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1.     A Divina Comédia -Dante Alighieri
2.    
A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3.    
Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4.    
Dom Casmurro -Machado de Assis
5.    
Cancioneiro -Fernando Pessoa
6.    
Romeu e Julieta -William Shakespeare
7.    
A Cartomante -Machado de Assis
8.    
Mensagem -Fernando Pessoa
9.    
A Carteira -Machado de Assis
10.    
A Megera Domada -William Shakespeare
11.    
A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
12.    
Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
13.    
O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
14.    
Dom Casmurro -Machado de Assis
15.    
Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
16.    
Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
17.    
Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
18.    
A Carta -Pero Vaz de Caminha
19.    
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
20.    
Macbeth -William Shakespeare
21.    
Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
22.    
A Tempestade -William Shakespeare
23.    
O pastor amoroso -Fernando Pessoa
24.    
A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
25.    
Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
26.    
A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
27.    
O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
28.    
O Mercador de Veneza -William Shakespeare
29.    
A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
30.    
Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
31.    
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
32.    
A Mão e a Luva -Machado de Assis
33.    
Arte Poética -Aristóteles
34.    
Conto de Inverno -William Shakespeare
35.    
Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
36.    
Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
37.    
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
38.    
A Metamorfose -Franz Kafka
39.    
A Cartomante -Machado de Assis
40.    
Rei Lear -William Shakespeare
41.    
A Causa Secreta -Machado de Assis
42.    
Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
43.    
Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
44.    
Júlio César -William Shakespeare
45.    
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
46.    
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
47.    
Cancioneiro -Fernando Pessoa
48.    
Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
49.    
A Ela -Machado de Assis
50.    
O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
51.    
Dom Casmurro -Machado de Assis
52.    
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
53.    
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
54.    
Adão e Eva -Machado de Assis
55.    
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
56.    
A Chinela Turca -Machado de Assis
57.    
As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
58.    
Poemas Selecionados -Florbela Espanca
59.    
As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
60.    
Iracema -José de Alencar
61.    
A Mão e a Luva -Machado de Assis
62.    
Ricardo III -William Shakespeare
63.    
O Alienista -Machado de Assis
64.    
Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
65.    
A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
66.    
A Carteira -Machado de Assis
67.    
Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
68.    
Senhora -José de Alencar
69.    
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
70.    
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
71.    
A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
72.    
Sonetos -Luís Vaz de Camões
73.    
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
74.    
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
75.    
Iracema -José de Alencar
76.    
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
77.    
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
78.    
O Guarani -José de Alencar
79.    
A Mulher de Preto -Machado de Assis
80.    
A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
81.    
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
82.    
A Pianista -Machado de Assis
83.    
Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
84.    
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
85.    
A Herança -Machado de Assis
86.    
A chave -Machado de Assis
87.    
Eu -Augusto dos Anjos
88.    
As Primaveras -Casimiro de Abreu
89.    
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
90.    
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
91.    
Quincas Borba -Machado de Assis
92.    
A Segunda Vida -Machado de Assis
93.    
Os Sertões -Euclides da Cunha
94.    
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
95.    
O Alienista -Machado de Assis
96.    
Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
97.    
Medida Por Medida -William Shakespeare
98.    
Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
99.    
A Alma do Lázaro -José de Alencar
100.    
A Vida Eterna -Machado de Assis
101.    
A Causa Secreta -Machado de Assis
102.    
14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
103.    
Divina Comedia -Dante Alighieri
104.    
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
105.    
Coriolano -William Shakespeare
106.    
Astúcias de Marido -Machado de Assis
107.    
Senhora -José de Alencar
108.    
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
109.    
Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110.    
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
111.    
A ‘Não-me-toques’ ! -Artur Azevedo
112.    
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
113.    
Obras Seletas -Rui Barbosa
114.    
A Mão e a Luva -Machado de Assis
115.    
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
116.    
Aurora sem Dia -Machado de Assis
117.    
Édipo-Rei -Sófocles
118.    
O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
119.    
Pai Contra Mãe -Machado de Assis
120.    
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
121.    
Tito Andrônico -William Shakespeare
122.    
Adão e Eva -Machado de Assis
123.    
Os Sertões -Euclides da Cunha
124.    
Esaú e Jacó -Machado de Assis
125.    
Don Quixote -Miguel de Cervantes
126.    
Camões -Joaquim Nabuco
127.    
Antes que Cases -Machado de Assis
128.    
A melhor das noivas -Machado de Assis
129.    
Livro de Mágoas -Florbela Espanca
130.    
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
131.    
A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
132.    
Helena -Machado de Assis
133.    
Contos -José Maria Eça de Queirós
134.    
A Sereníssima República -Machado de Assis
135.    
Iliada -Homero
136.    
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
137.    
A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
138.    
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
139.    
Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140.    
Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
141.    
Anedota Pecuniária -Machado de Assis
142.    
A Carne -Júlio Ribeiro
143.    
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
144.    
Don Quijote -Miguel de Cervantes
145.    
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
146.    
A Semana -Machado de Assis
147.    
A viúva Sobral -Machado de Assis
148.    
A Princesa de Babilônia -Voltaire
149.    
O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
150.    
Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
151.    
Papéis Avulsos -Machado de Assis
152.    
Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
153.    
Cartas D’Amor -José Maria Eça de Queirós
154.    
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
155.    
Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
156.    
Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
157.    
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
158.    
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
159.    
Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
160.    
Almas Agradecidas -Machado de Assis
161.    
Cartas D’Amor – O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
162.    
Contos Fluminenses -Machado de Assis
163.    
Odisséia -Homero
164.    
Quincas Borba -Machado de Assis
165.    
A Mulher de Preto -Machado de Assis
166.    
Balas de Estalo -Machado de Assis
167.    
A Senhora do Galvão -Machado de Assis
168.    
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
169.    
A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
170.    
Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
171.    
CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
172.    
Cinco Minutos -José de Alencar
173.    
Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
174.    
Lucíola -José de Alencar
175.    
A Parasita Azul -Machado de Assis
176.    
A Viuvinha -José de Alencar
177.    
Utopia -Thomas Morus
178.    
Missa do Galo -Machado de Assis
179.    
Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
180.    
História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
181.    
Hamlet -William Shakespeare
182.    
A Ama-Seca -Artur Azevedo
183.    
O Espelho -Machado de Assis
184.    
Helena -Machado de Assis
185.    
As Academias de Sião -Machado de Assis
186.    
A Carne -Júlio Ribeiro
187.    
A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
188.    
Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
189.    
Antes da Missa -Machado de Assis
190.    
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
191.    
A Carta -Pero Vaz de Caminha
192.    
LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
193.    
A mulher Pálida -Machado de Assis
194.    
Americanas -Machado de Assis
195.    
Cândido -Voltaire
196.    
Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
197.    
El Arte de la Guerra -Sun Tzu
198.    
Conto de Escola -Machado de Assis
199.    
Redondilhas -Luís Vaz de Camões
200.    
Iluminuras -Arthur Rimbaud
201.    
Schopenhauer -Thomas Mann
202.    
Carolina -Casimiro de Abreu
203.    
A esfinge sem segredo -Oscar Wilde
204.    
Carta de Pero Vaz de Caminha. -Pero Vaz de Caminha
205.    
Memorial de Aires -Machado de Assis
206.    
Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
207.    
A última receita -Machado de Assis
208.    
7 Canções -Salomão Rovedo
209.    
Antologia -Antero de Quental
210.    
O Alienista -Machado de Assis
211.    
Outras Poesias -Augusto dos Anjos
212.    
Alma Inquieta -Olavo Bilac
213.    
A Dança dos Ossos -Bernardo Guimarães
214.    
A Semana -Machado de Assis
215.    
Diário Íntimo -Afonso Henriques de Lima Barreto
216.    
A Casadinha de Fresco -Artur Azevedo
217.    
Esaú e Jacó -Machado de Assis
218.    
Canções e Elegias -Luís Vaz de Camões
219.    
História da Literatura Brasileira -José Veríssimo Dias de Matos
220.    
A mágoa do Infeliz Cosme -Machado de Assis
221.    
Seleção de Obras Poéticas -Gregório de Matos
222.    
Contos de Lima Barreto -Afonso Henriques de Lima Barreto
223.    
Farsa de Inês Pereira -Gil Vicente
224.    
A Condessa Vésper -Aluísio de Azevedo
225.    
Confissões de uma Viúva -Machado de Assis
226.    
As Bodas de Luís Duarte -Machado de Assis
227.    
O LIVRO D’ELE -Florbela Espanca
228.    
O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
229.    
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
230.    
Lira dos Vinte Anos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
231.    
A Orgia dos Duendes -Bernardo Guimarães
232.    
Kamasutra -Mallanâga Vâtsyâyana
233.    
Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
234.    
A Bela Madame Vargas -João do Rio
235.    
Uma Estação no Inferno -Arthur Rimbaud
236.    
Cinco Mulheres -Machado de Assis
237.    
A Confissão de Lúcio -Mário de Sá-Carneiro
238.    
O Cortiço -Aluísio Azevedo
239.    
RELIQUIAE -Florbela Espanca
240.    
Minha formação -Joaquim Nabuco
241.    
A Conselho do Marido -Artur Azevedo
242.    
Auto da Alma -Gil Vicente
243.    
345 -Artur Azevedo
244.    
O Dicionário -Machado de Assis
245.    
Contos Gauchescos -João Simões Lopes Neto
246.    
A idéia do Ezequiel Maia -Machado de Assis
247.    
AMOR COM AMOR SE PAGA -França Júnior
248.    
Cinco minutos -José de Alencar
249.    
Lucíola -José de Alencar
250.    
Aos Vinte Anos -Aluísio de Azevedo
251.    
A Poesia Interminável -João da Cruz e Sousa
252.    
A Alegria da Revolução -Ken Knab
253.    
O Ateneu -Raul Pompéia
254.    
O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos -Afonso Henriques de Lima Barreto
255.    
Ayres e Vergueiro -Machado de Assis
256.    
A Campanha Abolicionista -José Carlos do Patrocínio
257.    
Noite de Almirante -Machado de Assis
258.    
O Sertanejo -José de Alencar
259.    
A Conquista -Coelho Neto
260.    
Casa Velha -Machado de Assis
261.    
O Enfermeiro -Machado de Assis
262.    
O Livro de Cesário Verde -José Joaquim Cesário Verde
263.    
Casa de Pensão -Aluísio de Azevedo
264.    
A Luneta Mágica -Joaquim Manuel de Macedo
265.    
Poemas -Safo
266.    
A Viuvinha -José de Alencar
267.    
Coisas que Só Eu Sei -Camilo Castelo Branco
268.    
Contos para Velhos -Olavo Bilac
269.    
Ulysses -James Joyce
270.    
13 Oktobro 1582 -Luiz Ferreira Portella Filho
271.    
Cícero -Plutarco
272.    
Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
273.    
Confissões de uma Viúva Moça -Machado de Assis
274.    
As Religiões no Rio -João do Rio
275.    
Várias Histórias -Machado de Assis
276.    
A Arrábida -Vania Ribas Ulbricht
277.    
Bons Dias -Machado de Assis
278.    
O Elixir da Longa Vida -Honoré de Balzac
279.    
A Capital Federal -Artur Azevedo
280.    
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
281.    
As Forças Caudinas -Machado de Assis
282.    
Coração, Cabeça e Estômago -Camilo Castelo Branco
283.    
Balas de Estalo -Machado de Assis
284.    
AS VIAGENS -Olavo Bilac
285.    
Antigonas -Sofócles
286.    
A Dívida -Artur Azevedo
287.    
Sermão da Sexagésima -Pe. Antônio Vieira
288.    
Uns Braços -Machado de Assis
289.    
Ubirajara -José de Alencar
290.    
Poética -Aristóteles
291.    
Bom Crioulo -Adolfo Ferreira Caminha
292.    
A Cruz Mutilada -Vania Ribas Ulbricht
293.    
Antes da Rocha Tapéia -Machado de Assis
294.    
Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
295.    
Histórias da Meia-Noite -Machado de Assis
296.    
Via-Láctea -Olavo Bilac
297.    
O Mulato -Aluísio de Azevedo
298.    
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
299.    
Os Escravos -Antônio Frederico de Castro Alves
300.    
A Pata da Gazela -José de Alencar
301.    
BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA -Alcântara Machado
302.    
Vozes d’África -Antônio Frederico de Castro Alves
303.    
Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
304.    
O que é o Casamento? -José de Alencar
305.    
A Harpa do Crente -Vania Ribas Ulbricht

UMA MENSAGEM A
GARCIA
Apologia do Autor – ELBERT
HUBBARD(*)
Esta insignificância literária, UMA MENSAGEM A
GARCIA, escrevi-a uma noite, depois do jantar, em uma hora. Foi a 22 de
fevereiro de 1899, aniversário natalício de Washington, e o número de março da
nossa revista “Philistine” estava prestes a entrar no prelo. Encontrava-me com
disposição de escrever, e o artigo brotou espontâneo do meu coração, redigido,
como foi, depois de um dia afanoso, durante o qual tinha procurado convencer
alguns moradores um tanto renitentes do lugar, que deviam sair do estado
comatoso em que se compraziam, esforçando-se por incutir-lhes
radioatividade.
A idéia original, entretanto, veio-me de um
pequeno argumento ventilado pelo meu filho Bert, ao tomarmos café, quando ele
procurou sustentar ter sido Rowan o verdadeiro herói da Guerra de Cuba. Rowan
pôs-se a caminho só e deu conta do recado – levou a mensagem a Garcia. Qual
centelha luminosa, a idéia assenhoreou-se de minha mente. É verdade, disse
comigo mesmo, o rapaz tem toda a razão, o herói é aquele que dá conta do recado
que leva a mensagem a Garcia.
Levantei-me da mesa e escrevi “Uma mensagem a
Garcia” de uma assentada. Entretanto liguei tão pouca importância a este artigo,
que até foi publicado na Revista sem qualquer título. Pouco depois da edição ter
saído do prelo, começaram a afluir pedidos para exemplares adicionais do número
de Março do “Philistine”: uma dúzia, cinquenta, cem, e quando a American News
Company encomendou mais mil exemplares, perguntei a um dos meus empregados qual
o artigo que havia levantado o pó cósmico.
– “Esse de Garcia” – retrucou-me
ele.
No dia seguinte chegou um telegrama de George H.
Daniels, da Estrada de Ferro Central de Nova York, dizendo: “Indique preço para
cem mil exemplares artigo Rowan, sob forma folheto, com anúncios estrada de
ferro no verso. Diga também até quando pode fazer entrega “.
Respondi indicando o preço, e acrescentando que
podia entregar os folhetos dali a dois anos. Dispúnhamos de facilidades
restritas e cem mil folhetos afiguravam-se-nos um empreendimento de
monta.
O resultado foi que autorizei o Sr. Daniels a
reproduzir o artigo conforme lhe aprouvesse. Fê-lo então em forma de folhetos, e
distribuiu-os em tal profusão que, duas ou três edições de meio milhão se
esgotaram rapidamente. Além disso, foi o artigo reproduzido em mais de duzentas
revistas e jornais. Tem sido traduzido, por assim dizer, em todas as línguas
faladas.
Aconteceu que, justamente quando o Sr. Daniels
estava fazendo a distribuição da Mensagem a Garcia, o Príncipe Hilakoff, Diretor
das Estradas de Ferro Russas, se encontrava neste país. Era hóspede da Estrada
de Ferro Central de Nova York, percorrendo todo o país acompanhando o Sr.
Daniels. O príncipe viu o folheto, que o interessou, mais pelo fato de ser o
próprio Sr. Daniels quem o estava distribuindo em tão grande quantidade, que
propriamente por qualquer outro motivo.
Como quer que seja, quando o príncipe regressou à
sua Pátria mandou traduzir o folheto para o russo e entregar um exemplar a cada
empregado de estrada de ferro na Rússia. O breve trecho foi imitado por outros
países; da Rússia o artigo passou para a Alemanha, França, Turquia, Hindustão e
China. Durante a guerra entre Rússia e o Japão, foi entregue um exemplar da
“Mensagem a Garcia” a cada soldado russo que se destinava ao front.
Os japoneses, ao encontrar os livrinhos em poder
dos prisioneiros russos, chegaram à conclusão que havia de ser cousa boa, e não
tardaram em vertê-lo para o japonês. Por ordem do Mikado foi distribuído um
exemplar a cada empregado, civil ou militar do Governo Japonês.
Para cima de quarenta milhões de exemplares de
“Uma Mensagem a Garcia” têm sido impressos, o que é sem dúvida a maior
circulação jamais atingida por qualquer trabalho literário durante a vida do
autor, graças a uma série de circunstâncias felizes. – E. H.
East Aurora, dezembro 1, 1913
Uma Mensagem a
Garcia
Em todo este caso cubano, um homem se destaca no
horizonte de minha memória como o planeta Marte no seu periélio. Quando irrompeu
a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era
comunicar-se rapidamente com o chefe dos insurretos, Garcia, que se sabia
encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se
pudesse precisar exatamente onde. Era impossível comunicar-se com ele pelo
correio ou pelo telégrafo. No entanto, o Presidente tinha que tratar de
assegurar-se da sua colaboração, e isto o quanto antes. Que fazer?
Alguém lembrou ao Presidente: “Há um homem
chamado Rowan; e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan
“.
Rowan foi trazido à presença do Presidente, que
lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. De como este
homem, Rowan, tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a sobre
o peito, e, após quatro dias, saltou, de um barco sem coberta, alta noite, nas
costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão, para depois de três semanas,
surgir do outro . lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e
entregando a carta a Garcia – são cousas que não vêm ao caso narrar aqui
pormenorizadamente. O ponto que desejo frisar é este: Mac Kinley deu a Rowan uma
carta para ser entregue a
Garcia; Rowan pegou da carta e nem sequer
perguntou: ” Onde é que ele está?”
Hosannah! Eis aí um homem cujo busto merecia ser
fundido em bronze imarcescível e sua estátua colocada em cada escola do país.
Não é de sabedoria livresca que a juventude precisa, nem instrução sobre isto ou
aquilo. Precisa, sim, de um endurecimento das vértebras, para poder mostrar-se
altivo no exercício de um cargo; para atuar com diligência, para dar conta do
recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia.
O General Garcia já não é deste mundo, mas há
outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma
empresa, em que a ajuda de muitos se torne precisa, têm sido poupados momentos
de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de grande número de homens, ante a
inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada cousa
e fazê-la.
Assistência irregular, desatenção tola,
indiferença irritante e trabalho mal feito parecem ser a regra geral. Nenhum
homem pode ser verdadeiramente bem sucedido, salvo se lançar mão de todos os
meios ao seu alcance, quer da força, quer do suborno, para obrigar outros homens
a ajudá-lo, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia, faça um
milagre enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz.
Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova. Estás
sentado no teu escritório, rodeado de meia dúzia de empregados. Pois bem, chama
um deles e pede-lhe: “Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e de me
fazer uma descrição sucinta da vida de Corrégio “.
Dar-se-á o caso do empregado dizer calmamente:
“Sim, Senhor” e executar o que se lhe pediu?
Nada disso! Olhar-te-á perplexo e de soslaio para
fazer uma ou mais das seguintes perguntas:
Quem é ele?
Que enciclopédia?
Onde é que está a enciclopédia? Fui eu acaso
contratado para fazer isso ?
Não quer dizer Bismark?
E se Carlos o fizesse?
Já morreu?
Precisa disso com urgência?
Não será melhor que eu traga o livro para que o
senhor mesmo procure o que quer?
Para que quer saber isso ?
E aposto dez contra um que, depois de haveres
respondido a tais perguntas, e explicado a maneira de procurar os dados pedidos
e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o
ajude a encontrar Garcia, e, depois voltará para te dizer que tal homem não
existe. Evidentemente, pode ser que eu perca a aposta; mas, segundo a lei das
médias, jogo na certa. Ora, se fores prudente, não te darás ao trabalho de
explicar ao teu “ajudante” que Corrégio se escreve com “C” e não com “K “, mas
limitar-te-ás a dizer meigamente, esboçando o melhor sorriso.` “Não faz mal; não
se incomode “, e, dito isto, levantar-te-ás e procurarás tu mesmo. E esta
incapacidade de atuar independentemente, esta inépcia moral, esta invalidez da
vontade, esta atrofia de disposição de solicitamente se pôr em campo e agir –
são as cousas que recuam para um futuro tão remoto o advento do socialismo puro.
Se os homens não tomam a iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão
quando o resultado do seu esforço redundar em benefício de todos? Por enquanto
parece que os homens ainda precisam de ser feitorados. O que mantém muito
empregado no seu posto e o faz trabalhar é o medo de se não o fizer, ser
despedido no, fim do mês. Anuncia precisar de um taquígrafo, e nove entre dez
candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar – e; o que é mais, pensam
que não é necessário sabê-lo.
Poderá uma pessoa destas escrever uma carta a
Garcia?
“Vê aquele guarda-livros”, dizia-me o chefe de
uma grande, fábrica.
“Sim, que tem? “
“É um excelente guarda-livros. Contudo, se eu o
mandasse, fazer um recado, talvez se desobrigasse da incumbência a contento, mas
também podia muito bem ser que no caminho entrasse em duas ou três casas de
bebidas, e que, quando chegasse ao seu destino, já não se recordasse da
incumbência que lhe fora dada “.
Será possível confiar-se a um tal homem uma carta
para entregá-la a Garcia?
Ultimamente temos ouvido muitas expressões
sentimentais externando simpatia para com os pobres entes que mourejam de sol a
sol, para com os infelizes desempregados à cata do trabalho honesto, e tudo
isto, quase sempre, entremeado de muita palavra dura para com os homens que
estão no poder.
Nada se diz do patrão que envelhece antes do
tempo, num baldado esforço para induzir eternos desgostosos e descontentes a
trabalhar conscienciosamente; nada se diz de sua longa e paciente procura de
pessoal, que, no entanto, muitas vezes nada mais faz do que “matar o tempo “,
logo que ele volta as costas. Não há empresa que não esteja despendindo pessoal
que se mostre incapaz de zelar pelos seus interesses, a fim de substituílo por
outro mais apto. E este processo de seleção por eliminação está se operando
incessantemente, em tempos adversos, com a única diferença que, quando os tempos
são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente,
pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis. É a lei da
sobrevivência do mais apto. Cada patrão, no seu próprio interesse, trata somente
de guardar os melhores – aqueles que podem levar uma mensagem a
Garcia.
Conheço um homem de aptidões realmente
brilhantes, mas sem a fibra precisa para gerir um negócio próprio e que ademais
se torna completamente inútil para qualquer outra pessoa, devido à suspeita
insana que constantemente abriga de que seu patrão o esteja oprimindo ou
tencione oprimi-lo. Sem poder mandar, não tolera que alguém o mande. Se lhe
fosse confiada uma mensagem a Garcia, retrucaria provavelmente: “Leve-a você
mesmo”.
Hoje este homem perambula errante pelas ruas em
busca de trabalho, em quase petição de miséria. No entanto, ninguém que o
conheça se aventura a dar-lhe trabalho porque é a personificação do
descontentamento e do espírito de réplica. Refratário a qualquer conselho ou
admoestação, a única cousa capaz de nele produzir algum efeito seria um bom
pontapé dado com a ponta de uma bota de número 42, sola grossa e bico
largo.
Sei, não resta dúvida, que um indivíduo
moralmente aleijado como este, não é menos digno de compaixão que um fisicamente
aleijado. Entretanto, nesta demonstração de compaixão, vertamos também uma
lágrima pelos homens que se esforçam por levar avante uma grande empresa, cujas
horas de trabalho não estão limitadas pelo som do apito e cujos cabelos ficam
prematuramente encanecidos na incessante luta em que estão empenhados contra a
indiferença desdenhosa, contra a imbecilidade crassa e a ingratidão atroz,
justamente daqueles que, sem o seu espírito empreendedor, andariam famintos e
sem lar.
Dar-se-á o caso de eu ter pintado a situação em
cores demasiado carregadas? Pode ser que sim; mas, quando todo mundo se apraz em
divagações quero lançar uma palavra de simpatia ao homem que imprime êxito a um
empreendimento, ao homem que, a despeito de uma porção de impecilhos, sabe
dirigir e coordenar os esforços de outros e que, após o triunfo, talvez
verifique que nada ganhou; nada, salvo a sua mera subsistência.
Também eu carreguei marmitas e trabalhei como
jornaleiro, como, também tenho sido patrão. Sei portanto, que alguma cousa se
pode dizer de ambos os lados.
Não há excelência na pobreza de per si; farrapos
não servem de recomendação. Nem todos os patrões são gananciosos e tiranos, da
mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos.
Todas as minhas simpatias pertencem ao homem que
trabalha conscienciosamente, quer o patrão esteja, quer não. E o homem que, ao
lhe ser confiada uma carta para Garcia, tranquilamente toma a missiva, sem fazer
perguntas idiotas, e sem a intenção oculta de jogá-la na primeira sarjeta que
encontrar, ou praticar qualquer outro feito que não seja entregá-la ao
destinatário, esse homem nunca, fica “encostado” nem tem que se declarar em
greve para, forçar um aumento de ordenado.
A civilização busca ansiosa, insistentemente,
homem nestas condições. Tudo que um tal homem pedir, ser-lhe-á de conceder.
Precisa-se dele em cada cidade, em cada vila, em cada lugarejo, em cada
escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo
inteiro praticamente se resume nisso: Precisa-se, e precisa-se com urgência de
um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia.
ELBERT HUBBARD
FONTE:
http://www.stetnet.com.br/puglisi/Mensagem_a_garcia.htm
(*) Elbert Green Hubbard (19 de junho de 1856, em Bloomington, Illinois,
EUA – 7 de maio de 1915) foi um filósofo e escritor
estadunidense.
Um dos célebres pensamentos de Elbert
Hubbard:
“Para evitar críticas, não faça nada, não diga nada, não seja
nada.”
Elbert Hubbard
—————————
Fragmentos da história de vida de Marco Aurélio
Garcia (Rio Grande do Sul, c. 1941), político brasileiro filiado ao Partido dos
Trabalhadores (PT). Professor licenciado do Departamento de História da Unicamp,
idealista de esquerda e atualmente ocupa o cargo de assessor especial da
Presidência da República para assuntos internacionais. Formado em filosofia e
direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.  Nos anos 60 foi
vice-presidente da UNE e vereador na cidade de Porto Alegre. É também comumente
conhecido por seu acrônimo MAG.
Entre 1970 e 1979 esteve exilado no Chile e
na França. Após a anistia, voltou para o Brasil e foi um dos que colaboraram na
fundação do Partido dos Trabalhadores e, em 1990, na condição de Secretário de
Relações Internacionais do PT, um dos organizadores e fundadores do Foro de São
Paulo, para reunir todos os grupos de esquerda da América Latina e do Caribe.
Foi Secretário de Cultura nos municípios de Campinas e São Paulo.
—————————–
Salvo engano, no polêmico episódio do
enriquecimento de urânio botou o povo brasileiro numa tremenda saia justa,
pois fomos nós quem colocamos o Lulalá, diferente do personagem de Elbert
Hubbard, foi o Garcia quem mandou o Lula entregar a mensagem, diga-se passar a
idéia de que nosso país defende a liberdade de agir dos aiatolás iranianos que
podem e devem utilizar a energia nuclear para fins pacíficos e deu no que
deu.
Nosso presidente fez o dever de casa igualzinho o Garcia-Marco Aurélio
queria. Salvo engano, repito, tomaram na tarraqueta.
Que pena!
DEVANIR
Um internauta visitando o site Veja.com 10 de
junho de 2010 disparou:
Amigo atômico
“Estão totalmente equivocados os que pensam que
podem levar o Irã à mesa de negociações por meio da imposição de
sanções”.
“Marco Aurélio Garcia, Homem sem Visão de
Fevereiro, explicando que os aiatolás atômicos só toparão desistir da construção
da bomba se forem tratados com gentileza por Israel e cavalheirismo pelos
Estados Unidos.”

 

 

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