Escutando Sentimentos

Do livro : Escutando Sentimentos

Wanderley de Oliveira

O que sentimos sobre nós?

Os sentimentos que mais necessitamos compreender para nossa harmonia são aqueles que dizem respeito a nós próprios.

O que sentimos sobre nós? Qual a relação afetiva que  temos conosco? Como temos tratado a nós mesmos?

A partir de uma viagem nesse desconhecido mundo íntimo, faremos descobertas fascinantes e primordiais para uma integração harmoniosa com a Lei Divina e o próximo.

Mas como começar essa viagem de auto-encontro em favor da consolidação de uma relação pacífica e amorosa conosco?

Como trabalhar a aplicação do auto-amor?

Façamos, inicialmente, algumas indagações:

Que fatores íntimos determinam a nossa dependência de situações e pessoas? Que causas emocionais ou psicológicas podem afastar-nos do desejo de sermos criativos e espontâneos? O que nos impede de avançar em direção aos nossos sonhos íntimos de realização e felicidade?

O que realmente queremos da vida?

O primeiro ato educativo na construção de valor pessoal é diluir a ilusão da inferioridade.

Buscar as raízes do desamor que usamos conosco. O Criador nos ama como estamos. Temos um nobre significado para Deus.

Somente nós, por enquanto, ainda não descobrimos o real valor que possuímos.

Então, vamos continuar com as indagações:

Se Deus me ama em profundidade, por que não me sinto digno?

Que lições eu tenho que aprender quando me sinto inferior? Porque determinada atitude ou acontecimento me faz sentir inferior? Porque o julgamento de valor que o outro tem por mim é mais importante que o meu próprio?

Quando não cultivamos o auto-amor, os julgamentos alheios constituem espessas algemas nas mais nobres aspirações. Quem se ama sabe se defender sem fugas e ter respostas emocionais inteligentes e serenas aos estímulos do meio. Não crescemos sem conviver, mas isso não significa que devemos permitir a outrem ultrapassar os limites em relação à nossa intimidade.

Em inúmeras ocasiões, é mais cômodo se ajustar a muitos julgamentos que acreditar nos nossos ideais pessoais e nos nossos sentimentos.

É necessário investir na erradicação da acomodação em busca da solidificação da autonomia psicológica em favor da liberdade que ansiamos.

Um impedimento frequente na construção da autonomia é o medo da rejeição – uma das graves consequências da baixa auto-estima.

Na baixa auto-estima vibra uma pergunta frequente:  qual o conceito que farão de nós a partir do instante em que decidirmos por um caminho afinado com o que sentimos e pensamos ?

A necessidade da aprovação alheia é extremamente enraizada na vida emocional. Todas as pessoas e suas respectivas ideias  a nosso respeito merecem carinho e consideração, respeito e fraternidade. Porém, necessário é refletir sobre a concessão que damos a outrem no direito de nos ‘aprovar’ e/ou ’reprovar’.

Devemos aprender o respeito incondicional para conosco.

Uma vez alfabetizados pelo coração, passaremos a fruir  uma vida mais plena, felizes com nossa condição, permitindo-nos evoluir com naturalidade, sem condenações e severidade.

O Espiritismo é remédio para nossas dores e roteiro para  libertação de nossas consciências, entretanto, a maioridade espiritual nas atitudes, somente florescerá ao renovarmos o modo de sentir a nós, ao próximo e a vida.

Amigos queridos, em nossos próximos encontros estaremos em busca da nossa “identidade” junto aos ensinamentos de Ermance Dufaux.

Estamos abrindo mais um livro: Escutando Sentimentos.

Espero que gostem.

Beijocas ❤ !!

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