pensamentos

Voe mais alto para enxergar mais longe

Independentemente dos contratempos e obstáculos que surgem em nossas vidas, precisamos continuar seguindo sempre em frente, pois viver é seguir caminhando sem desanimar.

A vida de cada humano é cheia de altos de baixos, tristezas e alegrias, e acontecimentos que constantemente mexem com nosso humor e testam nossa capacidade de autocontrole, e, quando as coisas aparentam estar complicadas demais, é muito fácil perdermos o controle emocional e passarmos a pensar e falar negativamente, ou seja, fica fácil ver apenas o lado negativo da vida. Acabamos por lamentar pelo nosso destino e nos rendemos a decepção e somos dominados pelo pessimismo, e assim, tendemos a ficar estressados, depressivos e ansiosos em relação ao futuro.

Saiba que esses momentos de desânimo, são ocasiões apropriadas para reavaliarmos o que estamos fazendo com as nossas vidas, e prestarmos atenção em que estamos mantendo nosso foco. A melhor arma contra o desânimo e o estresse e nossa capacidade de escolher os nossos pensamentos. Nós, seremos humanos fomos dotados de algo poderoso conhecido como: livre arbítrio, que e a capacidade que temos de escolher nossos pensamentos, palavras e ações, cabendo ressaltar, que essa faculdade é atributo exclusivo de nós seres humanos, o que explica porque a sociedade e as pessoas conseguiram evoluir, apesar dos problemas de diversas natureza persistirem nas relações humana interpessoais e na sociedade contemporânea.

Olhar do ponto mais alto, significa ter auto conhecimento, conhecer nossas forças e fraquezas, ter meta definida, sendo capaz de visualizá-la, e senti-la prestes a ser concretizada, ainda que estejamos distantes dela. Lembre-se que conhecer sua meta e o resultado que obterá ao alcançá-la, é essencial que você adquira motivação para realizar o próximo movimento físico capaz de conduzi-lo na direção certa.

Grande parte das pessoas sonham em ser milionários, ou seja, ganhar muito dinheiro, mas, para que você consiga tornar-se um milionário, ou seja, ter uma patrimônio superior a um milhão de reais, é preciso que você queira esse dinheiro a ponto de considerá-lo vital para sua vida e felicidade. A pergunta a ser feita a si próprio e a seguinte: Eu preciso mesmo desse dinheiro? Isso e vital para mim? Caso a resposta seja SIM, e preciso traçar a meta, planejar e entrar em ação para que consiga alcançar sua meta.

Pense, sobre o que significa ter sucesso para você, nesse exato momento, e que tipo de ação levaria você a alcançar esse sucesso. É muito fácil achar que as regras do jogo da vida não deveriam mudar nunca, mas as circunstancias e as exigências da vida mudam constantemente. Saiba que o sucesso no jogo da vida esta diretamente relacionado com a rapidez com que se aceita e se começa um novo jogo, do que a habilidade em jogar com maestria o velho jogo. Nunca se esqueça, porém, que suas metas devem estar alinhadas com os valores éticos e morais que lhes são mais caros, pois se não for assim, seu subconsciente boicotará seus pensamentos não permitindo que você alcance seus propósitos.

Os acontecimentos da vida não são bons nem ruins. O mundo e do jeito que é. O que realmente faz da diferença é a forma como interpretamos os acontecimentos de nossas vidas e o aprendizado que tiramos, especialmente, dos acontecimentos negativos. O seu envolvimento para com a sua vida e o comprometimento em relação aos resultados a serem alcançados é o que, de fato, fará a diferença.

Ao invés de ficar preocupado, o que é um grande desperdício de energia e de tempo, faça um trabalho de constante de reflexão na busca de auto-conhecimento. O pensamento que analisa os acontecimentos e contingências das vida de forma profunda, tem o condão de conduzir ao amadurecimento de nossas percepções, e não obstante acabe consumindo parte de nossa energia, no contexto geral, é bastante produtivo.

A águia voa alto e enxerga longe, portanto reflexione bastante em busca de autoconhecimento e tenha sonhos grandiosos, voe alto, tenha disciplina no planejamento, e corajoso ao entrar em ação na busca da sua meta. Tenha fé no seu próprio potencial, acredite em você, e saiba que agindo assim, você alcançará, infalivelmente, tudo aquilo que almeja!

(Nelson Tanuma)

Felicidade Realista

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.

Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio

Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração.

Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.”

(Mario Quintana)

 

 

   
 

As Palavras têm Poder

 
 


A linguagem dirige nossos pensamentos para direções especificas e, de alguma forma, ela nos ajuda a criar a nossa realidade, potencializando ou limitando as nossas possibilidades. A habilidade de usar a linguagem com precisão é essencial para uma boa comunicação.
1) CUIDADO COM A PALAVRA NÃO. A Frase que contém NÃO, para ser compreendida, traz à mente o que está junto com ela. O NÃO existe apenas na linguagem e não na experiência. Por exemplo: pense em “NÃO”… Não vem nada à mente. Agora, vou lhe pedir não pense na cor vermelha… Eu pedi para você NÃO pensar na cor vermelha e você pensou. Procure falar no positivo, o que você quer e não o que você não quer.
2) CUIDADO COM A PALAVRA MAS, QUE NEGA TUDO QUE VEM ANTES. Por exemplo: “O Pedro é um rapaz inteligente, esforçado, MAS…”. Substitua o MAS por E, quando indicado.
3) CUIDADO COM A PALAVRA TENTAR, QUE PRESSUPÕE A POSSIBILIDADE DE FALHA.
Por exemplo: “Vou tentar encontrar com você amanhã às 8 horas”. Em outras palavras: Tenho grande chance de não ir, pois vou “tentar”. Evite TENTAR, FAÇA.
4) CUIDADO COM NÃO POSSO OU NÃO CONSIGO, que dão idéia de incapacidade pessoal. Use NÃO QUERO,NÃO PODIA ou NÃO CONSEGUIA, que pressupõe que vai conseguir, que vai poder.
5) CUIDADO COM AS PALAVRAS DEVO, TENHO QUE OU PRECISO, que pressupõem que algo externo controla a sua vida. Em vez delas use QUERO, DECIDO, VOU.
6) Fale dos problemas ou das descrições negativas de si mesmo, utilizando o verbo no passado. Isto libera o presente. Por exemplo, “Eu tinha dificuldade em fazer isto…”
7) Fale das mudanças desejadas para o futuro utilizando o tempo presente do verbo. Por exemplo: em vez de dizer “Vou conseguir”, diga “Estou conseguindo”.
8) Substitua o SE por QUANDO. Por exemplo: em vez de falar “Se eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar”, fale “Quando eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar”.
9) Substitua ESPERO por SEI. Por exemplo: em vez de falar “Eu espero aprender isso”, diga “Eu sei que vou aprender isso”. ESPERAR suscita dúvidas e enfraquece a linguagem.
10) Substitua o CONDICIONAL pelo PRESENTE. Por exemplo: Ao invés de dizer “Eu gostaria de agradecer à presença de vocês”, diga “Eu agradeço a presença de vocês”. O verbo no presente fica mais forte e concreto.
(Dr.Jairo Mancilha, Ph.D/ Neurolinguistica, Cardiologista e Psiquiatra)

 

AS SETE LEIS HERMÉTICAS

1ª Lei do Mentalismo:

O universo é mental ou Mente. Isso significa que todo universo fenomenal é simplesmente uma criação mental do TODO… Que o universo tem sua existência na Mente do TODO.
Uma outra maneira de dizer isso é: “tudo existe na mente do Deus e da Deusa que nos ‘pensa’ para que possamos existir. Toda a criação principiou como uma idéia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência.”
“O Universo e toda a matéria são consciência do processo de evolução.”
Minha opinião é que toda a matéria são como os neurônios de uma grande mente, o universo consciente, que “pensa”.
Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contem todo o conhecimento.
É claro que não estamos conscientes de “todo o conhecimento” em qualquer momento dado, por que seria uma tarefa exorbitante manuseá-lo e processa-lo e ficaríamos loucos no processo.
Os cinco sentidos do cérebro humano atuam tanto como filtros como fontes de informação. Eles bloqueiam uma considerável soma de informação caso contrário seriamos esmagados por informações que nos bombardeiam minuto a minuto como sons, cheiros e até idéias, não seriamos capazes de nos concentrarmos nas tarefas especificas em mãos. Mas sob condições corretas de consciência podemos moderar, ou até desligar o processo de filtração, com a consciência alterada, o conhecimento universal (i.e. Registros Akáshicos)
torna-se acessível. Abramos nossa mente ao TODO (i.e. o Uno, Deusa + Deus). Deixemos o conhecimento entrar.

2ª Lei da Correspondência:

“Aquilo que está em cima é SEMELHANTE aquilo que está embaixo.”
Essa lei é importante porque nos lembra que vivemos em mais que um mundo.
Vivemos nas coordenadas do espaço físico, mas também vivemos em um mundo sem espaço e nem tempo.
A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta. O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa.
Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas.
Por isso estudamos o universo: para aprender mais sobre nós mesmos.
Na menor partícula existe toda a informação do Universo.

3ª Lei da vibração:

Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso.
Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento.
Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel , mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia com as vibrações térmicas do seu meio ambiente.
A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento e ritmo. Ela dança.

4ª Lei da Polaridade:

A polaridade é a chave de poder no sistema hermético. Tudo é dual. Os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Energia negativa (-) é tão “boa” ou “má” quanto energia positiva (+).

5ª Lei do ritmo:

Tudo está em movimento, a realidade compõe-se de opostos.
E os opostos se movem em círculos.
As coisas recuam e avançam, descem e sobem, entram e saem. Mas também giram em círculos e espirais. A lei do ritmo nos assegura que cada ciclo busca sua complementação. A grande roda da vida esta sempre fazendo um circulo. O que se muda é o tamanho desse círculo.

6ª Lei do Gênero:

O principio hermético do gênero diz que todos tem componentes masculinos e femininos. É uma importante aplicação da lei da polaridade. É semelhante ao principio com o principio animas animus que Carl Jung e seus seguidores popularizaram, ou seja que cada pessoa contém aspectos masculinos e femininos, independente do seu gênero físico, nenhum ser humano é 100% homem ou mulher, e isso é até astrologicamente explicado, uma vez que todos somos influenciados por todos os signos (uns mais, outros menos), e metade do zodíaco é feminino, enquanto que a outra metade é obviamente masculina (Esse é mais um argumento que suporta a igualdade entre Deus e Deusa).
Em todas as coisas existe uma energia receptiva feminina e uma energia
projetiva masculina, a que os chineses chamavam de Yin Yang (e o que os bruxos chamam de Deusa e Deus).

7ª Lei de Causa e Efeito:

Em sua forma tradicional, a lei de causa e efeito diz que nada acontece por acaso, que para todo efeito existe uma causa, e que toda causa é, por sua vez, um efeito de alguma outra causa.
Tábua de Esmeraldas – Hermes Trismegisto

“Isto é verdade, sem mentira, muito verdadeiro” (a verdade nos três mundos)
“O que está embaixo é semelhante ao que está em cima” (Lei da Analogia)
“E o que está em cima é semelhante ao que está em baixo” (Lei da Correspondência)
“E como todas as coisas vêm e vieram do Um” (Lei do número)
“Assim todas as coisas são únicas por adaptação” (Lei da Adaptação)
“O Sol é seu pai; a Lua é sua mãe; o vento carregou-o no ventre; a terra é sua nutriz” (os quatro elementos)
“Separarás a terra do fogo, o sutil do espesso, docemente como Grande
Indústria” (Arcano da Salvação, separação da matéria do espírito)
“Ele sobe da Terra para o Céu, e de novo desce a Terra e recebe a força das coisas superiores e inferiores” (Lei da Evolução/Involução)
“Terás por esse meio toda glória do número e toda escuridão se afastará de ti. É a Força forte de todas as Forças.” (Lei do Amor e do Sacrifício)
“Por que ele vencerá toda coisa sutil, e penetrará toda coisa sólida.” (É
pela lei do amor que o espírito move o Universo)
“Assim foi criado o mundo” (Lei da Realização)
“Disso saíram inúmeras adaptações cujo meio está aqui. Por isso fui chamado de Hermes Trismegisto, possuindo as três partes da filosofia do mundo” (Divino, Astral e Físico)
“O que disse da cooperação do Sol está realizado e aperfeiçoado”

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DISCERNIMENTO DO MESTRE INSTALADO

Uma máquina não funciona bem se todas as suas peças não forem

bem ajustadas e não estiverem em perfeito estado.

Indagações – O Venerável Mestre é aquele que harmoniza e pacifica; que vive e representa a vontade da maioria, sem impor a sua própria vontade. Não podendo declinar da autoridade de que está investido, não deve ser prepotente, pois é na sua postura e liderança que está fixada a grandeza de uma Loja Maçônica. Ele deve ser o exemplo da conduta moral e espiritual de uma comunidade maçônica, pois este é o seu destino, assumido de livre e espontânea vontade.

clip_image002clip_image003Cabe neste momento a reflexão sobre as atividades e procedimentos dos atuais Mestres Instalados. Estarão seguindo e cumprindo a Lei Natural? São de fato os instrumentos da Verdade? São os construtores da sociedade ideal? Conhecem os limites de suas forças ou de suas fraquezas? São o espelho de suas Oficinas ou suas Oficinas são o seu espelho? Compreendem e vivem os postulados maçônicos? Produzem bons frutos em suas Oficinas, na sociedade em que vivem para a Pátria e para a Humanidade? Qual o caminho a seguir individual ou coletivamente?

Formulamos tantas indagações pensando na Maçonaria do futuro, pois, somente seremos fortes, individual e coletivamente, no dia que conhecermos nossas fraquezas e nos dispusermos ao trabalho efetivo do Mestre Instalado escolhido criteriosamente.

A exatidão é o mínimo de seus deveres. Para o bom funcionamento da Loja, o Venerável não deve mostrar insegurança, vacilações ou dúvidas na cobrança dos procedimentos ritualísticos e obrigações de seus colaboradores.

A Loja Maçônica – é um local saturado de vibrações altamente saudáveis, dedicada ao trabalho baseado no amor e isto, por si só, já é motivo para a freqüentarmos. Contribui para a aproximação espontânea e voluntária de homens sábios e virtuosos, fornecendo ambiente sadio, onde em Paz e Concórdia, possam submeter suas vontades, vencer suas paixões e conviver em perfeita harmonia fraternal. Também é o local do encontro entre Irmãos que comungam dos mesmos valores e ideais, sempre conscientes de suas forças, certos de que de seus ensinamentos surgirão luzes conciliadoras de uma verdade transformadora; há um certo grau de satisfação em estar junto, partilhando de alguns momentos gratificantes de bem estar espiritual para o convívio em união. É na verdade uma extensão da nossa própria família e os laços de amizade e fraternidade ali estabelecidos, só poderão ser comparados aos do mesmo sangue.

Relacionamento – O comportamento dos Irmãos na vida profana é muito importante para a reputação da Maçonaria e sua irradiação. Os encontros fraternais fora do Templo, assim como as relações particulares deveriam ser multiplicados, a fim de estreitar os laços que nos unem, fazendo com que os Irmãos se conheçam melhor entre si, para conhecermos melhor a nós mesmos. Todos nós, ao sermos convidados para entrar para a Ordem, acabamos por conquistar uma família. Estamos ligados para sempre a um ideal comum, e a afeição fraternal nos unirá a todos. O Amor fraterno do próximo não pode tornar-se efetivo, senão quando nos conhecemos bem. Os Irmãos deveriam tomar parte nos trabalhos e atividades de outras Oficinas. Isso serve à Comunidade maçônica e ao Maçom em particular, estreitando os laços que nos unem.

O poder do pensamento – É da máxima importância que todos aprendam a conhecer o poder do pensamento para evitar a mágoa que atormenta e os males que consomem, assim como para fazer o bem que nos compete.

O Grande Arquiteto do Universo cria harmonia e perfeição. A causa da discórdia não se acha na Natureza divina. O homem é o criador da desarmonia e do sofrimento. É apenas no plano mortal do pensamento que essas coisas existem. No pequeno ponto do universo, que é o nosso planeta, existem a escuridão e a discórdia produzidas pelas mentes humanas. Em todo o resto do imenso universo, por todo o espaço em que há quantidade indeterminada de sóis e mundos, reina a harmonia. Só o homem se cobriu com o manto da obscuridade que lhe encobre a vista, a ordem, a sabedoria e a harmonia eterna a que as estrelas obedecem.

Ele abafa sua alma com pensamentos maus. Torna seu lar, seu trabalho, seu templo, locais de discórdia. Regozija-se com o mal de seus Irmãos, pois, no seu orgulho, imagina que o não afetará. O homem não está sob a condenação de Deus ou do diabo. A condenação mútua e de si mesmo é o pecado (falta moral, desobediência às leis).

O bom ou o mau emprego que os homens fazem das palavras e pensamentos é a causa da maioria das misérias ou das felicidades por que passam. Tudo o que somos é o resultado do que pensamos, é baseado em nossos pensamentos, é formado de nossos pensamentos.

Todos estamos sujeitos a cometer erros, desacertos ou enganos. Ninguém alcançou a alta posição em que se ache tão livre do erro, que possa julgar com retidão todas as causas que levaram seu Irmão ao erro, e quando alguém chega a esse estado, não condena; compadece-se das condições limitadas de seu Irmão e procura fazer-lhe mais fácil a vida pela alegria e a bondade. Lembremo-nos do poder do pensamento e empreguemo-lo para ajudar e não para dificultar, e veremos que nosso caminho na vida se tornará mais fácil e nossa Loja mais harmoniosa e bela.

AssiduidadeTodos os Maçons são obrigados, como regra geral e iniludível, a assistir aos trabalhos da Oficina a que pertencem. As Constituições ou Regulamentos Gerais de todas as Potências maçônicas dispõem sobre este dever, recomendando a justificação por escrito, acompanhando as suas escusas com um óbolo destinado ao Tronco de Solidariedade. dirigida ao Venerável, ao Maçom que, por qualquer motivo, não puder comparecer às sessões. É difícil imaginar que alguém possa manifestar a sua condição de Maçom, sem freqüência mínima aos trabalhos de sua Loja. É ali que tudo começa. Sem a orientação segura e a experiência dos que ali labutam há mais tempo, por mais idéias inatas e capacidade que tenha como autodidata, por mais tempo vivenciado e graus que tenha alcançado na Sublime Instituição, sem freqüência no dia-a-dia, impossível acompanhar o que se vive realmente no interior da Ordem. Talvez a parte teórica possa ser mais facilmente assimilada, mas só ela não basta.

Quem se julga de posse de todos os recursos que a Maçonaria oferece, somente por dispor do seu conhecimento teórico, está incorrendo em grande equívoco. É importante, fundamental mesmo, que não só o Maçom freqüente as atividades de sua Loja, mas estude a doutrina e estude sempre para burilar a sua compreensão a respeito dela, belíssima e grandiosa como é, mas há que se colocá-la também em prática, a começar pelos esforços na chamada reforma íntima.

Vivência Maçônica – Todo o Maçom, encontrará em sua Oficina oportunidades para vivenciar experiências especiais através do trabalho no Bem. Será estimulado a se dedicar a um ou vários tipos de ações coletivas que beneficiam Irmãos Maçons ou não, exercitando o amor, despertando sentimentos altruístas e princípios de liberdade, de Igualdade e de fraternidade, conscientizando-se que ao adentrar pela “porta estreita” do sacrifício pessoal, de tempo, lazer, valores monetários, energia física, só então estará se candidatando à verdadeira vida maçônica que só a plenitude da fraternidade legítima pode proporcionar.

Como participar efetivamente, como conhecer, de fato, as leis contidas na moral maçônica mantendo as mãos inertes e distantes do trabalho do Bem? Para isso existe a Loja Maçônica, para aglutinar os Irmãos de boa vontade, homens livres e de bons costumes, imbuídos do desejo de aprender e ensinar, de aperfeiçoar e ajudar, de servir à humanidade.

Equívocos do Mestre – Entre os Obreiros há os que são dóceis e os que são vaidosos. Uns com os quais é fácil de se lidar, outros mais complicados. Há os que estão disponíveis para qualquer trabalho (pau pra qualquer obra), geralmente são os que abrem e fecham a porta, acendem e apagam as luzes, são sempre os mesmos; e outros que escolhem o que gostam de fazer (nada). Há os que no final dos trabalhos saem sem olhar para trás. Fazem (e mal) estritamente o que concerne às suas funções dentro da Loja. Não se abaixam para recolher um papel. Afinal, eles são Mestres! Uns privilegiados!

Pois que nem todos são exemplos e ensinamento, acreditam que a Maçonaria precisa deles. O equivoco é que a Maçonaria nos dá tudo. A oportunidade de trabalhar, de aprender, de crescer espiritualmente, sem nada pedir em troca. Porque foi exaltado ele agora é Mestre.. -. Mestre de que? – de alguma coisa, de qualquer coisa, mestre de si mesmo? Como Mestre não cogita mais estudar, o que o Maçom deve fazer permanentemente. Não apresenta um trabalho de estudo ou pesquisa, não apresenta candidatos à Iniciação. Acredita já saber tudo o que é necessário para ser Maçom. Que lamentável equivoco! Não sabe, no entanto, que a humildade é a moldura que enfeita e realça o Maçom de verdadeiro valor. Não se lembram do significado da Bolsa de Beneficência para o Tronco de Solidariedade, resultando coletas de valores insignificantes. Afinal eles já ofereceram suas “duas horas”I de seu prestígio e de seus dotes à Oficina. Isso acontece porque poucas são as Lojas que formam Mestres conscientes de que os Maçons têm por objetivo maior o amor fraterno e a instrução para seu progresso para se completar como pessoa.

Coleta de opiniões – O Venerável deve saber compartilhar dores e alegrias, precisa saber falar, saber calar e sobretudo ouvir. Porém, como líder que ele é, sabe que seus Mestres estão a par, pelas suas atribuições de uma série de detalhes que ele mesmo desconhece por completo. É na conversa informal, na convivência extraloja, na aproximação amiga, que se estuda melhor os assuntos de maior relevância e interesses comuns, que cada um traz o seu ponto de vista e a sua maneira de encarar a solução, conseguindo maior cooperação e produtividade.

Quantas vezes o Venerável, por não haver se inteirado de todos os detalhes, toma uma deliberação que se torna inexeqüível, simplesmente porque Irmãos que estão perto da realidade, não participaram da discussão, ou porque não se manifestaram por timidez ou não entenderam bem o problema.

Assim antes de tomar decisões importante, uma vez bem esclarecida a natureza do assunto, o Venerável deve ter coletado a opinião em particular de Mestres experientes. Uma vez feitas estas verificações chega à conclusão definitiva.

Concluindo – No exercício do cargo de Venerável, possamos ter ainda mais consciência, de que precisamos nos unir, não para estarmos juntos, mas para fazer algo juntos. A Loja se mantém e cresce na proporção da força do apoio de seus membros. É quando mais se conta com o apoio incondicional e geral dos Irmãos e, com estes, dividir as responsabilidades e deveres de sua administração. Não são poucas as vezes, em que precisa pedir orientações aos mestres mais experientes, mais aperfeiçoados, mais desbastados.

Valdemar Sansão – M\M\

A CABALA

“Esta é a chave do mistério das letras sagradas. Concentra a mente no objetivo estabelecido diante de ti por qualquer carta, eleva o seu pensamento e começa a meditar. Aí a natureza interna desse objetivo vai passar a ser do teu conhecimento, e desta maneira chegarás perto de algum aspecto do meu Ser”. (Livro dos Sinais)

A palavra Cabala significa “tradição” ou “aquilo que é recebido”. Também significa “Lei”.

Lei oral como a de Moisés nos cinco primeiros livros da Bíblia. O Tora (em grego chamado de Pentateuco).

Existem duas escolas diferentes da Cabala, a do Judaísmo e a Cabala Hermética. Embora a Cabala Judaica e a Cabala Hermética originam das mesmas fontes literárias, existem diferenças entre as duas; tanto  na interpretação dos textos, como nas atividades práticas.

Outra diferença existente entre as duas, é o fato das correspondências dos nomes Divinos.

A Cabala é o conhecimento esotérico que foi revelado a Moisés no Monte Sinai. Uma outra tradição diz que a Cabala foi originalmente revelada pelos Anjos a Adão, para que pudesse voltar ao Paraíso depois do Pecado Original.

O SEPHER YETZIRAH (O LIVRO DA CRIAÇÃO)

Este livro constituído por seis breves capítulos, surgiu entre os séculos III e VI d.C., é a pedra angular da literatura cabalísticas e o documento onde a palavra Sephiroth aparece pela primeira vez. Esta obra descreve a criação do universo em termos das letras do alfabeto hebraico e de números simbólicos relacionados com o Neopitagorismo.

O CABALISMO MEDIEVAL

O Sepher Yetzirah preparou o terreno para o misticismo judeu ao fundir as diversas correntes místicas num contexto judaico. Enquanto a própria palavra Sephiroth, foi originalmente usada com o significado de simples números ou estágios numéricos da criação, na Idade Média essa palavra veio a adquirir o significado de um sistema específico de emanação Divina.

A introdução da gematria serviu para dois propósitos; primeiro, a segurança que os escribas iriam escrever os nomes tal como os haviam recebidos; segundo, era um incentivo para uma meditação séria a respeito dos Nomes.

Entre 1150 e 1200, no Sul da França, surgiu uma outra obra cabalística muito importante; “O Sepher-Há-Bahir”, provavelmente produzido a partir de diversos escritos de origem germânica ou oriental. O Bahir contém a primeira referência a uma “Árvore Secreta” e é o primeiro a descrever as Sephiroth como recipientes da Luz Divina.

O resultado do estudo do Sepher Yetzirah em termos do Bahir foi que os estudiosos começaram a discutir conjuntamente as Dez Sephiroth e os Trinta e Dois Caminhos.

Outra importante idéia que apareceu nessa época, na França e na Espanha, foi de que havia Sephiroth más existindo numa exata correlação com as boas. Esse conceito foi desenvolvido por alguns dos membros da Confraria da Aurora Dourada.

O ZOHAR

Escrito por Moisés de Leon entre 1280 e 1286, O Zohar, o maior de todos os tratados cabalísticos, trata-se de um conjunto de comentários sobre a Bíblia e a cosmologia mística.

O Zohar é escrito basicamente no antigo aramaico, língua a partir da qual surgiram o hebraico e o árabe. O Zohar veio a tornar-se o texto mais importante do misticismo judaico.

A ÁRVORE DA VIDA

A árvore da vida pretende simbolizar todo o Universo, uma proposição de implicações tão vastas que muitos poderão duvidar da possibilidade de existir  um símbolo assim.

Trata-se de um diagrama ilusoriamente simples constituído por dez esferas chamadas Sephiroth e os Caminhos são chamados coletivamente de Trinta e Dois Caminhos de Sabedoria.

As Dez Sephiroth são:

1- KETHER – A Coroa

2- CHOKMAH – Sabedoria

3- BINAH – Compreensão

Entre Binah e a Sephira seguinte há uma invisível chamada Daath ou Conhecimento. Ela não está representada na Árvore porque é uma ponte construída por cada indivíduo através do Abismo existente entre as Sephiroth superiores e as inferiores:

4- CHESED – Misericórdia

5- GEBURAH – Severidade

6- TIPHARETH – Beleza

7- NETZACH – Vitória

8- HOD – Esplendor

9- YESOD – Alicerce

10-MALKUTH – Reino

A Árvore da Vida usada pelos cabalistas herméticos modernos foi publicada pela primeira vez em 1652, no Oedipus Aegypticus de Kircher. Embora a Árvore tenha sofrido muitas modificações, suas raízes históricas parecem estar fincadas num passado secreto de religiões misteriosas.

A primeira referência a uma “Árvore Secreta”aparece no Bahir, publicado na França , por volta do ano 1200.

Todavia, se alguém desenhasse uma Árvore com a base nesse texto, apenas oito das dez Sephiroth, de Binah a Malkuth, seriam incluídas, pois diz-se aí que a Árvore cresce à medida que é regada pela Sabedoria (CHOKMAH).

A Árvore da Vida está dividida em três Pilares; o primeiro é o Pilar da Forma; O do meio é o Pilar Médio; e o terceiro, é o Pilar da Força.

O Primeiro Pilar representado pelas sephiroth 3, 5, 8 é da Severidade

O Pilar do Meio representado pelas sephiroth 1, 6, 9, 10 é da Suavidade

O terceiro Pilar representado pelas sephiroth 2, 4, 7 é da Misericórdia       

Existem diversos aspectos da Cabala tradicional que talvez pareçam um tanto obscuros, mas que na verdade, são muito simples. Um deles é a aplicação do “homem” à Árvore e envolve dois conceitos distintos. O primeiro conceito é o de ADAM KADMON (“O grande Ancião do Zohar”). Adam Kadmon é todas as dez Sephiroth, uma grande unidade orgânica e um corpo espiritual no qual cada um de nós poderia ser considerado uma única célula contendo todos os atributos potenciais do todo.

 

 

A VIDA APÓS A MORTE

por Antonio Onías Neto

Há Vida após a morte?

Eis uma questão apresentada desde que o Homem na face da Terra começou a se perguntar:
              O que sou?  De onde vim?  Para onde vou? Será que terminamos após a paralisação das atividades do corpo físico?

Nossa pretensão, às vezes, nossa certeza ou fé, que continuamos “ad eternum” não é uma necessidade intelectual, por mais primitiva que seja a sociedade observada?

Ora, sendo estas questões prova de exercício intelectual, por que os primitivos também a levantam, talvez de forma grosseira, mas antecipando-se a Lavoisier: Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma?

Ora, porque se perderia aquilo que não é matéria no ser humano, mesmo que se admita não ser espírito ou alma? Será a energia contida no ser humano apenas produto da matéria e se extinguiria com ela? Não é a matéria produto da energia?

Tentando responder a essas perguntas, as religiões e a própria ciência, ora afirmam, ora especulam, ora negam.

Não temos a veleidade de resolver esta questão Universal, simplesmente vamos percorrer os caminhos percorridos por aqueles que procuraram trazer uma solução ao problema.

Vejamos algumas dessas afirmativas:

EGÍPCIOS

O que afirmavam os antigos egípcios?

As religiões egípcias, tanto para os seguidores de Ra, Amon-Ra como para os de Aton, configuram como verdadeira a continuação do ser após a morte física.

Só a preocupação com a mumificação já é uma prova dessa assertiva.

                Para os egípcios havia, além do corpo físico, três entidades etéreas: o “ahk” (espírito), o “ba” (alma) e o “ka” (ser duplo). O “ka” era o mais ligado ao corpo e se alimentava junto à múmia, razão porque os egípcios colocavam alimentos nos túmulos, para que o seu “ka” não fosse obrigado a se alimentar de imundícies, e não se vingasse por isto, provocando doenças.

Preocupados com estes fatos os faraós fizeram enormes túmulos para guardar suas múmias, muitos deles bem conhecidos, que são as pirâmides. Só não podiam, tomar essas providências aqueles sem nenhuma condição econômica.

Havia ensinamentos e fórmulas mágicas dadas para auxiliar o morto no seu trajeto por trevas e dificuldades, sem água e sem ar, até chegar ao Amenti, onde seria julgado por Osíris.

             Ali, encaminhado por Anúbis, o chacal, perante Osíris, suas irmãs Ísis e Nephtis, Ma’at, a Verdade, Thot, o escrivão, seria pesado o seu coração, que se muito pesado de pecados, seu dono seria devorado por um monstro. Caso leve de pecados o seu coração, o morto passaria a conviver no Amenti, morada dos deuses, ou, se com alguns pecados vagaria pelo Duat, espécie de purgatório, até penitenciar-se.

É o que consta no “Livro dos Mortos”, traduzido graças a Jean Francois Champolion, decifrador dos hieróglifos.

E a reencarnação, os egípcios a aceitavam?

                Sim. É o que consta textualmente do papiro de Ani ou de Anana, do ano de 1320 A.C. e de inscrições de um papiro oriundo de 3000 A.C.

A reencarnação não era privilégio apenas dos homens, mas também dos animais, como por exemplo, o touro Ápis, o deus Ápis, que reencarnava num bezerro.

                Em traços gerais este era o pensamento dos antigos egípcios sobre a vida após a morte.

OS HEBREUS OU OS JUDEUS

A origem da religião judaica é a religião hebraica, posto que o Judaísmo é bem mais recente.

A religião judaica em sua origem, conforme se vê na Bíblia, não levanta o problema do após a morte, pois a morte era a maior punição que poderia haver para o homem, é permanecer no SHEOL, num estado de larva, entre o silêncio, as sombras e o caos.

Deus é vida, portanto não estará junto com o crente no Sheol.

A ressurreição só é citada a partir de Isaías (26:19) e Daniel (12:2). E no final dos tempos, na vinda do Messias, o Senhor virá julgar a todos, quando então os justos viverão no Paraíso Terrestre, o Éden, o Novo Céu e a Nova Terra, e os maus perecerão para sempre. Até lá os corpos viverão na Mansão dos Mortos: para alguns o GEENA.

Para os judeus a existência de Satanás só vai aparecer a partir de Jó (1:6:2:1), por evidente influência iraniana, que é a primeira religião dos antigos persas, o Mazdaismo, que cria a dualidade do Bem o do Mal, o Ormuzd e o Arimã.

No entanto, apesar da afirmativa de que os corpos ficariam em repouso até a ressurreição a tradição conta que alguns judeus tentavam manter contato com o mundo das almas, o que era proibido pelo Ortodoxismo, que considerava esta prática muito perigosa. Basta tomar conhecimento das lendas a respeito do Golem.

Depois da Diáspora esta prática se tornou bastante costumeira em algumas comunidades judaicas.

HINDUÍSMO

Muitas são as seitas e as religiões que compõem o Panteon Hindu.

Oficialmente estabelecido com os Vedas em 1500 A.C., o princípio básico do hinduísmo é a continuação da vida após a morte e, fundamentalmente, a reencarnação, cujo ciclo será suspenso quando nada mais de condenável tenha praticado o morto, fato, aliás, difícil de acontecer.

O hinduísmo admite a reencarnação em seres inferiores, como paga por uma vida pregressa abominável.  Admitem, pois, a reencarnação involutiva.

Entre uma reencarnação e outra há fases em que o espírito passa por regiões de sofrimento e por regiões de prazer, conforme sua vida passada.

Apesar de toda a variação nas religiões hinduístas, tais como o sikhismo, o janaísmo, e muitas outras, fundamentalmente, com mínimos derivativos, esta é a posição de todas perante a morte.

BUDISMO

Embora o Budismo seja oriundo da Índia, ele foi mais difundido na China, na Coréia e posteriormente no Japão.

Também o budismo defende a reencarnação como explicação e observação da Lei Moral da Ação e Reação, conforme ensinava Buda.

Diferentemente do hinduísmo, o budismo afirma a reencarnação imediata, não sendo esta sempre feita na Terra, mas em mundos mais ou menos materiais, conforme a espiritualidade do indivíduo.

A volta à Terra acontece sempre que o espírito for apanhado durante o sonho erótico de um casal.

O ciclo pode ser um dia interrompido, quando se atinge o NIRVANA, que não é um local específico,  mas um estado de espírito, onde acontece a paz absoluta, a felicidade eterna, a liberdade espiritual.

O Budismo, da mesma forma que outras religiões, também se dividiu em diversas seitas, tais como o Grande Caminho (Mahayana), o Pequeno Caminho (Hinayana), o Caminho Tântrico (Vayarayana), e variavam conforme o Mestre de um de seus Mosteiros, no entanto,  em nenhuma delas se observa diferença fundamental com os ensinamentos de Gautama, o Buda.

CANDOMBLÉ

Os seguidores do Candomblé acreditam na reencarnação, mas é um engano pensar que cultuam normalmente ou mantém contato com os espíritos dos desencarnados. Não! O culto do Candomblé é feito especificamente para os Orixás, que não são espíritos desencarnados e sim deuses do mundo astral, que se manifestam no mundo material influenciando-o de todas as maneiras.

No entanto, também fazem contato com os espíritos dos desencarnados, os Eguns, embora esses cultos dificilmente sejam vistos, posto que considerados perigosos, sendo os mesmos (os Eguns), mantidos afastados dos vivos. Seu culto e feito apenas por sacerdotes especiais, os Ojés, e somente um dos Orixás tem poder sobre eles, que é Iansã.

Para o Candomblé, em suas diversas nações, a morte e tudo que dela emana é segredo.

Somente os homens se tornam Eguns, posto que as mulheres sendo as Ajés, significam entidades destruidoras que devem ser impedidas de aniquilarem o indivíduo e a coletividade.

É de se observar que os Eguns não incorporam nos médiuns, ocupando espaços vazios dentro das indumentárias.

ÍNDIOS

Pelas lendas e tradições indígenas no Brasil, vemos que são crentes na reencarnação e na possibilidade de comunicação com o mundo dos mortos, e, conforme algumas dessas lendas esta porta é livre passagem, tanto num sentido como no outro.

As tradições indígenas são praticadas hoje, alem das tribos remanescentes, muitas em fase de extermínio, também nos centros civilizados, nas chamadas pajelanças, particularmente no norte do país.

CATOLICISMO E CRISTIANISMO EVANGÉLICO

A principio a concepção do após morte para os católicos era a mesma que vemos ainda hoje em diversas confissões protestantes ou evangélicas.

O corpo descansa, repousa até o final dos tempos no Geena, a Mansão dos Mortos, que se identificava com o Inferno, conforme vemos na alteração do Credo, para ser julgado, após a ressurreição da carne.

A terra é o lugar de dores, é o Vale das Lagrimas.

Atualmente, desde o Concílio Vaticano II, modificou-se essa ruptura entre a vida e a morte, e, prova disto é a não utilização do sacramento da extrema unção, pois, em substituição, pratica-se o “sacramento dos doentes”.

Embora existente desde o século V  D.C.,  e a partir do século XVII que melhor se configura a existência do Céu, do Inferno, do Purgatório e do Limbo.

Aos Santos caberia de imediato, após a morte, a bem-aventurança do Céu. O Inferno, desde já, caberia aos maus, com pesados pecados ou pecados mortais. No Purgatório ficariam os casos duvidosos, dependendo de preces e missas, e, no Limbo os bons pagãos e ateus, os não batizados, até o Juízo Final.

É bom lembrar que as mulheres não cabiam neste esquema ou qualquer outro antes do século VI, pois somente após o Concilio de Mâcon, em 585 D.C., é que passou a ter direito a alma, embora, mesmo depois deste Concilio, alguns renitentes tenham continuado defensores da inexistência da alma nas mulheres.

O caminho para o Inferno era sempre à esquerda, pois o Mal continua sempre à esquerda.

Esta afirmativa ainda hoje é empregada por religiões quando definem as forças do mal. Não confundir com direita e esquerda política, que se originou na Assembléia Francesa, na época da Revolução, onde os nobres e o clero se sentavam à direita e o povo (os burgueses) à esquerda.

Atualmente a interpretação da Igreja começou a ser alterada, desde o Concilio Vaticano II, que mudou a forma de entender a morte: o Inferno e o Reino de Deus começam desde nosso viver atual.

O Catolicismo e as demais religiões derivadas não aceitam a reencarnação e a possibilidade de comunicação com o Mundo Imaterial, exceto por meio dos Santos ou dos Demônios. Algumas confissões, como, por exemplo, a Congregação Crista e outros evangélicos, principalmente os pentecostais, só aceitam a manifestação dos demônios ou a manifestação do Espírito Santo.

OS GREGOS E OS ROMANOS

Os gregos e os romanos também aceitavam a comunicação com o Mundo Imaterial, tal como vemos com as sibilas, os oráculos, as profetisas, e acreditavam no Olimpo, onde beberiam da Ambrósia dos Deuses.

Como vemos em Platão e Pitágoras, os gregos aceitavam a teoria da reencarnação.

OS MAOMETANOS OU MUÇULMANOS

Acreditavam os muçulmanos que aqueles que morriam, principalmente se fosse em Guerras Santas (o Jihad), iam para o Paraíso onde, cercados de huris, gozavam as suas delicias. Já os suffistas, uma seita islâmica, defendem o ascetismo  como caminho para atingir  o Paraíso, e praticam o transe mediúnico.

OS ESCANDINAVOS

Para os antigos escandinavos, os que morriam em combate eram levados pelas Valquírias para o Valhala, o seu paraíso, junto a Odin.

XINTOÍSMO

O Xintoísmo é das religiões mais difundidas no Japão, quase que oficial, e aceita a reencarnação, praticando o culto aos ancestrais, com os quais podem ter contato.

SEICHO-NO-IÊ

Considerando que a doutrina “Seicho-no-iê” é um misto de cristianismo, budismo   e xintoísmo, chega-se a conclusão que aceitam as doutrinas reencarnacionistas e o culto aos antepassados, que praticam como regra.

Quase todas as seitas e doutrinas de fundo orientalista,  embora seus adeptos ocidentais digam que são seguidores apenas de seus princípios científicos, tais como meditação transcendental e outras, são   reencarnacionistas.

O ESPIRITISMO

Baseado na codificação feita por Alan Kardec, cujo nome na realidade é Denizar Hippolyte Leon Rivail, professor e pedagogo francês, que procurou pesquisar cientificamente os fenômenos físicos difundidos na época, tais como as mesas giratórias. Em suas obras, Kardec procura colocar o Espiritismo, nome que deu a sua doutrina em diferenciação ao termo Espiritualismo, dentro de três facetas diversas: ciência, filosofia e religião.

A doutrina espírita afirma a existência, alem do espírito, do perispírito que é o invólucro do espírito, e que sobrevive à morte do corpo, permanecendo com sua forma última. O perispírito é também existente nos seres inferiores.

Os espíritas ou espiritistas afirmam a reencarnação como resultado da lei do carma, a lei da causa e do efeito, da ação e da reação. Não aceita, no entanto,   a possibilidade da reencarnação em seres inferiores, pregada pelo hinduísmo, pois, conforme defendem a tendência dos seres é sempre em sentido evolutivo e não involutivo.

Por outro lado, afirma a possibilidade de comunicação entre o mundo dos encarnados e dos desencarnados, quer sejam evoluídos ou não.

A doutrina kardecista aceita, também, a pluralidade de planos,   ou moradas, tanto no mundo material como no mundo espiritual.

A UMBANDA

A doutrina Umbandista é eclética,  pois nela vemos conceitos católicos, espíritas kardecistas, do candomblé e da pajelança.

Aceita a reencarnação como resultado da lei do carma.

No entanto, no tocante as manifestações, não são os Orixás que se manifestam diretamente, mas caboclos, pretos velhos e outros guias (espíritos), das falanges desses Orixás. Afirmam que os Orixás ou os Santos que lideram essas falanges, dado o poder energético que possuem poderiam, como uma descarga de alta voltagem, aniquilar o “médium” ou “cavalo”, conforme intitulam o sensitivo.

A volta dos espíritos desencarnados incorporando nos médiuns é uma forma de “trabalhando para o bem” evoluírem, para desta maneira alcançarem o Criador.

Da mesma forma que os kardecistas aceitam a existência de muitos planos evolutivos, tanto nos mundos materializados, como nos planos imateriais.

AS PESQUISAS CIENTÍFICAS ATUAIS

Depois de vermos as posições adotadas pelas principais religiões existentes, por crentes até místicos, perguntamos, já em tempo, o que pensa a ciência a respeito do assunto?

Muitos, embora não seja exatamente científica a simples negativa, afirmam categoricamente: “a Morte é o aniquilamento total do ser humano”, “nada mais existe após a Morte”.

No entanto, muitos cientistas se preocupam seriamente com o problema, procurando pesquisar, colocar em dúvida sua própria dúvida, contestando suas assertivas anteriores, evitando posições ortodoxas quanto às afirmativas científicas. Há alguns anos atrás, seria chamado de mentiroso ou visionário quem dissesse ter visto uma televisão, ter ido à Lua, ser o Sol o centro do nosso sistema planetário. Hoje, são realidades palpáveis, são verdades científicas.

Assim nos temos como exemplo o Dr. Raymond A. Moody, psiquiatra e professor da Universidade de Medicina da Georgia, autor do livro “Vida depois da Vida”, que pesquisou junto a cerca de 150 pessoas que perderam todas as funções vitais,   morreram, portanto,   dentro dos termos científicos, por períodos que variavam de 5 a 20 minutos.

Todos os interrogados, redivivos do Dr. Moody, afirmaram terem se sentido afastados do corpo físico, e, informa a maioria que foi recepcionada por outros seres do “lado de lá”, mas as explicações sempre se ligam as suas concepções filosófico-religiosas, definindo esses seres ora como parentes, ora como um anjo, ora como o próprio Cristo, e, até um ateu define o ente simplesmente como um ser luminoso, contudo todos são unânimes em afirmar que a finalidade desses seres era recepcioná-los, guiá-los na vida após a morte.

Estariam todos eles pactuando uma mentira, sem nunca se terem visto? Seria uma psicose coletiva de todos que passaram por aquela experiência? Poderia um fato, este fato, morrer e reviver, provocar o mesmo tipo de psicose, com pequenas variantes?

Outras pesquisas também procuraram encontrar uma resposta para nossa pergunta principal.

VOZES PARAFÍSICAS OU PSICOFÔNICAS

O primeiro pesquisador das vozes psicofônicas foi o musico sueco Friedrich Juergenson, que foi condecorado pelo Papa Paulo VI, com a Ordem de São Gregório. Tentando gravar o canto de pássaros em lugares absolutamente silenciosos conseguiu captar vozes de seres inexistentes.

Continuando suas pesquisas o conhecido psicólogo e filósofo católico, Dr. Konstantin Raudive, publica o resultado de 72 sentenças gravadas com os possíveis mortos em seu livro “O inaudível toma-se audível” e no seu apêndice vem a confirmação dos fatos pelo padre e filósofo católico Dr. Gebhard Frei e pelo psicólogo Hans Bender.

Sobre o fenômeno das vozes de espíritos gravadas escreveu o reverendo Charles Pfleger, capelão da Santa Sé, na Revista “Le Nouvel Alsacien”, aos 02 de julho de 1970: “A teologia não deverá opor muitos obstáculos (aos fenômenos das vozes), pois os dogmas estão sendo reestudados…………e mesmo os artigos fundamentais da fé estão sendo revisados. É, pois, razoável aceitar, para ser considerada,  esta nova prova relacionada à natureza da vida do além…….sobre a qual não devemos esquecer, a teologia cristã é muito vaga……..”

No Brasil, têm feito pesquisas sobre as vozes psicofônicas a pesquisadora Hilda Hilst, o professor húngaro George Magyary, os pesquisadores Victor Freyre Mattos e Max Berezovsky.

Serão vozes dos mortos, ainda existentes, ou o eco, no espaço, de suas vozes enquanto ainda vivos? Seria o inconsciente coletivo de que fala Jung? Fica a pergunta.

HIPNOSE REGRESSIVA OU HIPNOSE REENCARNATÓRIA

As pesquisas que tem dado resultado mais positivo no que toca a procura da verdade sobre a vida após, ou antes, da morte, tem sido a hipnose regressiva ou hipnose reencarnatória.

Talvez o caso mais conhecido tenha sido o acontecido em 1952 com o negociante Morey Bernstein, em Pueblo, Colorado, Estados Unidos, que interessado em hipnotismo, relatou o fenômeno no Livro “The Search for Bridey Murphy”, publicado no Brasil com o nome de “O Caso de Bridey Murphy”, onde a senhora Ruth Simmons hipnotizada teria regredido a uma existência anterior em 1798, na cidade de Cork, na Irlanda, quando era Bridey Murphy. Os fatos relatados foram depois comprovados naquela localidade.

Entre os pesquisadores do fenômeno encontramos os professores Ralph Grossi e Dianne Swygard, e a psicóloga Helen Warnbach da Universidade John Fitsgerald Kennedy.

O Dr. Morris Netherton, que a utiliza para cura de seus pacientes a chama “terapia das existências passadas”. Também usa este fenômeno, com a mesma finalidade, a hipnoterapeuta Evelyn Schiff do Hypnosis Motivation Institute de Los Angeles, Califórnia.

O Dr. Kari E. Muller relatou suas experiências com a hipnose regressiva no seu livro “Reencarnação baseada em fatos”.

O Dr. Ian Stevenson, professor do Departamento de Neurologia e Psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia, publicou suas pesquisas no ramo em 1966, sob o título “Vinte casos sugestivos de Reencarnação”.

A Dra. Shafira Karagulla, psiquiatra consultora do neurocirurgião canadense Wilder Penfield, membro do Royal College of Physicians de Edinburgo, a mais alta qualificação médica da Grã-Bretanha, após suas pesquisas no campo afirma-se convicta da reencarnação.

A psicóloga brasileira América Paoliello Marques, doutora pela PUC do Rio, membro da The American Society for Physical Research of New York, da The Association for Humanistic Psychology of San Francisco, ganhou menção honrosa no 9° Congresso de Psiquiatria, Parapsicologia e Psicotrônica, em Milão, com sua tese sobre pesquisas sobre hipnose reencarnatória usada como terapia.

O Dr. Elpídio de Almeida Campos, médico de Ribeirão Preto, registra diversos casos de cura com a utilização do fenômeno que ele define como palingenésia (do grego: palin (outra vez) genesis: (nascimento).

Evitamos coletar para esta palestra os casos e pesquisas feitas por grupos religiosos, o que envolveria de certa forma uma posição “a priori” da interpretação do fenômeno.

Contudo, a primeira vista tem-se a impressão de que essas pesquisas e esses fenômenos só são registrados no mundo ocidental cristão ou oriental  não materialista, mas e na antiga União Soviética, atual Rússia, no Institute Popov de Moscow, que a parapsicóloga Barbara Ivanova efetuou experiências de regressão constatando vidas passadas, conforme confessou aos jornalistas Henry Gris e William Dick, e, por este motivo ficou mal com as autoridades científicas soviéticas. Apesar disso Ivanova não foi totalmente podada,  por ter sido, como todos sabem, a curandeira de Brejnev.

Seriam esses fenômenos reais, materiais ou meramente psíquicos. Onde começa a matéria, o corpo, onde começa a energia, o espírito?

Muitos estudiosos do assunto têm, no entanto, explicação bem diversa para esse fenômeno, alegando a possibilidade ser a memória dos genes, dos cromossomas ou do DNA das pessoas, que da mesma forma que os computadores, guardam na sua memória não o seu passado reencarnatório, mas o passado de seus ancestrais.

Por outro lado, temos pesquisadores como Houdini (Jean Eugene Robert), o conhecido mágico prestidigitador  francês, que se tomou célebre e especialista em desmascarar falsos médiuns.

Finalizando quero prestar minha homenagem àqueles, além dos já citados, que colaboraram para a confecção deste trabalho, com estudos, pesquisas, artigos e livros a respeito.

Começo pelos diversos autores da Bíblia, do Livro dos Mortos do Antigo Egito, do Livro dos Mortos Tibetano, o Bardo Thodol, os Vedas, o Triptaka, o Corão de Maomé, o Bhagavad Gita, agradeço ainda a Vani Rezende, Lúcia Reggiani, Luiz Carlos Teixeira, Karl Muller, Fontane, Mircéa Eliade, Philippe Aries, Leonardo Boff, Elsie Dubugras, Arthur Hertzberg, Ornella Volta, André Luiz, Chico Xavier, Carl Gustav Jung, Harold Shermann, Louis Renau, Allan Kardec, Ramacharaca, Khrisnamurthi, Ramatis, Aurobindo, Murilo Nunes de Azevedo, Olga G. Cacciatore, Daisetz Teitaro Suzuki, Orlando e Cláudio Villas Boas, Darcy Ribeiro, Conan Doyle, Peter Bander, Saddatissa, Leon Dennis, e perdoe algum que eu tenha olvidado, esperando não ser acusado de plágio, por citar seus resultados, sem citar seu nome.

Não pretendemos com esta palestra dar por provada ou negada a existência de vida após a morte, ou da vida antes da vida. Tampouco convencer a quem quer que seja da forma pela qual seria possível ou impossível esta vida.

Perguntarão vocês, a final das contas o expositor defende uma tese? Afirma ou nega a vida após a morte?

Cientificamente, filosoficamente, a pergunta continua até que haja uma resposta definitiva a respeito do problema.

Em nossa opinião, uma resposta dogmática, quer afirmativa, quer negativa é temerária e contrária a nossos princípios.

A procura da verdade é incessante, e a Verdade há que ser infinita, eterna, imutável.

As verdades, mesmo as consideradas cientificas, de ontem tem sido as mentiras de hoje.

O sonho, a visão de hoje será, talvez, a verdade do Amanhã.

Antonio Onías Neto

 

 

A ASTROLOGIA MÍSTICA DOS CARGOS EM LOJA

Os principais cargos em Loja são associados ao misticismo religioso da Mesopotâmia, onde, além dos deuses Marduc e Shamash (personificações do Sol), Sin (personificação da Lua) e Ichtar (personificação de Vênus), existiam deuses correspondentes aos demais planetas conhecidos na Antiguidade: Mercúrio, deus veloz e astuto, era o senhor dos homens, embora suplantado pelo deus-Sol; Saturno, era um deus frio, cruel e irascível. É importante lembrar que a associação com os principais cargos em Loja,  abaixo descrita, não é universal para todos os Ritos, pois alguns nem têm todos os Oficiais abaixo descriminados. Assim, para o REAA, temos:

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Venerável Mestre – assimilado ao planeta Júpiter, que no panteão dos deuses babilônicos simbolizava a Sabedoria.

1º Vigilante  –  associado ao planeta Marte, que era o senhor da guerra, simbolizando a força.

2º Vigilante –  assimilado ao planeta Vênus, feminizado na mitologia babilônica e que, sendo a deusa mágica da fertilidade e do amor, simboliza a beleza.

Orador  –  associado ao Sol, pois dele emana a Luz, como guarda que é da lei maçônica, além de responsável pelas peças de arquitetura.

Secretário  –  assimilado à Lua, pois reflete as conclusões legais do Orador e a vontade da Loja

Tesoureiro –  associado ao planeta Saturno, o deus babilônico frio e cruel, que com seus anéis simboliza a riqueza. A atividade de receber os metais e de organizar o movimento financeiro da Loja é considerada – por lidar com a frieza dos números – fria e calculista, além de inflexível.

Mestre de Cerimônias –  assimilado ao planeta Mercúrio, o deus veloz e astuto, pois esse Oficial, sempre circulando em Loja como elemento de ligação, imita o planeta que mais rapidamente circula em torno do Sol.

Da mesma maneira, os principais cargos em Loja são identificados com deuses do panteão grego, habitantes do Olimpo. Assim, temos:

clip_image002Venerável Mestre  –  assimilado a Zeus (Júpiter, para os romanos), o rei dos deuses, por sua condição de dirigente da Loja; associado também a Atena (Minerva, para os romanos), a deusa da Sabedoria, já que o Ven.’. Mestre deve ter a sabedoria, a prudência, a inteligência e o discernimento necessários para otimizar a administração da Loja.

1º Vigilante  –  associado a Ares (Marte para os romanos), deus da agricultura e da guerra, e também a Heracles (Hércules, para os romanos e para Monteiro Lobato – Os Doze Trabalhos de), o mais forte e vigoroso de todos os homens.

2º Vigilante –  assimilado a Afrodite (Vênus para os romanos), a deusa do amor e da beleza.

Orador –  associado a Apolo, ou Febo, deus do Sol, criador da poesia e da música, do canto e da lira. Era adorado principalmente na ilha de Delfos. No frontispício de seu templo estava escrita a frase GNOTHE SEAUTON que em Latim se traduzia por NOSCE TE IPSUM, que em Português se traduz por CONHECE –TE A TI MESMO. Muita tinta tem sido gasta para descrever o significado desta frase. Sócrates, o maior filósofo grego, adotou-a como princípio de sua filosofia. Pitágoras – O Mestre – era chamado o filho de Apolo.

Secretário  –  assimilado a Ártemis (Diana, para os romanos), deusa da Lua, da caça e das flores.

Tesoureiro  – associado a Cronos – o deus do tempo e de tudo o que pode ser medido e controlado (Saturno, para os romanos), pai de Zeus e filho de Urano, um dos deuses primordiais que, com Géia (a Terra) estava no início de todas as coisas.

Mestre de Cerimônias  –  associado a Hermes (Mercúrio, para os romanos, mensageiro dos deuses do Olimpo) já que esse Oficial é o mensageiro dos dirigentes da Loja.

   

A Rosa+Cruz Hermética

Marcelo Rossi (Lectorum Rosicrucianum)

clip_image001A Rosa Cruz Hermética Correntemente se chama a Rosa Cruz Hermética e Alquímica, e é um símbolo Rosa Cruz muito antigo e místico, nos quatro extremos da Cruz tem três símbolos alquímicos: Mercúrio, Enxofre e Sal.

Também nos braços da cruz e um pouco para dentro tem quatro pentagramas, o circulo na parte superior do pentagrama representa o espírito, o primeiro triangulo a esquerda com o vertice para baixo e uma linha paralela na base, representa a terra, no outro triangulo com uma linha paralela na base, porém com o vértice para cima também a esquerda, representa o ar, o triangulo a direita do pentagrama,com o vertice para baixo, representa a água e o outro triangulo a direita com o vertice para cima representa o fogo, o pentagrama tem um significado místico muito profundo, é uma representação simbólica da própria rosa cruz, a parte inferior da rama descendente da cruz, esta dividido em quatro seçoes.

Cada seção leva uma das cores de Malkut, do “Kabalistico” Arvore da vida. Essas cores são amarelo limão, oliva, rosa e negro. Por cima dessas quatro seções da rama inferior se encontra uma estrela de seis pontas,(o hexagama), que tem seis planetas nos seus vertices, abaixo a lua a direita venus; jupiter; saturno; marte e mercuio, e o sol no centro.

O hexagrama foi considerado numa época como o mais poderoso de todos os símbolos, os planetas estão colocados na ordem de certos rituais Kabalisticos que eles representam.

Os quatro raios longos que se estendem por detras da cruz simbolizam os raios da luz divina ou cosmica. Estes raios tem as letras I N R I, que de acordo com o frater Wittemans, são as iniciais de palavras latinas, “A Natureza é renovada completamente pelo fogo.” As letras dos raios menores representam as primeiras letras dos nomes resonantes usados pelos gregos e egipcios nas suas antigas escolas de místerios. As petalas da grande rosa sobre a cruz, que somam 22, representam as 22 letras do alfabeto Kabalistico Hebreu, as 12 letras exteriores, representam os signos do zodiaco, as 7 petalas, ou letras mais adentro representam os 7 planetas e as 7 letras duplas do alfabeto kabalistico, enquanto que as três petalas interiores, ou tres letras mães, representam o ar, o fogo, e a água. As quatro projeções por detras da pequena rosa cruz são as pontas da cruz de Malta.Esta também é muito rica no significado simbólico. Logo, como é natural, a rosa cruz com suas cinco pétalas em todo o centrro da grande cruz.

Esta grande e magnifica rosa cruz simboliza toda majestade, poder, beleza e proteção que oferece a ordem rosa cruz. A Rosa-Cruz é um importante símbolo oculto. Ela representa a Grande Obra do Adepto. Ela é chamada de “A Chave dos Sigilos e Rituais”. A Rosa na Cruz tem 22 pétalas em três anéis, com um outro símbolo de urna Rosa-Cruz em seu centro. A Rosa-Cruz central tem uma Cruz Dourada feita de seis quadrados, com uma Rosa Vermelha de cinco pétalas em seu centro. As três pétalas centrais da Rosa de 22 pétalas correspondem aos elementos mágicos do fogo, água e ar, e estão escritas nelas as Letras Hebraicas que correspondem a estes elementos. A segunda carreira de pétalas corresponde aos Sete Planetas e nelas estão escritas as Letras Hebraicas que correspondem a eles. A carreira exterior de pétalas corresponde aos Doze Signos Zodiacais e nelas estão escritas as Letras Hebraicas que correspondem a eles. As pétalas tem a cor da Escala do Rei, que é atribuída aos vinte e dois Caminhos da Árvore Qabalística da Vida. A Rosa no centro da Cruz representa Tiphereth, a sexta Sephira na Árvore da Vida. que é o receptáculo das forças Sephiróticas da Arvore.

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