre o corpo e o espírito. A polpa da fruta que fica entre a casca e o caroço."

O perispírito seria formado por substâncias químicas ainda desconhecidas

pelos pesquisadores terrenos, garantem os adeptos do espiritismo.

"É a condensação do que Kardec batizou como fluido cósmico universal",

afirma o neurocirurgião Nubor Orlando Facure, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas. 

Nas quatro décadas em que estuda a manifestação da mediunidade no cérebro,

Facure mapeou áreas cerebrais que seriam ativadas pelo fluido.

PSICOGRAFIA
Instrumento por meio dos livros

A psicóloga Marilusa Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, é conhecida no espiritismo

pela sua vasta literatura psicografada. Em 40 anos de dedicação à mediunidade, publicou 61 livros.

Seu orientador é o espírito do poeta Tomás Antonio Gonzaga, que participou da Inconfidência Mineira.

A dedicação à psicografia levou Marilusa a fundar em 1985 a Editora Espírita Radhu,

sigla para renúncia, abnegação, desprendimento e humildade, a base dos ensinamentos na doutrina.

Ela reúne outros dons, como ouvir, falar e enxergar espíritos e ser instrumento deles na pintura mediúnica.

"Os vários tipos surgiram desde a infância", conta Marilusa, que nasceu numa família espírita.

"O controle da mediunidade é indispensável. O médium não é joguete do espírito.

Eles interagem, num acordo mútuo de tarefa."

CURA
Cirurgias sem dor nem sangue

O primeiro espírito a se materializar para o analista fiscal Wagner Fiengo,

37 anos, de São Paulo, foi de um primo. Ele tinha dez anos, teve medo e se afastou.

Mas, na juventude, um tio, seguidor da doutrina, avisou que era hora de ele se preparar

para a missão que lhe fora reservada.

Por meio da psicografia, seu guia espiritual, o médico Ângelo,

informou que teriam um compromisso: curar pessoas. Ele não foi adiante.

Uma pancreatite surgiu sem que os médicos diagnosticassem os motivos.

Há quatro anos, seu guia explicou que as doenças eram ajustes a erros que Fiengo

havia cometido numa vida passada.

A missão era a forma de equilibrar a saúde e a alma. Em 2004, iniciou as cirurgias espirituais.

Ele diz que não é uma substituição ao tratamento convencional.

"É um auxílio na cura de fatores emocionais e físicos."

Comprovar cientificamente a mediunidade também é objetivo do psiquiatra

Sérgio Felipe Oliveira, professor de medicina e espiritualidade

da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação Médica-Espírita de São Paulo.

Com exames de tomografia, ele analisou a glândula pineal (uma parte do cérebro do tamanho

de um feijão) de cerca de mil pessoas.

"Os testes mostraram que aqueles com facilidade para manifestar a psicografia e a psicofonia

apresentam uma quantidade maior do mineral cristal de apatita na pineal", afirma Oliveira.

Ele também atende, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo,

casos de pacientes de doenças como dores crônicas e epilepsia que receberam todos os tipos de tratamento, não tiveram melhora e relatam experiências ligadas à mediunidade.

"Somamos aos cuidados convencionais, como o remédio e a psicoterapia, a espiritualidade,

que vai desde criar o hábito de orar até a meditação. E os resultados têm sido positivos.

" Uma pesquisa de especialistas da USP e da Universidade Federal de Juiz de Fora,

publicada em maio no periódicoThe Journal of Nervous and Mental Disease,

comparou médiuns brasileiros com pacientes americanos de transtorno de múltiplas personalidades (caracterizado por alucinações e comportamento duplo). 

Eles concluíram que os médiuns apresentam prevalências inferiores de distúrbios mentais,

do uso de antipsicóticos e melhor interação social.
A maior parte dos cientistas acredita que a mediunidade nada mais é

do que a manifestação de circuitos cerebrais.

Alguns já seriam explicáveis, como os estados de transe. Pesquisas da Universidade de Montreal,

no Canadá, e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, comprovaram que,

durante a oração de freiras e monges católicos, a área do cérebro relacionada à orientação corporal

é quase toda desativada, o que justificaria a sensação de desligamento do corpo.

Os testes usaram imagens de ressonâncias magnéticas e tomografias feitas no momento do transe.
A teoria seria aplicável ao transe mediúnico, quando o médium diz incorporar o espírito

e não se lembra do que aconteceu.

Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, estudaram pessoas

que estiveram entre a vida e a morte e relataram se ver fora do próprio corpo

durante uma operação ou entrando em contato com pessoas mortas.

Os estudiosos concluíram se tratar de um fenômeno fisiológico produzido

pela privação de oxigênio no cérebro.

Trabalhando sob stress, o órgão seria também inundado de substâncias alucinógenas.

As imagens criadas pela mente seriam apenas a retomada de percepções do cotidiano

guardadas no inconsciente.

PSICOPICTOGRAFIA
Milhares de quadros pintados

Criada numa família católica, Solange Giro, 46 anos, de Parapuã, interior de São Paulo,

teve o primeiro contato com o espiritismo aos 20 anos, ao conhecer o marido.

Ele, que perdera uma noiva, buscava o entendimento da morte.

Já casada e com dois filhos, passou a sofrer de depressão.

Encontrou alívio na desobsessão (trabalho que libertaria a pessoa de um espírito que a domina).

A mediunidade dava os primeiros sinais. Logo passou a ouvir e ver espíritos.

O dom da psicografia veio em seguida. Era um treino para ser iniciada na pintura mediúnica.

"Pintei cinco mil quadros no primeiro ano. Estão guardados. Não tive autorização para mostrálos",

conta Solange, que diz nunca ter estudado artes.

Nos últimos 13 anos, ela recebeu aval de seu mentor para vender os quadros.

O dinheiro é revertido para a caridade.

O psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira rebate a incredulidade.

"Se uma pessoa está em cirurgia numa sala e consegue descrever em detalhes

o que ocorreu em um ambiente do outro lado da parede, é possível ser apenas uma sensação?"

Essa é uma pergunta que nenhuma das frentes de pesquisa se arrisca, ou consegue,

a responder com exatidão.

Da mesma maneira que todos os presentes à sessão de pintura em Indaiatuba saíram atônicos,

sem conseguir explicar como alguém que conheceram numa noite

foi capaz de decifrar suas angústias mais inconfessáveis.

 

 

 

DE REPENTE…Chega um tempo na sua vida, sem que ninguém lhe avise, em que você começa a perceber certas coisas.

Parece até que alguém está tentando enviar-lhe um recado. É como uma mensagem cifrada, subliminar.

Não que a existência esteja conspirando para que você se aperceba de algo, não, não é isso. Mas se você tem um pouco de sensibilidade, se está aberto aos fatos do cotidiano e procura interpretar-lhes o significado, de repente, num relance, começam a surgir certas indagações, considerações, na sua cabecinha.

De repente, do nada, você vê que seu pai, antes tão forte e dinâmico, começou a mancar da perna esquerda e já acumula no rol de seus diagnósticos médicos um Mal de Parkinson, cinco pontes de safena e mais uma hepatite C.

Sua mãe, um dia tão linda, ficou envelhecida, parecendo-se até com sua avó. Você a vê na cama de um hospital, depois de um AVC e nota que ela não estará muito mais tempo na sua companhia.

É então que os hedonistas levantam sua bandeira e um deles chega pertinho e lhe cochicha, ao ouvido: “A vida é assim mesmo. O melhor que você tem a fazer é curtir o momento, fazer tudo o que gosta, porque daqui a gente não leva nada. Depois de morto, se houver algo superior, você saberá”.

Outro, com um copo de cerveja na mão, se distancia um pouco da churrasqueira onde está grelhando uma picanha e lhe diz: “Não tem o que fazer mesmo. Fica aqui comigo, jogando conversa fora. Tem coisa melhor pra fazer na vida?”

Mas, inexorável, o tempo parece que toma a forma de um cobrador de impostos e vai até sua casa, bater na porta, exigindo sua parte. Você tem a impressão que algo pode desmoronar sobre tudo o que construiu, assim, de repente.

O que diziam mesmo os budistas? “Não tardará muito, ai de ti! Teu corpo há de jazer sob a terra, vil, inconsciente, como um pouco de lenho imprestável! Estás de partida, e não tens provisões no teu farnel! De pé! Desperta! Poderá haver sono para os enfermos varados pelas flechas do sofrimento? Refugia-te em ti mesmo como numa ilha. Mãos à obra! Toma juízo!”

Você, então, apercebe-se que eles não estavam de todo errados. Alguém cravou uma flecha no seu braço e é preciso arrancá-la, com urgência.

Não vão faltar os que o vêem cabisbaixo e se apressam em dizer-lhe que estamos aqui de passagem, que a Terra é um local de expiação, de sofrimento. Eles tentam ensinar-lhe que ali, no além túmulo, o aguarda uma sala de aula, um lugar de aprendizado, onde tudo é lindo e jeitoso, como uma flor de plástico colocada em um vaso. Invocado, você percebe que, em outras palavras, compartilham da crença daquele primeiro hedonista que lhe cochichou a pouco no ouvido.

Aí você se revolta e pergunta porque aprender em outro lugar. Você está aqui e agora, na escola. A professora lhe ensina, lhe propõe um problema e depois alguém lhe diz que você tem que encontrar a resposta lá na rua. Não, não faz sentido.

Você intui, de algum modo, que a solução para o problema proposto está próxima, talvez dentro do bolso de sua calça, na gaveta do escritório ou no armário, lá na cozinha de casa.

O mais incrível de tudo é que você nota que seus parentes, seus amigos, o mundo inteiro está sendo alertado do mesmo problema, igualzinho a você, com mensagens nas entrelinhas. Mas ninguém vê nada, ninguém se toca, ninguém move um dedo!

E a picanha vai queimando na churrasqueira, enquanto a cerveja perde o gelo, aos poucos…

Parece-lhe que a Matrix existe sim. Você pode até enxergar os casulos onde as pessoas dormem, plugadas, alimentadas por sonhos virtuais, alheias e imóveis.

Meu rapaz, começa a bater um desespero! Sabe o que lhe vem na cabeça? Amanhã serei eu! Posso até já me ver, quieto, parado, durinho, num caixão sob medida.

Não tem mais jeito, penso, conclusivo.

Levanto-me, sacudo a poeira que os anos acumularam sobre mim e percebo que não tem como deixar para amanhã a solução que necessito para hoje.

Deus, então, resolve falar comigo. Ele cruza seus braços sobre o peito, cabeça ereta, olhar fitando o horizonte destemidamente e, com uma voz trovejante, brada para mim: “SEDE OUSADO E FORTE! TOME SOBRE SEUS OMBROS TODA A RESPONSABILIDADE. VOCÊ É O ARQUITETO DE SEU PRÓPRIO DESTINO. TODA FORÇA E SOCORRO QUE DESEJA ESTÁ DENTRO DE VOCÊ MESMO. PORTANTO, CONSTRUA O SEU DESTINO!”

— sei lá quem escreveu, mais o dia devia estar assim como hoje!

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