E.F.T.

Por que os homens buscam tão pouco o autoconhecimento?

Nos cursos que ministro com temas relacionados ao autoconhecimento e a EFT sempre temos um número de mulheres muito superior ao de homens. Na média, apenas 20% dos alunos é do sexo masculino. Essa proporção também se confirma na nossa página do facebook.

As alunas sempre me perguntam a razão de ter tão poucos homens. Eu costumo responder brincando: “é porque as mulheres são mais problemáticas dos que os homens!”. Elas ficam zangadas comigo, mas é claro que é apenas uma brincadeira.

A maioria das pessoas, mesmo entre as mulheres, não entende a profunda influência que as emoções exercem na nossa vida. Como elas afetam diretamente as nossa escolhas, os relacionamentos, os ganhos financeiros e a saúde física.

Não estou falando somente das emoções que sentimos no momento quando estamos estressados, tristes ou com raiva. Nesses casos, boa parte das pessoas percebe a influência negativa que as emoções exercem. Estou falando do acúmulo de toda a carga emocional que fica gravado no nosso inconsciente pelas experiências que passamos durante a vida.

Por alguma razão, as mulheres têm um contato maior com seus sentimentos. Elas percebem melhor do que dos homens seus estados emocionais e são culturalmente mais livres para falar sobre isso e expressar o que sentem.

A mulher tem também uma percepção melhor do que acontece no próprio corpo, e é no corpo que a emoção é sentida. Nosso organismo produz uma química para cada sentimento produzido. Essa química entra na corrente sanguínea e provoca reações no corpo físico. Ao invés de ficar somente com sua atenção focada na mente e nos pensamentos, a mulher consegue prestar atenção de forma mais ampla em todo o seu ser – mente e corpo.

Por ter essa percepção maior das suas emoções e do corpo, intuitivamente, as mulheres sabem que os sentimentos têm uma grande importância e influência em suas vidas. Pelo menos sabem mais do que os homens.

Já os homens estão com sua atenção mais focada na mente e nos pensamentos. Tem mais dificuldade de perceber o corpo e as sensações que as emoções provocam. Culturalmente são mais reprimidos e ensinados a não demonstrar sentimentos, o que os prende na mente ainda mais.

Por tudo isso, os homens são mais “analfabetos emocionais” do que as mulheres. Não percebendo a força enorme que as emoções não resolvidas têm na sua vida, investem apenas no conhecimento intelectual e na parte racional para ter sucesso profissional e pessoal.

Entretanto, sabemos que os nossos pensamentos e ações são guiados pela emoções consciente e inconscientes que sentimos, muito mais do que pela mente racional. Alguém que tenha passado por uma forte experiência de rejeição na infância fará escolhas equivocadas nos relacionamentos, tenderá a se sabotar e perder boas oportunidades profissionais por sentir que não merece ou não tem valor etc..

Ainda que, racionalmente, essa pessoa queira melhorar sua vida, ela faz ou deixa de fazer coisas que acabam lhe prejudicando. Se nossas ações fossem guiadas pela mente racional, ninguém fumaria, nem beberia em excesso e não haveria consumo de drogas, pois, todos sabem que essas coisas fazem mal. Além disso todo mundo faria exercícios diariamente, dormiria as horas necessárias e seria organizado.

Mesmo quem não passou por fortes traumas, carrega também uma série de emoções negativas menos intensas do seu histórico de vida, e essa carga também afeta as escolhas de uma forma não desejável.

O inconsciente é vasto, profundo, invisível, mas muito poderoso. O homem tende a acreditar mais naquilo que ele vê, e não no que sente, nem em forças inconscientes que também não podem ser visualizadas. Essa falta de percepção daquilo que é invisível, mas profundamente influente, o faz valorizar mais o intelecto. O homem fica preso, focado em um aspecto muito pequeno do seu ser, que é mente racional. Sendo assim, muitos acham que é bobagem cuidar do emocional. Coisa apenas para pessoas “problemáticas”.

De certa forma, as mulheres são mais evoluídas. Elas também são mais abertas para pedir e receber ajuda. Reconhecem suas falhas e fraquezas com mais facilidade, por isso vão em busca de trabalhos terapeuticos e cursos de autoconhecimento que possam ajudá-las, sem preconceito. Isso também as faz ter mais facilidade de ir ao médico para cuidar da saúde.

Para muitos homens, reconhecer suas falhas e fraquezas e pedir ajuda é quase o mesmo que se humilhar. Quando um homem se perde em um lugar qualquer, ele prefere encontrar sozinho a saída. Prefere consultar um mapa ao invés de pedir informação. A mulher, rapidamente, pede informação para alguém. O homem se estiver do lado, repreende-a e diz que não precisa ou fica com vergonha.

Mas, felizmente, as coisas estão mudando. Afinal de contas, 20% de público masculino já é alguma coisa interessante. Duvido que isso fosse possível há 20 anos.

Vemos hoje empresas que investem em treinamentos que trazem autoconhecimento e abordam aspectos emocionais para funcionários de alto escalão, geralmente homens. Os dirigentes dessas empresas estão começando a entender que, para ser um bom líder, gerente ou vendedor, é preciso estar em paz consigo mesmo. O mesmo é válido para que possamos ser um bom pai, marido ou amigo. E não é possível estar bem consigo mesmo quando estamos carregados de sentimentos negativos acumulados do passado.

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