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O reino subterrâneo – O mito da terra oca

Posted: 22 Jul 2013 10:00 AM PDT

Magia Cósmica

“Que o Sol te Ilumine.” (Saudação Intraterrena)

Foram citados anteriormente alguns exploradores e obras ocultistas que falam de um reino subterrâneo habitado. Porém, encontramos mais obras que falam, direta ou indiretamente, ou pelo menos usam esse tema como fundamento de seus trabalhos. Paralelamente às pesquisas esotéricas no oriente, notamos na América uma farta quantidade de tradições intraterrenas:

Trezentos e dezoito anos depois das viagens de Dante Alighieri pelas regiões inferiores da Natureza e cento e cinqüenta e três anos depois de Atanasious Kircher (autor da obra teológica Mundus Subterraneus) surge nos Estados Unidos certo capitão-de-infantaria chamado John Cleves Symmes. Conhecido nacionalmente por ter se tornado herói nas guerras contra os ingleses, assombrou a todos os seus contemporâneos com uma insólita declaração.

Em 10 de abril de 1818, o capitão Symmes, aproveitando-se de sua fama, encaminhou uma carta-circular a diversos Congressistas norte-americanos, a todas as sociedades culturais e científicas e a algumas celebridades de seu país, num total de 500 cópias. Ele afirmava enfaticamente que a Terra é Oca e possivelmente habitável.

Mundus Subterraneus, livro do Reverendo Atanasious Kirscher

Pelos termos de sua carta, por sua fama de herói nacional e pelo fato de parte dos Estados Unidos e mesmo do mundo ainda não ter sido totalmente desbravada, podemos avaliar o impacto causado por tal carta. Os termos de seu manifesto, gerando ao mesmo tempo espanto, desprezo e reflexão, foram os seguintes:

“Para todo o mundo, declaro que a Terra é oca e habitável; encerra um conjunto de esferas sólidas concêntricas, engastadas entre si, e que têm abertura nos pólos, a doze ou dezesseis graus. Dedicarei minha vida para demonstrar essa verdade e estou pronto para iniciar a exploração do vazio. Com o apoio mundial, lançar-me-ei ao empreendimento.”

No rodapé desse manifesto, como um Post Scriptum, destacava Symmes: “Terminei para a Imprensa um tratado sobre os princípios da matéria, no qual revelo as provas de minha proposta e relato os vários fenômenos…” Esse e muitos outros relatos trouxeram algumas revoluções, como nos meios que veremos agora.

Na Literatura

Enumeramos em seguida somente alguns escritores e seus romances que ficaram fascinados com as aventuras intraterrenas:

* Edgard Allan Poe (Manuscrito Encontrado numa Garrafa, 1831)
* Julio Verne (Viagem ao Centro da Terra, 1863)
* Tyssot de Patot (Vida, Aventura e Viagem do Reverendo Cordelier de Messarge, 1720: descreve a descoberta, no Polo Norte, de uma civilização ignorada, abrigada em cidades subterrâneas)
* Leon Duvall (No Centro da Terra, 1925)
* Obroutchev (Plutonia, 1924)
* Richard Bessiere (Os Sete Anos de Rea, 1962)
* Edward Bulwer-Lytton (Vril, o Poder da Raça Futura, 1871)
* Nicholas Roerich (Shambhala, 1912)

Lord Edward Bullwer-Lytton

Considerado um dos maiores escritores do Romantismo inglês, e discípulo de Eliphas Levi, Bulwer-Lytton foi autor de diversas obras, entre elas, Rienzi e Vril.

Transcreveu e adaptou o relato que lhe foi feito por um viajante americano que afirmava ter penetrado acidentalmente em uma gigantesca caverna, num ponto qualquer das Ilhas Britânicas. Dentro dessa gruta, contatou uma estranhíssima civilização, diferente de qualquer outra da superfície. Os relatos desse livro são tão fantásticos que originaram discussões entre grandes acadêmicos da época.

Vejamos em seguida a transcrição de um pequeno trecho da introdução dessa obra:

“Encontrando-me no ano de 18…, em …, fui convidado por um engenheiro com quem travara conhecimento a visitar as entranhas da caverna de …, onde ele trabalhava.

Permitam-me dizer, pois, com a brevidade possível, que acompanhei o engenheiro ao interior da mina e me senti tão estranhamente fascinado pelas suas maravilhas sombrias, e tão interessado nas explorações de meu amigo, que prolonguei minha estada nas imediações e, durante algumas semanas, desci diariamente aos poços e galerias escavados pela natureza e pelas máquinas sob a superfície da terra. O engenheiro estava convencido de que, num novo poço aberto recentemente sob sua orientação, encontrar-se-iam depósitos de riqueza mineral muito mais ricos do que os até então detectados.

Durante a perfuração desse poço, deparou-se-nos num dia uma fenda irregular e aparentemente calcinada nos lados, como se tivesse sido aberta violentamente num período distante, pela ação de fogos vulcânicos. O meu amigo mandou que o descessem numa gaiola, por essa fenda, depois de ter experimentado a atmosfera com uma lâmpada de segurança. Demorou-se quase uma hora no abismo. Quando regressou, estava muito pálido e com uma expressão pensativa e ansiosa, muito diferente da que lhe era habitual, pois se tratava de um homem franco, alegre e destemido.

Declarou sucintamente que a descida lhe parecia perigosa e não conducente a qualquer resultado. Por isso, suspendendo as operações no novo poço, regressamos a partes mais familiares. Durante todo o resto desse dia, o engenheiro pareceu preocupado com algum pensamento absorvente. Mostrou-se inusitadamente taciturno e com um ar de susto e espanto nos olhos, como se tivesse visto um fantasma. À noite, quando estávamos sentados sozinhos nas instalações que compartilhávamos perto da boca da mina, pedi ao meu amigo:

‘Conte-me francamente o que viu naquela fenda, pois tenho a certeza de que foi algo estranho e terrível. Fosse o que fosse, deixou-lhe o espírito num estado de dúvida, e em semelhantes circunstâncias duas cabeças pensam melhor que uma. Confie em mim…’

O engenheiro tentou esquivar-se às minhas perguntas. Mas como, enquanto falava, servia-se inconscientemente da garrafa de brandy, de uma maneira completamente incomum a ele, já que se tratava de um homem muito sóbrio, sua reserva foi-se dissolvendo aos poucos… Finalmente disse:

‘Vou-lhe contar. Quando a gaiola parou, encontrei-me numa saliência rochosa. Por baixo de mim, a fenda obliquava e descia a considerável profundidade, cujas trevas a lâmpada não conseguia penetrar. Mas, para minha infinita surpresa, do abismo jorrava para cima uma luz firme e brilhante. Tratar-se-ia de algum fogo vulcânico? Nesse caso eu sentiria calor. No entanto, se a tal respeito existia dúvida, era da máxima importância para a nossa segurança comum dissipá-la. Examinei os lados da descida e verifiquei que podia arriscar e confiar-me às projeções irregulares, ou saliências, pelo menos durante certa distância.

Abandonei a gaiola e comecei a descer. À medida que me aproximava mais e mais da luz, a fenda alargava e, por fim, com indizível espanto, vi uma estrada larga e plana no fundo do abismo, iluminada até onde a vista podia alcançar pelo que pareciam ser candeeiros de gás artificial, colocados a intervalos regulares, como na artéria de uma grande cidade.

E ouvi confusamente, ao longe, uma espécie de sussurro, como que de vozes humanas. Sei, evidentemente, que não trabalham nessa região mineiros de outra empresa rival. De quem poderiam ser as vozes? Que mãos humanas poderiam ter nivelado aquela estrada e disposto aqueles candeeiros?

Começou a apoderar-se de mim a crença supersticiosa, comum aos mineiros, de que vivem nas entranhas da terra gnomos e demônios. A simples idéia de continuar a descer e enfrentar os habitantes daquele profundo vale fez-me estremecer. Tampouco o poderia fazer sem cordas, pois do ponto a que chegara até o fundo do abismo, as paredes rochosas desciam, abruptas e lisas, a pique. Voltei para trás, com certa dificuldade. Bem, isso é tudo…’

Após muita discussão, os dois personagens resolvem explorar o poço. Continuando, o narrador explica o que viu no interior do vale subterrâneo:

“ A partir daí, a fenda alargava rapidamente, como a parte mais larga de um imenso funil, e eu vi perfeitamente o vale, a estrada e os candeeiros que o meu companheiro descrevera. Ele em nada exagerara. Ouvi também os sons que ele ouvira: um confuso e indescritível sussurro, que parecia produzido por vozes, e um barulho abafado, como de passos. Olhei mais para baixo, com atenção, e distingui claramente, a certa distância, os contornos de um grande edifício. Não podia tratar-se de mera rocha natural; era demasiadamente simétrico, com enormes e pesadas colunas semelhantes às egípcias e todo iluminado, como se a luz viesse do interior…

Havia campos cobertos de estranha vegetação, diferente de toda quanto vira à superficie da terra. Em vez de verde, era de um tom chumbo-baço ou um vermelho-dourado. Havia lagos e regatos que pareciam arquear-se em margens artificiais, uns de água pura e outros brilhando como poças de nafta… Por cima de mim não havia céu e sim apenas uma espécie de telhado cavernoso. Este telhado tornava-se cada vez mais alto, nas paisagens que ficavam longe, até se tornar imperceptível, oculto por um manto de neblina que se formava debaixo dele…”

Vale destacar que a maioria dos livros acima citados, e outro tantos, foram vistos na biblioteca particular de Adolf Hitler…

Na História

Existiram muitas épocas de nossa história, conhecidas ou não, onde se temiam e veneravam os habitantes das cidades subterrâneas, conhecidos como Intraterrnos. Vamos enumerar em seguida, e de forma bastante resumida, algumas tradições históricas que tenham alguma ligação com esse tema.

No Tibet, muitos altos sacerdotes afirmam que o Tashi Lama (o segundo na hierarquia budista e falecido há poucos anos) conheceu o Rei do Mundo e visitou pessoalmente o Agarthi. E afirmam ainda que ele, o Bogdo Khan e o próprio Dalai-Lama são protegidos espiritualmente pelas energias misteriosas das cidades subterrâneas. Esses exércitos, os Dharmapalas, sob as ordens diretas do mundo oculto, seriam os encarregados da proteção das castas sacerdotais tibetanas de toda violência, como o genocídio dos tibetanos pelos chineses comunistas.

Para os tibetanos, apesar de sua nação ser sempre invadida por ingleses e chineses ao longo dos séculos, esses e outros eram sempre expulsos dessas terras sagradas.

O Camboja é cenário de outra lenda. A tradição reza que o rei Kumbu, baluarte do poderoso espiritualismo cambojano e fundador das cidades sagradas de Angkor, precisou descer ao reino subterrâneo para adquirir sabedoria e orientação dos homens-serpentes (Nagas) que lá moram, a fim de dirigir honradamente seu reino…

Essa e outras histórias sobre a descida de Heróis solares ao mundo sob nossos pés tambéem podem ser interpretadas num ponto de vista simbológico: Gilgamesh, Orfeu, Ulisses, Perseu, Jesus, Dante, Samael e Hércules, entre outros, são todos os valorosos que penetram no mundo desconhecido para salvar os perdidos e adquirir mais poder. No entanto, além dos símbolos iniciáticos, algo mais se esconde nas entrelinhas…

Outra história: Guiado e abençoado por Melquisedeck (também conhecido como Rei do Mundo e no Egito como Keb), o profeta Abraão (bodhisatva do Gênio da terra Arbarman) pôde combater as cidades degeneradas de Gomorra e Sodoma. Após a derrota de tais cidades, celebrou-se um acordo, um pacto, entre o grande profeta e os seres intraterrenos. Com isso, os primitivos judeus concluíram todo o firmado para se tornarem os auxiliares diretos de Melquisedeck, transformando-se então no “Povo Eleito de Deus”.

Em base a isso, a tradição de reconquista da Terra Santa pelos judeus tornou-se, ao longo dos séculos, em determinação de retomada e manutenção de um Estado próprio no Oriente Médio, mostrando ao mundo as implicações estratégicas que o mundo já conhece…

Essas tradições não se limitam a um passado remoto. Uma determinada época da história, ainda fresca em nossa mente, foi influenciada pelo Reino Subterrâneo.

A Ordem do Thule – As décadas que precederam a Segunda Guerra Mundial são uma fonte abundante para a pesquisa dos temas intraterrenos. Relatos de exploradores e estudos no campo do conhecimento alternativo se misturaram num enorme caldeirão, que terminou por abalar profundamente o mundo: temos, por exemplo, o nazismo, que tinha como finalidade, libertar a nação germânica das influências anglo-francesas que imperaram após a Primeira Guerra Mundial (Infelizmente, além do pan-germanismo e do ocultismo teutônico, o nazismo estava marcado por fortes matizes de um horrível racismo neo-ariano).

O braço espiritual, esotérico, do partido nacional-socialista alemão se constituía por uma série de Ordens Templares: A Ordem do Vril e a Ordem do Thule eram dois dos mais influentes movimentos ocultistas que determinaram os destinos ideológicos do 3º Reich.

Essa história começou da seguinte forma: Em 1918, o conhecido Barão von Sebottendorf cria uma filiação chamada Thule Gesellschaft, onde aderem imediatamente Goebbels, Rudolf Hess, Rosemberg e o próprio Hitler, provavelmente o único plebeu no meio de um grupo de aristocratas. Na Ordem do Thule, havia correntes que defendiam certas doutrinas, muitas vezes divergentes entre si. A Hohlweltlehre, a doutrina da Terra Oca, foi uma delas…

O que causou o interesse nazista pelas tradições da Terra Oca eram as evidências esotéricas em moda na época, como as explorações anteriormente citadas, além das investigações efetuadas por muitos estudiosos norte americanos, como Symmes, Cyrus Teed e Marshall Gardner. Além disso, o campo de pesquisas dos nazistas se estendia pelos quatro cantos do mundo, tentando comprovar a veracidade dessas teorias. Há rumores de espiões, militares, arqueólogos e espeleólogos alemães no Brasil, no Tibet, na Mongólia, no Egito, na Índia, no Extremo Oriente, no sudoeste africano etc.

Hitler achava que um eventual contato com uma avançadíssima civilização intraterrena facilitaria o domínio da terra. Por isso vemos que essas expedições secretas nazistas são encontradas nos sítios espeleológicos nas serras do Roncador e dos Parecis, no Brasil; nas cavernas de Borodla, na Hungria; nas cavernas dos Mil Budas, na China; o sistema de túneis dos montes Chandore, na Índia e o lago Manasarowar e a Porta Vermelha do Potala, no Tibet.

Porém, a eclosão da guerra paralisa as investigações neste campo. Todas as provas dos contatos com pessoas e sociedades ligadas à idéia da Terra Oca desaparecem. Depois de terem sido utilizadas como “provas das insanidades” dos atos nazistas nos julgamentos de Nuremberg (chamados por muitos juristas americanos de Chacina de Nuremberg), esses dados estão certamente guardados nos cofres dos serviços secretos dos países aliados, à espera de seu total esquecimento…

Com a vitória aliada sobre o ocultismo teutônico, a criação de um estado judeu na Palestina torna-se uma possibilidade que faz aumentar o otimismo dos que ainda mantêm em mente o ideal de Povo Eleito de Deus. Aqueles que pactuaram com Melquisedeck querem retomar Jerusalém, a antiga capital deste grande Sar. Sobre isso, complementarei logo em seguida, falando sobre o périplo do Santo Graal.

O Santo Graal

Contam as lendas que se perdem na memória nos séculos que uma fantástica batalha foi travada nos céus entre as hostes do Arcanjo Miguel e as legiões de Lúcifer. Num dos sangrentos combates, Miguel desfere um golpe mortal no anjo negro e da testa desse ser salta uma gigantesca esmeralda que cai na terra. Depois, em comemoração à vitória dos anjos de Deus, esculpe-se nessa maravilhosa pedra verde um Cálice, símbolo da Liberdade e da Paz Divinas. A partir de então (e sempre custodiado por Goros, os guardas pretorianos de Melquisedeck), esse cálice, o Santo Graal (do celta Gar-El, Pedra de Deus), empreende uma viagem mística e transcendental:

Primeiro o recebe Abraão das próprias mãos do Gênio da Terra, que tem como morada um castelo em Jerusalém. O Graal é a partir daí protegido pelos filhos de Israel; Moisés o leva consigo em seu êxodo, juntamente com as Tábuas da Lei e as Pedras da Torá (ou Tarô), na Arca da Aliança. A sagrada jóia prossegue viagem até chegar às mãos de Bélkis, a rainha de Sabah, a qual submete o sábio Ssalomão a terríveis provas, antes de lhe entregar definitivamente o mistério do Graal.

Com o tempo, após ser venerada no Templo de Salomão, passa a ser custodiada pelos essênios (do siríaco Essen, puro), ordem à qual pertencia Jesus e seus discípulos. Eles beberam do cálice na casa de José de Arimatéia, firmando o pacto de sangue posteriormente conhecido como Santa Ceia. Depois, com essa mesma relíquia, o iniciado romano José de Arimateia colheu algumas gotas que manaram das feridas de Cristo…

Por se recusar em entregar as relíquias sagradas que estavam em seu poder, Arimatéia é encarcerado por muitos anos. Após ser libertado, ele e sua esposa Susana empreendem uma viagem, orientada por um anjo, o qual lhes aparece numa noite e diz: “Esse cálice tem um grande poder porque se acha contido o sangue do Redentor do Mundo. Guardai-o lá”. O anjo então apontou um templo em Montserrat, na Catalunha (Espanha). Uma parte da expedição vai à Espanha e outra continua até a Inglaterra, criando a partir daí todas as “lendas” da Távola Redonda. Esse templo de Montserrat se encontra oculto, escondido da curiosidade pública, segundo certas tradições o Cálice está na 4ª Dimensão.

Os Templários conheceram e veneraram o Santo Graal, pois o tiveram em suas mãos, juntamente com a lança de Longinus e o manto sagrado… Para o esoterista oriental, o Graal, além da Pedra da Verdade, é um dos símbolos de poder e majestade da capital subterrânea, Shamballah.

Na Arqueologia

Ilustrando melhor sobre o Reino Subterrâneo, transcrevo o interessante depoimento do professor Aurélio M. G. de Abreu:

“Podemos encontrar diversas tradições que falam da existência de mundos subterrâneos ou grutas extremamente profundas que abrigariam estranhos seres ou criaturas mais ou menos sobrenaturais, sendo isso muito comum em diversas culturas, especialmente das Américas. Dusselhoff, por exemplo, em seu livro Las Grandes Civilizaciones de la América Antigua, informa que é possível encontrar a origem dos anões Olmecas numa crença muito comum entre os nativos da região que os consideram pequenos espíritos da natureza com cara de bebê e muito velhos, que habitariam grutas e cavernas. Segundo o mesmo autor, sobre a lenda dos índios Pipií, que vivem em El Salvador, são citados seguidamente pequenos seres sobrenaturais, seguidores do deus da chuva, que vivem no mundo subterrâneo, e que são responsáveis pela regulagem das águas subterrâneas…

Múmia da região de Pedro Mountain. Possui 22 centímetros.

Em Minas Gerais, certo autor escreveu sobre o achado de diversas urnas, que teriam sido descobertas dentro de uma gruta muito profunda e com esqueletos de pequena estatura. esse material foi publicado no jornal O Globo, do Rio de Janeiro, porém os elementos são de pouca divulgação…

Também podemos falar sobre uma coisa interessante que se relaciona a tudo isso: é a famosa mümia de Wyoming, nos Estados Unidos. Essa múmia foi descoberta num local chamado Pedro Mountain, localizado a cerca de 100 quilômetros da cidade de Casper; lá havia uma pedreira selada, e no fundo dela foi encontrada a múmia de uma criatura humanóide com 22 centímetros de altura, pele bronzeada e nariz chato.

Na época, o famoso professor Henry Fairfield denominou o espécime de Hesperopithecus (macaco das Hespérides) e calculou que ele teria uma idade de mais de 1 milhão de anos.

Posteriormente, Hosborne, um dos grandes escritores nessa área, escreveu Hesperopithecus e Outros Macacos na América, afirmando que esse ser não passava de um símio. Contra essa teoria, os escritores norte-americanos Gazeau e Scott Jr., em seu livro Exploring Unknow, nas páginas 222 e 223, contam a história da múmia, confirmam a existência dela, chegam a exibir uma foto e aludem a uma série de lendas dos índios Chochones e Craals sobre a existência de pequenas criaturas que morariam em cavernas e que seriam as responsáveis por uma série de eventos sobrenaturais entre as culturas pré-colombianas. No Brasil, na região da Serra dos Parecis, próxima ao Roncador, habitam os índios de mesmo nome.

Sobre sua origem, há uma lenda local que diz que seus antepassados originais viviam no fundo da terra e num determinado momento resolveram vir à luz do sol porque suas cavernas subterrâneas estavam ficando gradativamente muito escuras: lá, eles viviam num mundo de paz, com muita água, com iluminação proveniente da fosforescência das próprias rochas. Quando eles vieram à superfície, sofreram muito e por isso teriam inclusive ficado com a cor da pele avermelhada, porque não estariam acostumados ao sol…

Na cidade de Nam Madol, na grande ilha de Ponape, Micronésia, há uma lenda local que diz que a idealização e construção de sua cidade megalítica seriam de anões misteriosos que teriam vindo do fundo da terra, para servirem de guias…

Outra lenda, que não serviria como uma explicação geral plausível, encontramos na ilha de Páscoa. Quando trabalhamos nessa ilha, verificamos que durante as guerras tribais, muitos foragidos, para não serem comidos num surto de canibalismo na ilha, refugiavam-se em enormes grutas. E como a ilha é vulcânica, encontram-se regiões que são formadas em seu interior como uma espécie de bolhas, causadas por erupções vulcânicas, onde se verificam em muitas delas água potável; resulta que ali se verificam grandes salões subterrâneos com entradas diminutas e facilmente dissimuláveis.

Agora, imagine alguns indivíduos, que poderiam ter ficado vários meses ou mesmo anos no fundo da terra, comendo cogumelos e insetos. Quando surgissem de repente, publicamente, seriam vistos como seres sobrenaturais que teriam vindo do fundo da terra…”

As Grandes Cidades Maias

Continuando com o diálogo, o professor Aurélio de Abreu comenta algo do desaparecimento da civilização maia entre os séculos 9º e 12, a qual, para alguns ocultistas, penetrou na 4ª Dimensão, auxiliada por seres intraterrenos:

“A ciência constatou um abandono sistemático das grandes cidades maias do Antigo Império. Então, são abandonadas Palenque, Tical, Piedras Negras, Lubantun etc… Essas cidades são totalmente abandonadas, praticamente de uma vez, e muitas delas nunca mais foram reocupadas. A única delas que foi ocupada novamente, isso no Novo Império, é Chichén Itzah, ao sudeste do México. Agora, as outras, não… As outras foram abandonadas completamente.

Os maias desapareceram completamente da história por quase 3 séculos.. Depois, reaparecem voltam a reutilizar a escrita, a crer nos mesmos Deuses, mas algo estranho ocorreu. Voltaram mais belicosos, e nesse reaparecimento mudaram algumas características de sua cultura. Por exemplo, nos sistemas de contagem: No Novo Império, os maias passam a utilizar somente o sistema de contagem curta (com 2 dígitos) e não mais a contagem longa (por exemplo, 2500). Nota-se também uma alteração espantosa na cultura, nos costumes, na religião, em seus deuses primitivos…

É como se eles desaparecessem da face da terra e alguns voltassem depois, porém mais primitivos… Na verdade, não há nenhuma explicação totalmente aceitável sobre isso. O que temos são meras teorias, como a revolta camponesa sobre a casta sacerdotal; a fome generalizada pelo excesso de queimadas; uma epidemia generalizada etc. Isso se constitui num dos maiores mistério sdentro da Arqueologia, talvez explicável pelo esoterismo…”

O professor Aurélio acerta quando afirma que o esoterismo tenha uma explicação sobre esse maravilhoso mistério histórico: de acordo com os ensinamentos gnósticos, os maias foram um povo que viveu em função da Divindade, e por isso desapareceram na 4ª Dimensão…

Próximo Capítulo

Cadeia de cura, como realizar

Posted: 22 Jul 2013 06:10 AM PDT

Medicina Esotérica

Denomina-se Cadeia, ou Corrente, toda prática mística feita em grupo tendo as mesmas finalidades, utilizando a mesma intenção, concentração e oração. As Cadeias mais poderosas são aquelas em que o grupo de pessoas está de mãos dadas, suas mãos ficam entrelaçadas e não se rompem até o final da prática.

Quando o grupo se une pelas mãos, formando uma corrente humana, não se unem somente os corpos físicos dos presentes, mas suas energias, emoções, pensamentos e afinidades espirituais, onde os campos áuricos de todos se misturam, potencializando esta prática mística de forma considerável. Essa união entre todos os níveis de energia dos participantes é tão forte que na Maçonaria, coirmã da Gnose, o procedimento é chamado de Cadeia de União.

Uma das Cadeias mais interessantes e fortes que os estudantes de esoterismo e magia branca podem realizar é a Cadeia de Cura. Esta Cadeia, quando bem-feita (com concentração, disciplina, boas intenções e, especialmente, pureza energética, sexual e emocional, proporciona resultados maravilhosos.

Alertamos que essas Correntes devem ser praticadas unicamente por pessoas (mulheres e homens) com afinidades energéticas e espirituais, puras, equilibradas psiquicamente, e não de forma aleatória, sem critério e seleção.

A seguir, aos que desejam beneficiar a si mesmas e a toda a humanidade, sugerimos a seguinte Cadeia de Cura, onde todos os participantes deverão, EM UNÍSSONO, repetir os seguintes passos:

Que todos os seres sejam felizes.
Que todos os seres sejam ditosos.
Que todos os seres estejam em paz.

(Repetir essas frases 3 vezes. Em seguida, vocalizem o mantra AOM também 3 vezes.)

AAAAAAAOOOOOOOMMMMMMM
AAAAAAAOOOOOOOMMMMMMM
AAAAAAAOOOOOOOMMMMMMM

(Em seguida, fazer a seguinte invocação:)

Meu Pai, meu Deus, meu Senhor… Tu que és o meu verdadeiro e real Ser, te suplico com toda minha alma e com todo meu coração, para que te transportes ao Templo-Coração do planeta Mercúrio, o planeta das energias da cura…

(Com a imaginação dirigida, visualizar todos os membros da Cadeia à frente de um templo gigantesco, luminoso. E fazer a seguinte saudação aos guardiães do templo da cura do planeta Mercúrio:)

(Inclinar o corpo à direita e vocalizar a palavra sagrada JAKIN… Em seguida, inclinar o corpo à esquerda e vocalizar a palavra sagrada BOAZ. E continuar, dizendo:)

Dai os sete passos para dentro, para o interior do Templo (de novo com a imaginação criadora, vê-se que todos estão dando sete passos para dentro do templo da cura. E continua-se a prática com a seguinte afirmação:)

Prostra-te agora aos pés do Gênio, do Divino Rafael… Divino Rafael, Divino Rafael, Divino Rafael… Pai da Medicina… Viemos aqui para te pedir, para te suplicar, para te rogar com toda a nossa alma e com todo o nosso coração, em nome de Cristo, pelo poder de Cristo e pela majestade de Cristo, que nos envie um coro de mestres e Anjos especialistas em medicina para que venham e curem todos os irmãos e irmãs que se encontrem enfermos em seus lares, em clínicas, sanatórios, hospitais, para que sejam curados, alentados, fortalecidos totalmente, de acordo com a Lei Divina… e também para que curem a todos nós, que formamos esta Cadeia de Cura, especialmente… [Aqui, pode-se citar o nome do enfermo, ou enfermos, e o local onde se encontra(m).]

Peço-te, glorioso Cristo Rafael, Arcanjo supremo da Medicina Universal, que se realizem, que se plasmem no físico estas curas.

(Em seguida, vocalizam-se os sagrados mantras da cura:)

AAAAAAAEEEEEEE… GAAAAAAAEEEEEEE… GUFFF… (Repetir três vezes esses mantras. “A” em tom alto, “E” é baixo; e GUF é baixo. Em seguida, vocalizar os próximos mantras sagrados de cura:)

PAN… CLARA… PAN… CLARA… PAN… CLARA…

Que se curem, que se alentem, que sarem…
Que se curem, que se alentem, que sarem…
Que se curem, que se alentem, que sarem…

AAAAAAAOOOOOOOMMMMMMM
AAAAAAAOOOOOOOMMMMMMM
AAAAAAAOOOOOOOMMMMMMM

Meu Pai, meu Deus, meu Senhor, invoca, agora os veneráveis mestres e anjos curadores, que se compadeçam desta humanidade e venham ao nosso chamado. Veneráveis mestres da Medicina Universal, vinde a nós pelo Cristo, pelo Cristo, pelo Cristo. Invocamos vossos santos nomes:

Paracelso, Galeno, Hipócrates, Hermes Trimegisto, Anjo Adonai, Esmun, Minerva, Jesus o Cristo, Samael Aun Weor, e demais mestres da Luz Divina… Concorrei… Concorrei… Concorrei… (Invocar os nomes sagrados desses mestres três vezes seguidas.)

Amadíssimos mestres, nós vos invocamos para vos pedir com toda nossa alma e nosso coração para que nós, que compomos esta Cadeia de Cura, sejamos curados, sanados, fortalecidos.

Que se curem, que se alentem, que sarem…
Que se curem, que se alentem, que sarem…
Que se curem, que se alentem, que sarem…

AAAAAAAEEEEEEE… GAAAAAAAEEEEEEE… GUFFF…
AAAAAAAEEEEEEE… GAAAAAAAEEEEEEE… GUFFF…
AAAAAAAEEEEEEE… GAAAAAAAEEEEEEE… GUFFF…

(Finalmente, para encerrar a Cadeia de Cura, faz-se o seguinte agradecimento:)

Dou graças infinitas ao poderoso Logos Rafael e aos digníssimos mestres e anjos da cura. Suplico que estas curas sejam realizadas de acordo com a Misericórdia e a Lei Divinas, e com a vontade de nosso Pai que está em segredo.

AAAAAAAOOOOOOOMMMMMMM
AAAAAAAOOOOOOOMMMMMMM
AAAAAAAOOOOOOOMMMMMMM

Meu Pai, meu Deus, meu Senhor, Tu que és meu verdadeiro e real Ser, retorna ao meu coração… retorna a mim… retorna a mim… Amém…

(Caso você participe de algum grupo de pessoas de boa vontade ou deseje formar um em sua casa – com marido, esposa, filhos, parentes e amigos –, escreva-nos e enviaremos por e-mail mais detalhes de como se realizar uma Cadeia de Cura mais completa.

Porém, pedimos para que não solicite estes procedimentos por mera curiosidade.
Escreva para gnosisonline@gnosisonline.org)

Vidas Passadas – Estudos básicos

Posted: 21 Jul 2013 07:10 AM PDT

Muitas pessoas escrevem para a direção do GnosisOnline com inúmeras perguntas acerca dos ensinamentos sobre Vidas Passadas, Reencarnação, Alma etc. Estamos postando, aqui, perguntas básicas sobre esses e outros temas, como uma espécie de bê-a-bá para que ao lerem outros textos gnósticos, se tenha pleno conhecimento dos fundamentos da Gnose.

A seguir, vai uma entrevista, no formato pergunta-resposta, com o mestre gnóstico VM Samael Aun Weor sobre reencarnação, vidas passadas e outros temas correlatos. Vale a pena ler este texto e aprofundar nossos estudos de autoconhecimento.

Pergunta: Que se entende por reencarnação?
Samael Aun Weor:
As pessoas comuns e correntes entendem por reencarnação o regresso a uma nova matriz. Isso significa que nós podemos reincorporar em um novo organismo humano. Não será demais acrescentar que ao regressar voltamos a nascer e a viver na mesma forma e do mesmo modo vivido na existência precedente.

P: Por que não recordamos nada de nossas vidas passadas?
SAW:
As pessoas não recordam suas vidas anteriores porque têm a consciência adormecida. Se a tivessem desperta, logicamente se lembrariam de suas vidas anteriores.

P: Quem se reencarna?
SAW:
Enquanto alguém tiver possibilidade de salvação, poderá regressar a uma nova matriz para se revestir com um outro corpo físico. Porém, quando o caso já for perdido, quando o sujeito se tornou um malvado definitivamente, quando nenhum castigo produz mais resultados úteis, então não volta mais, não lhe é dado mais outro corpo e assim ele entra nos mundos infernais onde somente se ouvem o pranto e o ranger de dentes.

P: Como podemos comprovar que regressamos a este mundo outra vez?
SAW:
O retorno a este mundo depois da morte para uns é uma teoria, para outros um dogma, uma anedota, uma superstição ou uma crença. No entanto, para aqueles que recordam suas vidas passadas, o retorno é um fato. Isto significa que somente se lembrando de suas vidas anteriores é que alguém poderá evidenciar a crua realidade da reincorporação ou regresso a este Vale de Lágrimas. Porém, repetimos: só é possível se recordar as existências anteriores quando se desperta a consciência.

P: Para que voltamos a este mundo?
SAW:
Voltamos a este mundo com o propósito de nos aperfeiçoar, pois, infelizmente, somos pecadores e precisamos acabar com nossos erros.

P: O que é que regressa a este mundo dos seres humanos?
SAW:
O que retorna a este mundo é a alma do falecido.

P: Os animais e as plantas também regressam a este mundo?
SAW:
As almas das plantas, dos animais e das pedras são os elementais da natureza. Eles retornam a este mundo de maneira contínua. Por exemplo, se uma planta seca e morre, o elemental desse vegetal renasce em outra planta. Se um animal morre, o elemental dessa criatura regressa a um novo organismo animal etc.

P: Existe a predestinação?
SAW:
Cada alma é o artífice de seu próprio destino. Se alguém pratica o bem, ganha uma boa sorte. Faz-se o mal, renasce neste mundo para sofrer e para pagar tudo o que deve. Assim se explica porque uns nascem em um leito de plumas e outros na desgraça.

P: Gostaria de recordar as minhas vidas passadas, mas como tenho a consciência adormecida, que devo fazer para despertá-la?
SAW:
Seguindo a senda da santidade. Eis o caminho para se despertar a consciência. Acaba com teus erros, arrepende-te de tuas más ações, torna-te puro em pensamento, palavra e obra e eu te garanto que quando houveres alcançado a verdadeira santidade, terás despertado a consciência.

P: Por que muitos não creem que tiveram vidas anteriores?
SAW:
Alguns não creem simplesmente porque não recordam suas vidas passadas e de fato não se lembram porque tem a consciência adormecida.

P: O senhor se lembra de suas vidas passadas? Constatou de fato que existe a reencarnação?
SAW:
É claro que se não recordasse minhas vidas passadas não me atreveria a defender com tanta ênfase a doutrina da reencarnação. Felizmente, lembro-me com bastante clareza todas as vidas que tive no planeta Terra.

P: Quantas vezes alguém pode reencarnar nesta vida?
SAW:
Está escrito com letras de ouro no livro da vida que se regressa 108 vezes a este mundo.

P: Por que uns reencarnam como homens e outros como mulheres?

SAW: Tudo depende dos acontecimentos da vida. Às vezes, temos que voltar em corpo feminino e outras vezes em corpo masculino. Sempre de acordo com as ações de nossas experiências anteriores.

P: Por que se diz que por tratar mal os animais pode alguém reencarnar como cavalo, cachorro ou gato?
SAW:
As almas perdidas ingressam nos mundos infernais. Ali, como dizem as sagradas escrituras, passam pela Segunda Morte. Somente depois de tal morte é que as almas condenadas ficam limpas de toda mancha. Então podem voltar a este mundo. Evoluem como elementais minerais, ascendendo depois ao estado vegetal, a seguir reincorporam em organismos animais para finalmente reconquistar o estado humano que outrora perderam. Ao chegarem a estas alturas, se lhes concede 108 vidas a fim de que se façam perfeitas. Porém, se fracassam, voltam a repetir todo o processo de novo.

P: A que se deve o fato de alguém estar em certos lugares e ter a sensação de que já os conhece tão bem a ponto de poder descrevê-los com detalhes?
SAW:
Esse fenômeno se deve ao fato de que em vidas anteriores já esteve nesses lugares.

P: Quantas vezes se pode reencarnar em corpo humano e quantas vezes em corpo animal, quantas em vegetal e quantas em mineral?
SAW:
O retorno dos seres humanos já está devidamente calculado em 108 vezes, porém o Retorno em organismos animais, vegetais ou simplesmente minerais não tem um número exato.

P: Será possível se passar do reino vegetal ao humano ou do animal para o mineral?
SAW:
Do reino vegetal se passa para o humano, mas através do reino animal. Isto significa que não podemos saltar porque a natureza não dá saltos. Se o elemental animal degenera, involui, retrocede para o estado mineral, passando antes, naturalmente, pelo estado vegetal.

P: Em que dimensão se encontram os elementais dos reinos vegetal e mineral?
SAW:
As criaturas elementais vivem na quarta dimensão da natureza.

reencarnacao-gnosisonlineP: Somos nós os mesmos seres humanos dos tempos antigos que estamos a nos reencarnar ou alguns têm desaparecido definitivamente?
SAW:
A Humanidade atual é muito velha. Está retornando a este mundo há muitos milhares de anos.

P: Quanto tempo um ser humano espera depois de morto para receber um novo corpo?
SAW:
Isso depende do destino de cada um. Uns renascem imediatamente e outros levam muito tempo para voltar.

P: Um estudante que tenha começado a despertar sua consciência, ao morrer, pode dar-se conta do processo de reencarnação?
SAW:
Quem desperta a consciência não precisa aguardar o momento da morte para recordar as vidas passadas. Ele pode recordá-las em vida, aqui e agora.

P: A Gnose considera justo o fato de que milhões de seres humanos vivam na mais completa ignorância sobre a evolução, a reencarnação, a realização e o despertar da consciência?
SAW:
Nós, gnósticos, consideramos injusto que não haja pregadores suficientes, melhor diríamos, missionários em quantidade para levar estes ensinamentos a todas as partes, mas não temos culpa disso. Acontece que à Humanidade só lhe interessa se divertir, ganhar dinheiro e entregar-se aos prazeres. Se as pessoas fossem mais compreensivas, se preocupariam por estes ensinamentos e os divulgariam.

P: O que é a Segunda Morte e o que tem a ver com a reencarnação?
SAW:
A Segunda Morte marca o fim de nossas paixões animais nos mundos infernais. Isto significa que no fim os condenados, os perdidos, chegam à pureza original. Quando isso acontece, saem dos abismos infernais que existem no interior da terra. Então, como já dissemos, tais almas tornam a evoluir da pedra até o homem.

P: Quando a Humanidade irá entender o porquê das reencarnações?
SAW:
A Humanidade somente poderá entender o porquê das reencarnações no dia em que conseguir despertar a consciência.

P: Por que as pessoas nascem, morrem e voltam sempre a repetir o mesmo disco?
SAW:
De fato, as pessoas repetem, como você disse, sempre o mesmo disco. Refiro-me à Lei de Recorrência. Em cada vida, tornamos a repetir tudo o que fizemos na anterior, sofrendo as consequências do bom e do mau praticados na vida passada. Isto é um círculo vicioso: repetição de dramas, de cenas, de amores, reencontro com as mesmas pessoas etc.

P: Como faremos para sair de tanta repetição?
SAW:
Conseguimos nos livrar da lei da Recorrência somente através da santificação.

P: Quem nos obriga a tomar um novo corpo físico?
SAW:
A este mundo nos mandam os Anjos do Destino. Eles têm anotado em seus livros as nossas boas e más ações.

P: Se depois de morto o corpo, a alma vai para o céu, como afirmam muitas religiões, por que não ficam lá então?
SAW:
O céu é um prêmio, uma recompensa pelas nossas boas ações, mas quando a recompensa se esgota, temos de voltar para este mundo.

P: Será certo que existe o inferno?
SAW:
O inferno com chamas, aquele fosso com carvões em brasa viva e diabos com garfos, é um símbolo que corresponde a uma tremenda realidade. Existem os mundos infernais, ou mundos inferiores, regiões de amargura no interior do planeta Terra. Nesses abismos vivem as almas perdidas.

P: Se algumas almas vão para o inferno, que poderão fazer para se livrar dessas chamas?
SAW:
Ensinar a doutrina para tais almas é nosso dever e seria injusto, como já disse em uma pergunta anterior, não levar o ensinamento gnóstico a todas as regiões do mundo.

P: É verdade que as almas caem em um poço cheio de chamas e não se queimam?
SAW:
No interior da terra existe fogo e água. As almas fracassadas se identificam com esses elementos da natureza e sofrem, mas o fogo não pode queimá-las, nem a água afogá-las, porque as almas são incorpóreas, sutis. Olhando de outro ângulo esse assunto de chamas, quero lhe dizer que tais flamas simbolizam nossas paixões animais.

P: Quem viu essas almas e se deu conta de que ali havia almas?reencarnacao2-gnosisonline
SAW:
Qualquer pessoa inteligente sabe que no interior da terra existe fogo líquido. Os vulcões assim o indicam. Não se necessita ser sábio para ver as chamas. Qualquer um pode vê-las nas crateras misturadas com lavas e gases inflamáveis.

P: O que é a região purgatorial?
SAW:
As religiões falam do Purgatório e da região purgatorial. Na realidade, existem zonas moleculares inferiores, submersas, situadas além da quarta dimensão. Em tais zonas, muitas almas que aspiram à luz se purificam, eliminando seus pecados.

P: Será verdade que acreditando em Deus se pode escapar do inferno?
SAW:
Muitas pessoas acreditam em Deus e não escapam do inferno. Se alguém quiser escapar da região das trevas, terá de tornar-se santo.

P: Será verdade que alguém, aprendendo de memória os capítulos da Bíblia, consegue se livrar do inferno?
SAW:
No inferno há muita gente que conhece a Bíblia de cor com pontos e vírgulas.

P: Poderia alguém se salvar apenas acreditando no que está escrito na Bíblia?
SAW:
A fé sem obras é fé morta. Precisamos de uma fé viva e esta deve se fundamentar nas boas obras. Urge que vivamos de acordo com os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

P: É obrigatória a reencarnação?
SAW:
Enquanto não atingirmos a perfeição, os Anjos do Destino nos mandarão para este mundo.

P: A reencarnação favorece a que paguemos por nossas más ações?
SAW:
Todos os sofrimentos que temos neste mundo são devidos às más ações de nossas vidas passadas.

P: Sempre regressamos na mesma família?
SAW:
O Eu continua em sua própria semente. Isso significa que continuamos em nossos descendentes, isto é, regressamos à mesma família.

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