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O sacrifício da Dor e as consequências gnósticas

Posted: 25 May 2013 07:33 PM PDT

Psicologia Gnóstica

Samael Aun Weor pergunta a alguém da plateia: Como podemos sacrificar a dor?
Resposta de um aluno: Não se identificando com isso, tratar de compreender que é um acontecimento que tem relação como o karma, e aí…

SAW: …resposta muito vaga. Vou dizer a vocês uma grande verdade: só se sacrifica a dor autoexplorando-se e fazendo a dissecação. Falemos de um fato concreto: imaginemos um homem que encontra a sua mulher conversando com demasiada intimidade com um sujeito x, pode acontecer um estalo de ciúme, acompanhado de um certo desgosto. Pode até acontecer uma briga com o outro homem por ciúmes, certo?

Isso produz uma dor espantosa ao marido, que é suficiente para dar origem a um divórcio, a uma dor moral horripilante… Sem dúvida, a mente pode fazer conjecturas, e ainda que a mulher negue, a mente tem muitos ardis, promovendo a formação de muitas conjecturas…

sacrificio-da-dor-gnosisonlineO que fazer para se salvar dessa dor, e como aproveitá-la? Como renunciar à dor que isso produz? Há uma forma de resolver e sacrificar a dor. A Autorreflexão Evidente do Ser, a autoexploração de si mesmo.

Vocês estão seguros, por exemplo, de que nunca tiveram relação com outra mulher? Estão seguros de que jamais dormiram com outra mulher?

Estão seguros de que jamais adulteraram, nem nesta nem em passadas existências? Claro que não. Porque todos, no passado, fomos adúlteros e fornicários, isso é claro.

Chega-se à conclusão de que também fomos fornicários e adúlteros, então com que autoridade julga-se a mulher? Por que fazem isso? Ao julgá-la, faz-se sem autoridade. Jesus Cristo, na parábola da mulher adúltera, disse: “Quem se sentir livre de pecado, que atire a primeira pedra!” Como ninguém atirou uma pedra e como nem Jesus se atreveu a jogar, disse para a mulher: “Mulher, onde estão aqueles que estavam te acusando? Nem eu mesmo te acuso, vai e não peques mais”.

Se nem Ele, que era perfeito, se atreveu, quem somos nós e com que autoridade o faríamos? Então, quem é que está provocando a dor e o sofrimento? Claro que é o demônio do Ciúme! É o Eu do Amor-próprio, que foi ferido mortalmente, assim como o Eu da Autoimportância, ou o Eu da Intolerância. Quando se chega à conclusão de que foram esses eus que produziram a dor, então se deve concentrar na Mãe Divina Kundalini para que Ela desintegre esses eus. Ao serem desintegrados, a dor acaba e se liberta a Consciência desse eu. Mediante o sacrifício da dor, vão se eliminando os Eus e aumentando a nossa Consciência…

Agora, suponhamos que não foi simplesmente ciúme, mas houve um adultério de verdade. Então terá de pedir divórcio, porque a Lei Divina autoriza isso. Nesse caso também se pode dizer, com absoluta certeza, que se pode sacrificar também essa dor, e dizer para si mesmo: “Bom, eu que já cometi adultério estarei seguro de que  não vou adulterar jamais? Claro que não, então por que condeno? Não tenho o direito de condenar ninguém, porque aquele que se sentir livre de pecado que jogue a primeira pedra… Então o que me proporciona a dor, se não são os eus da Intolerância, da Autoimportância, do Ciúme, do Amor-próprio?”

Com esse sacrifício da dor, e com a consequente desintegração dos eus, produz-se um aumento da Consciência, porque aquelas energias que estavam dentro da dor ficam livres, trazendo não somente paz no coração como também um aumento da porcentagem da Consciência…

Existem muitas classes de dor, como por exemplo, um insultador. O que ele provoca? O desejo de vingança imediata por causa das palavras proferidas. Mas se não nos identificarmos com os eus da Vingança, é claro que não responderemos o insulto com outro insulto. Dessa forma não nos identificaremos com os eus da Vingança, porque estes se relacionam com outros eus mais perversos, os quais, se postos sob jugo deles contra nós, promoveriam reação bem mais agressiva.

Existe em nós uma Cidade Psicológica onde vivem muitas pessoas, que são os eus psicológicos, com os seus clãs, colônias de eus muito perversos, assim como há eus mais ou menos seletos.

Caso se identifique com os eus da Vingança, estes por sua vez se identificam com outros eus de outras “turmas”, onde vivem os assassinos, ladrões etc. E ao se relacionarem com eles, estes controlam o eu da Vingança, controlam o cérebro e acabam realizando barbaridades. Por conseguinte, e por último, iremos para a cadeia…

Mas como podemos evitar para não cair em semelhantes absurdos? Não se identificando com quem nos insulta! Pode ser que aquele que nos insulta nos deixe ofendidos, causando-nos dor profunda. Então, vamos sacrificar a dor por meio da meditação… E com o auxílio da nossa Divina Mãe Kundalini, desintegraremos o eu do Orgulho e, desta forma, ao sacrificarmos a dor, nascerá em nós mais uma virtude, a da Serenidade.sacrificio-da-dor2-gnosisonline

Aprender a sacrificar as suas dores é necessário para o despertar da Consciência. Claro que não é coisa fácil, é trabalho duro, ir contra si mesmo é algo muito duro, não é doce, mas vale a pena ir contra si mesmo, porque o resultado é o despertar…

É importante ver que a capacidade de análise que possuímos não advém senão da dissolução constante do Ego. Quando temos um Ego muito torpe e quando desintegramos um eu desse Ego, a Essência que estava presa nesse eu fica livre, aumentando, assim, a nossa inteligência.

Mas aquele que tem Ego e acredita que é inteligente, não é inteligente. Pensa que é, mas não o é. Poderá ser um intelectual ilustrado, com inúmeros diplomas, mas a inteligência é outra coisa. Temos de fazer uma diferenciação entre intelectual e inteligente.

Eu, quando tinha Ego, pensava que possuía grande capacidade de análise, mas depois que destruí o Ego vim a compreender que naquela época a minha capacidade de análise era incipiente e eu acreditava que era gigantesca por ter lido muito. Só o tempo veio me demonstrar que não era tão grande como eu pensava.

O mais importante na vida é ter essa capacidade de Autorreflexão Evidente do Ser, que aflora com a aniquilação do Ego… só assim poderemos ver as coisas mais claramente.

Por isso é que existem nove classes de Razão Objetiva, que se fundamentam na Consciência. Como poderemos saber ou conhecer o grau de desenvolvimento da Razão Objetiva ou Mente Interior das pessoas? Através dos cornos, ou chifres. Se aparecer um tridente na testa, trata-se de um Liberado da Razão objetiva de primeiro grau; se aparecerem dois tridentes, essa pessoa estaria no Segundo Grau da Razão Objetiva; três tridentes, Terceiro Grau; quatro tridentes, quarto grau; cinco tridentes, já é venerável em todo o Megalocosmo; se aparecerem seis tridentes, terá alcançado o grau, como disse Gurdjieff, de “Sagrado Anklad”. Só possui os seis Tridentes quem realizou a Grande Obra, ninguém mais, porque este sexto grau é até onde a Razão Objetiva pode chegar, que é o Eterno Pai Cósmico Comum, mas ainda existem três graus a mais.

Quando se chega ao Nono Grau de desenvolvimento da Mente Interior, atingiu-se toda a plenitude e pode-se submergir no seio do Eterno Pai Cósmico Comum. Dessa forma, conhece-se o grau de desenvolvimento da Razão Objetiva pelos “Tridentes dos Chifres”. Alguém poderia dizer que os demônios também os possuem. Em todos os casos existem os prós e os contras. Assim como a eletricidade pode servir para o bem, como também para matar…

Hoje em dia, as pessoas estão convertidas em diabos, que, vistas interiormente, com o Sentido da Auto-Observação psicologicamente desenvolvida, pode-se ver um verdadeiro diabo nessas pessoas…

Mas quando começamos a desintegrar o Ego, ele começa a ficar branco. Quando se sacrificam os próprios sofrimentos, ele começa a branquear, e quando desintegramos completamente o Ego, ele resplandece gloriosamente e se integra ao Iniciado, transformando-se num Arcanjo.

Mas isso não se consegue da noite para o dia, mas sim, mediante um trabalho consciente para o desenvolvimento da Razão Objetiva, através da desintegração dos agregados psíquicos, despertando assim as Partes da nossa Consciência.

Já lhes disse anteriormente que possuímos Três Mentes: a Sensual, que elabora os seus conceitos com os dados vindos do exterior, entrando pelos nossos sentidos. Desta maneira, ela não sabe nada da Verdade, nem de Deus, nem do Universo, aí está a verdadeira razão subjetiva. A Mente Intermediária é onde estão depositadas todas as crenças e que por sua vez também nada saber sobre o Real.

E, por último, a Mente Interior, que é o veículo da Consciência, e conforme esta vai despertando, a Mente Interior vai se desenvolvendo nos seus processos analíticos objetivos de uma forma extraordinária.

De maneira que se chegar ao desenvolvimento total do Nono Grau, ou seja, chegar a possuir os Nove Tridentes dos Chifres de seu Lúcifer Particular e Individual, indubitavelmente tornar-se-á absolutamente consciente do Real e da Verdade, um Deus…

Conforme vamos acrescentando as porcentagens da Consciência, vamos “matando” o karma. Eliminamos o karma, por exemplo, de nos tornarmos conscientes da dor que um negócio malfeito produziu, descobriremos que o eu do Egoísmo estava ativo. Então, se o desintegramos, “mata-se” o karma relativo a ele.

sacrificio-da-dor3-gnosisonlinePor exemplo, roubaram o seu dinheiro? Logo vem a angústia, um espantoso sofrimento, ficou-se sem dinheiro, e agora o que eu faço? Vejamos quem produziu a dor: o ladrão, vocês dirão; mas se nos autoexplorarmos, descobriremos que dentro de nós está o eu do Apego, como também, por detrás dele está o eu do Temor, pois exclamamos: “E agora, o que farei sem o meu dinheiro?” De maneira que os eus do Apego e do Temor produzem angústias, mas se praticarmos a meditação para sacrificar a dor, compreenderemos que o dinheiro é passageiro, que as coisas materiais são vãs e ilusórias.

E dessa forma tornamo-nos conscientes dessa verdade, e essa verdade não fica no intelecto mas sim na Consciência, pois compreendemos que estávamos apegados ao dinheiro e tínhamos o medo de nos ver sem o dinheiro diante dos problemas da vida. Ao nos propormos a acabar com os eus do Temor e o Apego, sacrificando esses eus, desaparece a dor e acumulamos mais uma parcela porcentual na nossa Consciência…

Não foi o ladrão quem produziu a dor, ele só foi um veículo, a dor foi produzida pelos eus do temor e do apego. Se não sacrificarmos as nossas dores, jamais seremos felizes… A grande verdade é que somente os Tridentes de Lúcifer podem nos indicar com exatidão o Caminho, porque é Ele, Lúcifer, que nos dá o impulso e o material para a Grande Obra…

Cristo-Lúcifer desce até os nossos Infernos Atômicos parar servir de escada para subirmos aos Mundos Superiores do Ser…

Paz Inverencial!

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