Como preparar a mente para ter um ano realmente novo?

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Como preparar a mente para ter um ano realmente novo?

Psicoterapeuta dá dicas de transformação para sermos mais realizados e felizes no ano que vai entrar! Confira aqui!

Como preparar a mente para ter um ano novo de realizações e conquistas

Muitas pessoas começam o ano novo fazendo listas do que devem ou desejam fazer, mas quando chega o final do ano o resultado final quase sempre demonstra que a maioria das metas não foram realizadas. Como resultado, surge um sentimento negativo de culpa e frustração por não ter atingido os objetivos.

Segundo Myriam Durante, psicoterapeuta e presidente do IPOM – Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente, essa situação muitas vezes acontece porque a pessoa não prepara sua mente de maneira adequada para concretizar seus planos. “Infelizmente muitos não percebem as armadilhas criadas por sua própria mente, que inconscientemente pode estar jogando contra os seus desejos”, explica.

A psicoterapeuta afirma que é possível por meios de algumas práticas simples mudar esse tipo de condicionamento e programar a mente para o sucesso. “Existem algumas práticas simples para se conseguir uma mudança de atitude. Mas nem sempre o simples é fácil. Sem força interior não se consegue mudar nada”.

Confira algumas dicas de transformação, que de acordo com a psicoterapeuta, ajudam a ter mais sucesso e realizações:

– Antes que o ano acabe, comece a jogar no seu time. Seja seu melhor amigo. Aceite seus limites, perdoe seus erros. Entre em 2013 gostando de você.

Aprenda a ouvir e dizer a palavra não. Perca o medo da rejeição ou de parecer egoísta. Diga sim apenas se realmente puder cumprir, sem comprometer seus objetivos e seu orçamento. Todos nós temos esse direito e você também tem. Ouvimos não a vida inteira. Isto faz parte da vida e ninguém morre por isso.

Acredite em você, mesmo que isso lhe pareça difícil e mesmo que você ache impossível. Modifique o seu jeito de ser. Acredite que tudo o que você repetir com insistência e acreditar acabará se tornando verdadeiro. O real conhecimento chega até nós quando nos sintonizamos com a nossa alma. Aí sim percebemos que ele já está dentro de nós.

Fique triste. Às vezes também é preciso se sentir triste. Acredito que a vida é boa e que existem sim alguns momentos ruins, mas não todos os dias. É normal ter angústia ou tristeza de vez em quando. O importante é aprender a lidar com essa situação e buscar novos meios de se sentir bem.

Pratique a autossugestão. Emile Coué (1861-1921), o pai da autossugestão, dizia “todos os dias, sobre todos os pontos de vista, eu vou cada vez melhor”. Eu recomendo essa frase para todas as pessoas que atendo. De tanto você repetir essa afirmação, ela se transformará numa crença que se transformará em uma crença que se refletirá em novas atitudes. Muito simples, não? Mas tenha certeza, ela funciona. Por isso, tenha cuidado com o que você anda afirmando. Mude suas afirmações e tenha um olhar mais afetivo sobre você mesmo.

Intuição. Se você não sabe o que gosta de fazer, talvez tenha parado de ouvir a si mesmo há muito tempo. Muitas pessoas se modificam apenas para agradar os outros. Procure se escutar mais, ouça a sua intuição. Ela não é uma voz alta e clara dizendo faça isso ou aquilo. É apenas um sentimento, uma certeza, um contato consigo mesmo e com Deus.

Estabeleça metas. Faça uma lista das suas prioridades. Planeje um passo de cada vez e estabeleça metas mais realistas. Desta maneira, fica mais fácil. Assim você não desanima ou desiste antes de alcançá-los.

Medite. Comece a meditar todos os dias. Dedique meia hora do seu tempo apenas para você. Pode ser o horário que você quiser. No começo, pode parecer difícil, por isso, pratique e seja paciente. Insista. Com a repetição você irá alcançar camadas cada vez mais profundas, até alcançar o nível de paz interior e tranquilidade onde acontece a mudança e a transformação.

– Dar início a algo novo requer coragem e muita força de vontade. Muitas vezes sentimos medo e acabamos nos escondemos do desconhecido. No seu momento, você conseguirá. Há uma força extra dentro de você, algo que te acompanha e que faz o caminho se tornar muito mais fácil. Procure dar o seu esforço total, mesmo quando todas as chances estão contra você. Tenha fé e acredite em si mesmo. Não demore muito a usar a sua intuição e nunca desista na primeira tentativa.

Autoconhecimento. Esse sim é o grande caminho. A única coisa impossível na vida é fugirmos de nós mesmo e, ainda assim, a maioria dos seres humanos é um completo desconhecido para si próprio. Descubra-se!

Veja mais sobre o assunto na Coluna de Nilson Redis Caldeira, Motivação e Liderança!


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    por Heloisa Ribeiro

    Neste artigo

    1. 

    Introdução

    2. 

    Tradições natalinas

    3. 

    Natal como fonte de lucro

    4. 

    Mais informações sobre o Natal

    5. 

    Veja todos os artigos sobre Datas e Celebrações

    Tradições natalinas

    Como em qualquer tradição religiosa ou familiar, as comemorações do Natal foram passadas de geração em geração por narrativas, pela transmissão de lendas e por valores espirituais. Mais importante foi o fato dessas tradições se perenizarem em contextos próprios com elementos comuns: em geral, realiza-se uma ceia de Natal à meia noite do dia 24 de dezembro, enquanto se espera o Papai Noel, que visita as casas entregando presentes às pessoas, principalmente às crianças.
    Árvore de Natal

    Árvore de Natal
    Cleiton Thiele/PressPhoto
    Árvore de Natal montada em Gramado

    Tão forte quanto esses elementos é a tradição da árvore de Natal, normalmente uma conífera, de folhas perenes, enfeitada com bolas coloridas e adornos específicos em cada país. A maioria das versões sobre a origem da árvore é creditada à Alemanha e, especificamente ao episódio de Martinho Lutero, no século 16: olhando para o céu através de pinheiros, o protestante viu estrelas como um colar em cima das copas e decidiu levar um galho para plantar em casa. Colocou-o num vaso, com pequenas velas nas pontas dos ramos e papéis coloridos para reproduzir o que vira. O objetivo era mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. Nascia a árvore de Natal como a conhecemos, após a tradição se espalhar por toda Europa e, no início do século 19, chegar aos Estados Unidos.
    A lenda conta também que o pinheiro foi escolhido por sua forma triangular, que de acordo com a tradição cristã, representa a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Enquanto isso, em rituais pagãos da Idade Média, as pessoas acreditavam em espíritos das árvores e, no outono, quando as folhas caíam, penduravam decorações de pedras pintadas ou panos coloridos para quem regressassem às plantas na primavera seguinte. Hoje, as árvores de Natal são enfeitadas no início de dezembro, só podendo ser desmontadas no dia de Reis, 6 de janeiro, quando os três Reis Magos presenteiam Jesus.
    Papai Noel
    Ainda no século 4, surgia o santo inspirador de Papai Noel, o arcebispo Nicolau Taumaturgo, que costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos com moedas de ouro na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos e sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha. Quem, no entanto, forjou a imagem popular do Papai Noel, juntamente com o trenó, as renas, a chaminé e o saco de brinquedos, foi o escritor americano Clement Moore no poema “The Night Before Christmas” (versão em inglês – abaixo da versão em português), de 1822. Impressa em jornais e revistas, a história do poema se espalhou como fogo e, hoje, quase todo norte-americano consegue recitar seus versos.

    de Thomas Nast
    Enciclopédia Delta Universal/Thomas Nast
    O Papai Noel imortalizado por Thomas Nast

    Já na revista Harper´s Weekly, uma série de gravuras de Thomas Nast, publicadas entre 1863 e 1886, consagrou a imagem do bom velhinho de vermelho e branco, que aparecia em sua fábrica lendo cartas e checando a lista de presentes. Teria sido uma campanha publicitária da Coca-Cola, porém, que terminou por fixar a versão gorda e alegre do personagem. A cada ano, entre 1931 e 1964, a empresa veiculava uma imagem de Papai Noel na contra capa da revista National Geographic.
    Estudiosos reforçam também que a roupa vermelha e branca veio do verdadeiro São Nicolau, já que eram as cores dos mantos tradicionais dos bispos. E no caso da chaminé, muitos europeus teriam o costume de limpá-la no fim do ano para permitir que a boa sorte entrasse no ano seguinte, influenciando a lenda. São variadas as fontes que inspiram a tradição: as pequenas tendas da Finlândia, em formato de iglus e com a entrada feita por um buraco no telhado teriam inspirado ainda o poema de Moore. Já nos países do norte da Europa, diz a tradição que Papai Noel não vive propriamente no Pólo Norte, mas sim na Lapônia, mais propriamente na cidade de Rovaniemi, onde de fato existe o “escritório do Papai Noel” bem como o parque conhecido como “Santa Park”, que se tornou uma atração turística do local.

    E a Lua que reluzia sobre a neve recente
    Iluminava a cena como um sol nascente
    E diante dos meus olhos surgiram, repentinos,
    Oito renas minúsculas e um trenó pequenino
    Com um velho à rédea, feliz e com pique
    Logo tive a certeza de que era São Nick
    Rápido como uma águia, o trenó voava
    E ele, entre assobios, cada rena chamava
    “Vamos Dasher, vamos Dancer, vamos Prancer e Vixen!
    Vamos Comet, vamos Cupid, vamos Donner e Blitzen!
    Por sobre a varanda e por sobre o telhado!
    Voando, voando, por todos os lados!”
    E como folhas secas ao vento do furacão
    Que não respeitam barreira à sua ascensão
    As renas voavam casa acima, pelo céu
    Puxando o trenó, brinquedos e Noel
    E depois eu ouvi, por sobre o telhado
    Os cascos se movendo em tom ritmado
    E quando fechei a janela e me virei para olhar
    Da chaminé percebi São Nicolau saltar
    Vestido de peles, dos pés à cabeça
    Coberto de pó e de fuligem espessa
    Ele trazia às costas brinquedos variados
    Como um vendedor chegando ao mercado
    Seus olhos brilhavam, e seu rosto sorria
    Na face rosada o nariz reluzia
    Sua boca se abriu em um sorriso breve
    E a barba em seu queixo era branca como a neve
    O homem trazia um cachimbo entre os dentes
    E a fumaça cercava seu rosto sorridente
    Seu rosto pequeno e barriga arredondada
    Se moviam como gelatina quando ele dava risada!
    Tão gorducho e redondo, o alegre pequenino
    Que sorri sem nem notar, ao vê-lo, ladino,
    Me fazer um sinal, uma leve piscada,
    Indicando situação nada arriscada
    E sem uma palavra ele fez seu trabalho,
    Enchendo as meias, e girando no assoalho
    Ergueu um dedo em sinal de despedida
    E pela chaminé procurou a saída
    Saltou ao trenó, com um forte assobio,
    E saíram aos ares com um rodopio
    Mas o ouvi exclamar, no momento final
    “Meu boa noite a todos, e um feliz natal”.
    Clement Mark Moore (1779-1863) escreveu o poema “A Véspera de Natal”, também conhecido como “Uma Visita de São Nicolau”, em 1822. Este texto redefiniu a visão do Natal e de Papai Noel. Antes da sua criação, São Nicolau nunca havia sido associado a renas e trenós. Uma amiga da família de Moore teria enviado uma cópia do texto ao jornal “New York Sentinel”, que o publicou em 23 de dezembro de 1823, respeitando a condição imposta pelo autor: a de que ele se mantivesse anônimo. Apenas em 1844, Moore assumiu a autoria do poema, publicando-o em uma antologia.

    Era véspera de Natal

    Faça nevar!
    Era véspera de Natal, e a casa dormia
    Nem mesmo um camundongo por ela se movia
    As meias, na chaminé, esperavam, de leve
    Que São Nicolau chegasse em breve
    As crianças dormiam entre quentes cobertas
    Sonhando com os doces que viriam na certa
    E eu e a mamãe, de lenço e boné
    Ressonávamos tranqüilos, noite afora até
    Que um estrondo lá fora chamasse a atenção.
    Levantei-me para ver qual era a confusão.
    Como um relâmpago corri para a janela
    Abri as persianas, a cortina que vela

    Papai Noel
    Gustavo Vara/PressPhoto
    Hoje ninguém mais identifica o Papai Noel se ele não tiver barba branca e roupa vermelha

    Missa do galo e presépios
    A missa do Galo é celebrada em países católicos depois do jantar da véspera de Natal que começa à meia-noite de 24 para 25 de dezembro. Seu nome consagra a lenda segundo a qual à meia-noite deste dia, um galo teria cantado, anunciando a vinda do Messias. Outra origem da expressão é associada ao fato da Missa de Natal terminar muito tarde “quando as pessoas voltavam para casa e os galos já estavam cantando”. Hoje, devido à importância da missa, o próprio papa faz questão de rezá-la, enquanto todas velas do Advento se encontram acesas.
    Passada a missa, tradicionalmente as famílias voltam para casa e colocam a imagem do menino Jesus no presépio, para só então compartilharem a ceia e a troca de presentes. Esta última, aliás, estaria relacionada aos presentes que os Reis Magos levaram à Jesus. Por fim, em todas as religiões cristãs é consensual que o presépio é o único símbolo de Natal verdadeiramente inspirado nos Evangelhos, quando São Francisco de Assis montou, em 1223, uma reprodução em palha da imagem do menino Jesus, da Virgem Maria e de José, com autorização do Papa. Desde então, famílias de diferentes culturas montam a representação da cena do nascimento em miniatura.
    Tradições brasileiras
    O Natal no Brasil é altamente caracterizado pela troca de presentes entre amigos e familiares na noite de 24 de dezembro. Independente da tradição da chaminé dos países frios, os brasileiros simulam a passagem do Papai Noel em cada casa com a entrega de presentes pela porta da frente, em geral à meia-noite, ou na árvore, depois de passar a madrugada. Também têm o hábito de presentear parentes e colegas de trabalho através do Amigo Secreto. Mas antes da festa católica incorporar os símbolos protestantes da distribuição de presentes, do Papai Noel e da árvore, o país era marcado por uma festa religiosa tradicional, com a ida à missa do galo e a ceia de jantar com a família, até fins do século 18.
    Hoje, tradições tipicamente brasileiras são observadas principalmente nos pratos da ceia de 24 de dezembro. No meio da festa, uma mesa considerável costuma expor comidas típicas dessa época e é difícil encontrar uma sala de jantar sem peru com farofa, tender espetado com cerejas e rodelas de abacaxis ou panetone de frutas cristalizadas. Os costumes gastronômicos revelam uma mistura de culturas que parecem universais, mas já são adaptações bem brasileiras. Exemplo é a fusão da cultura portuguesa – vista na rabanada ou nos bolinhos de bacalhau – com a italiana – representada pelo panetone e as aves como o peru. Além do chester, uma ave que virou símbolo do natal brasileiro e a mesa com frutas tropicais.
    Natal de Gramado e Coral de Curitiba
    Há cerca de duas décadas, algumas celebrações natalinas vêm tomando o centro de cidades do sul do país, com a participação da população na representação das lendas tradicionais. É o caso do Natal de Gramado, que há 22 anos une as pessoas na construção de espetáculos durante todo o mês de dezembro, mudando a cara da cidade. São concertos, desfiles de personagens (papais noéis, gnomos, renas…), luzes enfeitando pinheiros e encenações, com mais de 2 mil pessoas envolvidas na montagem do evento que atrai turistas do Brasil e exterior.

    Natal de luzes de Gramado
    Edison Vara/PressPhoto
    Gramado vive há mais de 20 anos o Natal das Luzes

    Já em Curitiba, um dos eventos mais tradicionais é a apresentação do coral infantil, com 160 crianças carentes, a partir de 2 de dezembro, no Palácio Avenida, um dos marcos históricos da cidade. Com isso, Curitiba ficou conhecida como a “capital do Natal”, atraindo cerca de 300 mil pessoas nesta época, que vêm assistir às encenações associadas ao coral, em sua 17ª edição em 2007.

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